Além de afetar a rotina dos humanos, o isolamento trazido pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) pode trazer mudanças para a vida dos pets. A presença frequente dos donos, a diminuição na frequência de passeios, e a energia acumulada são fatores que podem gerar malefícios , como o cão se lambendo muito. Priscila Brabec, veterinária da Ceva Saúde Animal, faz alerta de como esse ato pode ser um problema durante esse período e explica o que podemos ser feito para evitar.

Cão preto deitado e lambendo sua pata
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Problemas como a lambedura excessiva podem aumentar durante o isolamento

O surgimento desse vício pode vir pelo crescimento de bactérias, alergias, infestação por pulgas e carrapatos, e itens da alimentação. Porém, em muitos casos, surge devido a mudanças bruscas na rotina do animal. A especialista explica que a lambedura pode ser uma forma de aliviar o estresse, visto que o ato libera compostos químicos chamados opióides endógenos que trazem uma sensação de prazer ao animal. "Isso acaba resultando em um ciclo vicioso, especialmente quando o animal está passando por uma mudança brusca."

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De acordo com Priscila, isso pode ocorrer nesse período de isolanento físico, porque os cães podem ficar mais preguiçosos, deixar de realizar suas atividades rotineiras, como passeios e brincadeiras, e ficar o tempo todo próximo aos donos. Todos esses fatores podem gerar o estresse ou a depressão no animal, que ocasionará na lambedura em excesso. 

Esse ato excessivo realizado pelo animal, pode gerar perda de pelos (alopecia), infecções locais e, em casos graves, lesões ulceradas com difícil cicatrização.

Se o cachorro estiver apresentando o comportamento no isolamento físico, há algumas coisas que podem ser feitas para amenizar o problema. "Entre as opções está separar um período do dia para brincar com o cão . O uso de brinquedos interativos, especialmente os que possibilitam colocar alguma guloseima dentro, manterão o animal entretido por algum tempo. Outra dica é aproveitar o momento para ensinar novos truques ao cão", conta Priscila Brabec.

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A especialista ainda sugere criar uma rotina de exercícios para o pet, estimulando, por exemplo, ele a andar pelo espaço da casa. "O importante é criar estímulos para que a lambedura deixe de ser atrativa", finaliza Priscila.

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