Os reis de Sião davam gatos como presente para membros de outras nações, como Inglaterra e Estados Unidos
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Os reis de Sião davam gatos como presente para membros de outras nações, como Inglaterra e Estados Unidos

Uma das raças de gato mais famosas do mundo hoje, a origem dos Siameses é incerta. O que se sabe com certeza, segundo registros datados de 1350, é que a raça surgiu em Ayudha, capital de Siam (Sião) – por isso o nome Siamês -, região onde hoje é a  Tailândia.

A raça era muito adorada pela realeza de Sião. Há uma história que diz que o Rei tinha alguns gatos de estimação no templo real e que os animais serviam também como guardiões, ficando no topo de colunas observando a quem se aproximasse do Rei, pulando sobre os indivíduos caso sentissem que representavam alguma ameaça ao líder.

Registros feitos pelo zoólogo naturalista alemão Peter Simon Pallas, datados do início do século 18, após as explorações do Mar Cáspio, descrevem um animal semelhante às características dos Siameses: “Orelhas, patas e cauda meio pretas. Ele é de porte médio, tem pernas aparentemente menores do que as de gatos comuns e a cabeça fica maior em direção do nariz”.

Outra crença que aumentava a popularidade entre a realeza de Sião era a de que esses gatos herdariam as almas após a morte e também serviam como companhia para as princesas e proteção para as joias.

Já no século 19 o Rei deu um casal de felinos ao consulado inglês em Bangoc (capital Tailandesa). Pho e Mia, como eram chamados, foram os primeiros gatos da raça a serem levados para o Ocidente, sendo levados para a Inglaterra em 1884, pelo cônsul inglês Owen Gould. Já em 1885, os bichanos foram expostos em um concurso de beleza, sediado no famosos Crystal Palace. O porte elegante e os olhos azuis chamavam a atenção, mas a recepção para os novos gatos foi mista, por serem bastante diferentes dos gatos comuns da região na época.

Além da Inglaterra, gatos da raça também foram levados para o norte da Grã-Bretanha, França e Japão. Já nos Estados Unidos esses animais chegaram somente no final do século 19, também como um presente do Rei de Sião. Apesar da beleza e popularidade entre a alta classe, a popularidade dos gatos Siameses aumentou consideravelmente após o fim da Segunda Guerra Mundial, chegando a se tornar um dos maiores em número de registros.

Em 1879, o cônsul norte-americano deu um gato Siamês para Lucy Webb Hayes, esposa do então Presidente dos Estados Unidos, Rutherford B. Hayes. Com o passar dos anos outros padrões passaram a ser aceitos como “legítimos” para a raça, contanto que características mais básicas fossem mantidas, como manchas nas extremidades da cauda, focinho, orelhas e patas.

Curiosidades

Esses gatos amam companhia e não se sentem bem sozinhos por muito tempo
liliy2025/Pixabay
Esses gatos amam companhia e não se sentem bem sozinhos por muito tempo

Na animação e, posteriormente no live action, da Disney  “A Dama e o Vagabundo”, haviam os gatos chamados Si e Am, dos quais os nomes faziam referência a Siam, país de origem da raça.

Por serem usados como guardiões das joias das princesas (segundo a lenda), acredita-se que a torção características da cauda desses gatos se deva ao fato de que eles o usavam para guardar os anéis. O fato de muitos Siameses serem vesgos também é atribuído a lenda de que vigiavam as joias reais a uma distância muito curta. 

Apesar de alguns gatos mais peludos serem bem semelhantes em questão de cores com os Siameses, a raça é composta apenas por gatos de pelos curtos e finos. Os gatos Siameses são claros e com manchas escuras. Eles têm corpo longo e esguio, com focinho mais alongado em forma de cunha. A raça é relativamente rara no Brasil.

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A personalidade do gato Siamês

Pho e Mia, como eram chamados os primeiros gatos da raça a irem para a Inglaterra
Andreas Lischka/Pixabay
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Um gato muito carinho e inteligente, o tutor de um gato da raça terá um companheiro fiel e inseparável. Eles são muito dóceis, curiosos e brincalhões e sociáveis, dependendo do dia também podem querer ficar um pouco mais quietos, embora sempre com os humanos da família por perto.

Os tutores podem  adestrar o pet para caminhadas na coleira, além de  outros truques. Porém, como se trata de um animal bastante inteligente, ele também tem vontades próprias e não será “100% obediente” a tudo o que o tutor quiser que ele faça.

Esses gatos são muito ativos e exímios saltadores e um enriquecimento ambiental adequado fará toda a diferença, com plataformas, arranhadores e brinquedos. Se possível, é indicado também que se tenham ao menos mais um gato para que um faça companhia para o outro.

O Siamês se dará bem com crianças e animais de outras espécies, sendo bastante curioso e explorador. Por ser um animal que não gosta de ficar muito tempo sozinho, o tutor deve disponibilizar algum tempo para dedicar ao pet todos os dias, para brincadeiras e, se possível, tirar um belo cochilo juntos.

Higiene e saúde

O gato Siamês se dá bem com pessoas de todas as idades e também com outros animais de estimação
Andreas Lischka/Pixabay
O gato Siamês se dá bem com pessoas de todas as idades e também com outros animais de estimação

Com uma pelagem brilhante, o Siamês precisa receber cuidados mais específicos em relação à hidratação para que se mantenha sempre saudável. Escovações frequentes são indispensáveis, ao menos uma vez por semana, para retirar pelos mortos e evitar embaraçados.

Apesar de os gatos tomarem conta da própria higiene, o tutor pode dar banho caso seja necessário. É possível também  dar o famoso banho a seco em caso de gatos que não se dão muito bem com água. Caso seja possível, é indicado que se acostume o pet ao banho desde filhote, sempre com cuidado, especialmente na região dos olhos e ouvidos, embora  banhos não sejam indicados por especialistas em saúde felina,  existem algumas excessões.

O Siamês é um animal geralmente saudável, mas pode desenvolver algumas doenças relacionadas à genética. Entre elas estão a bronquite felina, asma, estenose aórtica, vitiligo e amiloidose. Outro fato curioso relativamente comum nos  gatos da raça é que sejam estrábicos, algo ligado à pouca variação genética.

Visitas frequentes ao médico veterinário ajudam a prevenir doenças e manter o pet sempre com a saúde em dia.

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