É recomendado que se trabalhe na  socialização do gato Siberiano, além de dar a ele um bom enriquecimento ambiental
Sunykiller/Pixabay
É recomendado que se trabalhe na socialização do gato Siberiano, além de dar a ele um bom enriquecimento ambiental

Originário da  Rússia e da Ucrânia, esse felino surgiu do cruzamento entre  gatos domésticos com gatos selvagens das  florestas da Sibéria, daí seu nome Gato Siberiano. Os primeiros registros oficiais datam de 1871, quando apareceu um exemplar em uma exposição de gatos, mas acredita-se que a raça tenha mais de mil anos.

Posteriormente a raça foi mencionada em livros como “Nossos Gatos”, de Harrison Weir, “Domestic & Fancy Cats”, de Joh Jennigs, e “Concerning Cats”, de Helen Winslow – neste último, aparecem as primeiras fotografias do felino (capa pode ser vista na galeria abaixo).

Na Rússia era muito querida entre os nobres, chegando a ser a mascote oficial do governo de Nikolai Gorbachev. Em 1990, com a grande popularidade da raça em seu país de origem, os felinos foram exportados para outros países da Europa e para os Estados Unidos.

Para um gato com cerca de mil anos de história, o Gato Siberiano não teve um pedigree oficial até 1987 e seu reconhecimento oficial pelas maiores instituições felinas do mundo veio ainda mais tarde, já na segunda metade da década de 1990, quando foi registrado pela The International Cat Association (TICA) e Federation Internationale Féline (FIFe).

Em 1999 a raça foi reconhecida pela American Cat Fanciers Association e, somente em 2006, pela Associação Cat Fanciers. Esse reconhecimento tardio se deve pela proibição da exploração de animais domésticos do antigo regime soviético, porém fazendeiros que tinham gatos da raça o faziam em sigilo.

Características e comportamento

O gato Siberiano tem uma pelagem espessa com três camadas, característica que adquiriu para resistir ao clima gelado da Sibéria. A pelagem é mais longa na cabeça e barriga, e se torna um pouco mais curta nas pernas. A raça pode ser encontrada em diferentes cores, como preto, cinza ou branco.

É um felino de porte médio a grande e tem uma musculatura forte, suas pernas traseiras são um pouco mais longas que as dianteiras, o que os permite pular em lugares bem altos.

A raça pode demorar até cinco anos para atingir a maturidade. Ele é muito apegado e afetuoso com os tutores e se dá muito bem com crianças e outros animais de estimação, adorando carinho e brincadeiras.

Não costuma aceitar muito bem a presença de estranhos e não é do tipo que aprecia passar muito tempo sozinho, por isso pode ser indicado que se tenha ao menos mais um pet para que possa ter companhia quando não houver ninguém da família em casa.

Como todo animal de estimação, é recomendado que se trabalhe na socialização do pet e em um bom  enriquecimento ambiental, para que o felino não se sinta entediado – e não desconte essa frustração arranhando o sofá e outros móveis da casa.

Cuidados básicos

Os pelos do gato siberiano, por ser um animal natural de regiões muito frias, é bem longo e espesso para protegê-lo do frio. Durante o verão, os pelos costumam cair, ficando mais curtos e menos densos.

Para manter a pelagem do gato Siberiano sempre bonita e saudável, além de evitar a formação de nós e bolas de pelos no organismo, é recomendado que se escove ao menos três vezes por semana – aumentando a frequência nos períodos de troca, quando os pelos se soltam mais.

É comum que os tutores de um gato Siberiano se surpreendam com o gosto do felino por brincar com água. Para gatos,  os banhos não são muito indicados, mas podem ser dados quando necessário, sempre secando bem os pelos do felino.

Por ter pelos mais longos, uma ajudinha do tutor na higienização pode ser muito bem-vinda, em caso de dúvidas, é sempre válido pedir orientações de um  médico-veterinário.

Saúde

Esse felino é geralmente saudável, porém, como qualquer outro gato, pode ser acometido por algumas enfermidades. Alguns gatos Siberianos podem desenvolver cardiomiopatia hipertrófica, além de problemas de articulação no quadril e na patela e atrofia progressiva da retina.

Por isso, é fundamental que o tutor leve seu pet para consultas regulares com um médico-veterinário e ofereça sempre uma alimentação de qualidade , uma rotina de atividades físicas e muito carinho e atenção.

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