Tamanho do texto

Mesmo não sendo tão comum no Brasil, o microchip é a forma mais segura e confiável de identificação do pet

As maiorias dos donos utilizam a coleira como forma de identificação do pet. Mas, em caso de fuga ou roubo, não é considerado o método mais confiável. O bichinho pode perder a coleira no meio do caminho ou o ladrão simplesmente jogá-la fora. Pensando nisso, foi desenvolvido uma forma eficaz para solucionar esse problema: o microchip para cães e gatos. 

Leia também: 6 países europeus para viajar com cachorro durante as férias

O microchip para cães e gatos é um sistema eletrônico, do tamanho de um grão de arroz, que é implantado sob a pele do animal. O dispositivo contém um código exclusivo e inalterável com todas as informações de identificação. É geralmente composto por duas partes: o microchip em si e a cápsula que o envolve, feita de um vidro biocompatível (não provoca alergias).

Esse sistema é uma forma moderna e segura de manter seu animal identificado. Se um dia ele fugir ou for roubado, conseguirão facilmente te encontrar para devolvê-lo. O uso do aparelho já é obrigatório em algumas situações: quando o pet for viajar para países da Europa ou Japão e por criadores, para assegurar a origem da raça e impedir falsificações de pedigree.

No entanto, como não é algo tão popular no Brasil, muito donos ainda tem dúvidas e receio de implantar. Por isso, iremos tirar todas as suas dúvidas sobre o microchip e apontar suas vantagens e desvantagens. 

Como funciona o microchip e o custo do implante

Para implantar o microchip para cães e gatos é utilizado uma seringa especial. O especialista introduz a cápsula na altura da nuca do animal
reprodução shutterstock
Para implantar o microchip para cães e gatos é utilizado uma seringa especial. O especialista introduz a cápsula na altura da nuca do animal

O implante do microchip só pode ser feito por um veterinário. Para colocá-lo, é utilizado uma seringa especial, parecida com as de vacina. O especialista introduz a cápsula na altura da nuca do animal (local de fácil leitura) e o empurra através da pele com o injetor. Não é aplicado nenhum tipo de anestesia. A implantação funciona como a aplicação de vacinas. 

O microchip é implantado uma única vez na vida e fica dentro do corpo para sempre. Ele não possui uma bateria, ficando inerte até ser ativado. Só será emitido energia quando for lido pela leitora, para o qual mostrará os dados que contém. A durabilidade do dispositivo é de aproximadamente 100 anos. 

Leia também: 10 aplicativos para cães que vão facilitar a vida dos donos

Para realizar a leitura, existe um leitor próprio para isso. Ele contém um scanner que faz a varredura do sinal emitido pelo chip através de uma frequência de rádio baixa. Assim que ler o código, as informações aparecerão no visor do leitor. 

O custo do procedimento é, em média, de R$90 a R$100. A princípio não há restrição quanto ao cão ou gato que receberá o dispositivo. É liberado para qualquer raça ou tamanho. 

A melhor idade para implantar é a partir de um mês e meio ou dois meses de vida. Depois disso, qualquer momento da vida é permitido. Normalmente, o pet não apresenta reação, mas pode acontecer do corpo rejeitar o objeto estranho. Como é algo raro, não dá para prever que isso acontecerá 

Os dados dentro do microchip

Todos os dados do microchip para cães e gatos ficam guardados em um sistema de banco de dados, registrados pelos Centros de Zoonoses de cada prefeitura
reprodução shutterstock
Todos os dados do microchip para cães e gatos ficam guardados em um sistema de banco de dados, registrados pelos Centros de Zoonoses de cada prefeitura

Dentro de cada dispositivo há um conjunto de códigos numéricos únicos. Na hora de informar os dados do animal, o dono precisará preencher um cadastro fornecido pela empresa fabricante do microchip. É imprescindível que as informações dadas estejam corretas e atualizadas, já que serão utilizadas no caso de perda ou roubo. 

Todos os dados ficam guardados em um sistema de banco de dados , registrados pelos Centros de Zoonoses de cada prefeitura. Lá ficam armazenado informações como nome do dono, seu endereço e telefones para contato. Em caso de leitura do dispositivo, o aparelho especial vai captar o número da peça, que será verificado pela empresa e depois realizará a busca no banco de dados. 

Caso aconteça alguma mudança de proprietário ou domicílio, deve-se entrar em contato com o veterinário para tomar as providências de alteração dos dados. Se o bichinho falecer, também é necessário comunicar a morte através de um documento entregue pelo veterinário. 

Leia também: Você sabia que os pets também podem doar sangue?

Por questões legais, o proprietário é o responsável por qualquer problema acontecido ao pet e tem a obrigação de informar cada alteração nos dados. Caso contrário, o banco de dados ficará desatualizado e perderá seu propósito. 

As vantagens do microchip para cães e gatos

O microchip para cães e gatos ajuda a diminuir o abandono de animais. A lei prevê sanções pesadas para quem abandonar ou maltratar um pet
reprodução shutterstock
O microchip para cães e gatos ajuda a diminuir o abandono de animais. A lei prevê sanções pesadas para quem abandonar ou maltratar um pet

Uma das principais vantagens do dispositivo é a confiabilidade. Ele reúne todas as informações sobre o bichinho e o dono, sendo impossível falsificá-los. Então, o reconhecimento é imediato após a leitura. Além disso, não tem como o animal perdê-lo, não precisa de manutenção ou recarga e funciona durante toda a vida.

Em caso de perda, veterinários, abrigos e órgãos governamentais facilmente irão acessar os dados através do leitor e você poderá recuperar seu bichinho rapidamente. Os custos da implantação não são exorbitantes. É um investimento que visa à segurança e traz muitos benefícios.

Por último, a identificação eletrônica ajuda a diminuir o abandono de animais. A lei prevê sanções pesadas para quem abandonar ou maltratar um pet. Dessa forma, é possível provar quem é o proprietário e responsável legal por aquele bichinho largado ou maltratado. 

As desvantagens do dispositivo

O microchip para cães e gatos não funciona com sistema de GPS. Isso significa que não tem como você localizar o bichinho usando o celular
reprodução shutterstock
O microchip para cães e gatos não funciona com sistema de GPS. Isso significa que não tem como você localizar o bichinho usando o celular

Como o microchip não é tão popular e obrigatório no Brasil, ainda não existe um banco de dados unificados. Isso acaba dando dor de cabeça ao dono na hora do registro. Fora isso, para que o leitor consiga ler o microchip, o dono vai precisar se cadastrar nos dois grandes bancos de dados do país para garantir que a peça consiga buscar as informações necessárias. 

Nem todas as clínicas veterinárias possuem um leitor de microchip. Caso eles encontrem um animal perdido, não terão como ler o dispositivo (caso o pet tenha um), o que dificulta encontrar os donos. 

Leia também: Aprenda a montar um kit primeiros socorros para seu pet

O microchip para cães e gatos não funciona com sistema de GPS. Isso significa que não tem como você localizar o bichinho usando o celular, por exemplo. Ele serve somente para identificar o animal caso alguém o encontre, e a pessoa ainda precisará dispor do leitor próprio.