Os gatos são animais carinhosos e apegados aos tutores, mas algumas questões podem fazer com que eles não apreciem o contato físico
Sam Lion/Pexels
Os gatos são animais carinhosos e apegados aos tutores, mas algumas questões podem fazer com que eles não apreciem o contato físico

Uma característica bem comum entre os gatos (que já se tornou meme nas redes sociais) e, muitas vezes, é mal interpretada por algumas pessoas é o “mau humor” felino. Muitos gatos são bem carinhosos e adoram estar no colo dos humanos; já outros não apreciam em nada estar no colo ou receber beijos e abraços.

Isso não significa que o gato é do tipo antipático e “gosta da casa, não do tutor”, mas sim um comportamento instintivo do animal. Na natureza, os felinos não têm esse tipo de comunicação que é tão comum para os seres humanos.

A bióloga e especialista em comportamento felino  Juliana Damasceno explica que existem várias explicações para o que pode se entender como uma agressividade por parte do felino em relação ao contato humano. Entre as mais comuns está a relação equivocada que o próprio tutor pode ter com o gato.

“Nós humanos nos comunicamos de forma diferente. Nós nos beijamos, abraçamos e quando queremos fazer carinhos em uma criança ou eu um animalzinho, tendemos a pegar no colo, beijar e abraçar”, diz a bióloga ao Canal do Pet. “Isso é uma forma de comunicação humana que diverge muito da forma de comunicação dos gatos”.

Para um gato, isso é extremamente desconfortável. Quando uma pessoa beija um gato, ela está colocando o próprio cheiro no animal e umedecendo o pelo dele. Além disso, o barulho do beijo junto à pressão exercida pelo contato se torna bem desagradável para o pet, que muitas vezes é forçado a ficar no colo.

Juliana alerta que retirar as quatro patas do chão é algo muito desconfortável para os gatos. “Na natureza eles têm duas posições: predador de animais maiores e presa de animais de mesmo porte ou maiores. Quanto nós os retiramos do chão e os contemos no colo, o gato tem a sensação física de que foi capturado. Então ele vai usar a força das patas para tentar se livrar. Essa é uma ação instintiva de defesa”.

Principais causas

  • Estresse e ansiedade
  • Contato forçado que gera dor e desconforto
  • Agressividade por brincadeira

O momento de repouso

Os gatos não são receptivos a contato físico durante o repouso
Michael Sum/Unsplash
Os gatos não são receptivos a contato físico durante o repouso

Quando os gatos estão em descanso, eles já higienizaram o próprio corpo e retiraram os odores para que possa descansar e ficar em estado de alerta, caso esteja em risco com aquela situação – lembrando que na natureza eles precisam ficar atentos a possíveis predadores.

Quando o gato está descansando e o tutor põe a mão dnle, o animal pode se assustar e ativar o estado de alerta. Além disso, o humano está impondo um contato para o qual o felino não está receptivo naquele momento e ele pode exibir uma certa agressividade, pois essa é a forma que ele tem de se comunicar.

Existem outras formas mais sutis e claras de um gato expressar desconforto, mas que não são entendidas pelos humanos.

“Quando um gato achata uma orelha, mia, eriça o pelo ou bate a cauda de maneira mais abrupta, chicoteando, ele já está mostrando irritação e pedindo para aquele contato cessar. Muitas vezes não entendemos esses sinais e insistimos em um contato físico forçado”, diz Juliana.

Ele estava gostando do carinho, mas ficou agressivo

Muitas vezes, o que entendemos como agressividade é um comportamento de brincadeira do gato
Renan Tafarel
Muitas vezes, o que entendemos como agressividade é um comportamento de brincadeira do gato

Também existem gatos mais acostumados ao contato com os tutores, mas que de repente assumem um comportamento mais agressivo.

Juliana explica que esse não é um comportamento que vem “do nada”, mas que esse contato pode despertar no gato a motivação para brincadeiras de caça e luta – que os gatos realizam entre eles - ou até mesmo porque o pet está sentindo alguma dor ou desconforto físico.

“Às vezes o tutor está fazendo carinho e chega em uma área do corpo do gato em que ele sente dor e fica mais protetivo. Os gatos mascaram muito os sintomas físicos, então quando isso acontece é importante que o tutor verifique se não há nada físico e procurar um médico veterinário para fazer um check up”, alerta a bióloga.

Os exames são importantes pois os gatos podem ter questões clínicas que vão se acumulando e que podem demorar a externalizar. “E quando se externaliza, pode ser em sintomas como não levantar mais, não se alimentar ou alterar o padrão de eliminação, por exemplo, e aí a doença já está avançada. É sempre importante ficar atento”, completa.

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