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O politraumatismo se trata de múltiplas lesões no corpo do animal causadas pelo mesmo acidente

Quando um animal sofre um acidente, é difícil prever quais serão as consequências desse acontecimento. Com sorte pode ter alguns arranhões e hematomas, mas existe a chance de ocorrer algo bem mais grave. Quando um pet sofre múltiplas lesões orgânicas causadas pelo mesmo acidente, colocando sua vida em risco, diz-se que ele está com politraumatismo canino. 

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Nessa situação, mais de um segmento do corpo do animal fica comprometido. Ele apresenta vários traumas, podendo ser fraturas expostas ou internas. Poucos donos conhecem a gravidade do politraumatismo canino , mas é uma condição bem mais comum do que se acredita nas clínicas veterinárias. 

A situação é tão grave que muitos cães não aguentam e acabam morrendo. Para evitar que o politraumatismo atinja seu companheiro, saiba tudo sobre o problema, as causas, os riscos, como lidar e aprenda a evitar.

Causas do politraumatismo canino

As principais causas do politraumatismo canino são atropelamentos, espancamento, acidentes de carro, quedas de locais altos e até brigas com outros animais
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As principais causas do politraumatismo canino são atropelamentos, espancamento, acidentes de carro, quedas de locais altos e até brigas com outros animais

Para que um cachorro sofra lesões múltiplas no corpo é preciso que o impacto seja forte. Por isso, as principais causas são atropelamentos, espancamento, acidentes de carro, quedas de locais altos e até brigas com outros animais. De todas essas causas, o atropelamento é o mais comum, em especial entre os cães jovens.

Os pets mais novos são muito ativos e tem um alto nível de energia. Por isso, são mais propensos a agirem de modo inconsequente, correndo risco de passarem por essa situação. Além deles, os machos não castrados também estão na lista de animais que mais sofrem politraumatismo. Graças ao alto nível de agressividade, acabam brigando mais entre seus semelhantes.

Os perigos dessa condição

Um cão que sofreu politraumatismo pode não apresentar nenhuma disfunção séria a olho nu nas primeiras horas ou dias após o acidente
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Um cão que sofreu politraumatismo pode não apresentar nenhuma disfunção séria a olho nu nas primeiras horas ou dias após o acidente

Lidar como politraumatismo tem sido um grande desafio para os veterinários, pois se trata de um conjunto de problemas difíceis de serem curados. Dessa forma, é raro os casos em que o animal consegue sobreviver. 

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Além disso, um cão que sofreu politraumatismo pode não apresentar nenhuma disfunção séria a olho nu nas primeiras horas ou dias após o acidente. Por esse motivo, muitos donos não procuram atendimento médico já que não enxergam os problemas. E, quando os sintomas finalmente aparecem, pode ser tarde demais para salvar o pet. 

A maior parte das mortes em cães politraumatizados é causada por lesões intratorácicas, intra-abdominais ou do sistema nervoso central. Ou seja, o risco de morte é bem alto, sem falar na dor e estresse sentido durante a situação. 

A chance de mortalidade aumenta se você tiver um cão de pequeno porte. Por causa do corpo menor, as dimensões do politraumatismo tendem a serem maiores nesses animais do que nos de grande porte. Consequentemente, morrem com facilidade.

Tratamento

Se o atendimento médico ocorrer prontamente e da maneira correta, as chances de recuperação ao politraumatismo canino são grandes
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Se o atendimento médico ocorrer prontamente e da maneira correta, as chances de recuperação ao politraumatismo canino são grandes

Num primeiro momento, o animal será internado para que o veterinário acompanhe a evolução do caso. Para o tratamento, normalmente é escolhido a fluidoterapia, nutricional, antibioterapia, cirurgias, sedação e analgesia. 

Porém, antes de determinar o tratamento, é necessário uma triagem do caso. Será avaliado o nível de consciência do animal, a permeabilidade da via aérea, frequência e o esforço respiratório, frequência e a qualidade de pulso, sons e a frequência cardíaca, cor das membranas mucosas, o tempo de repleção capilar, presença de hemorragia externa e a presença de distensão abdominal.

Esse procedimento tem por objetivo informar o veterinário sobre o que ocorreu e permitir que o caso seja classificado. Geralmente a avaliação é feita no local do acidente, pelo telefone ou direto na clínica. 

Após todo o processo, o veterinário poderá solicitar mais exames, como o raio X do tórax ou outras partes do corpo e ultrassom do abdômen. Com todos os dados em mãos, ficará mais fácil determinar o tratamento adequado. 

Se o atendimento médico ocorrer prontamente e da maneira correta, as chances de recuperação são grandes. Contudo, a reabilitação é bastante lenta e dolorosa. Por isso é recomendado levar seu animal à clínica veterinária assim que sofrer algum acidente.

Caso não presencie o acontecimento, observe se o cão está com dificuldade para andar e respirar. Em situações assim, busque atendimento o quanto antes. Não se deixe enganar pela falta de sinais externos. O animal pode estar com sérios problemas internos que precisam de cuidados.

Como agir em caso de acidente?

Em casos de acidentes, é importante o dono saber como agir para aumentar as chances de recuperação ao politraumatismo canino
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Em casos de acidentes, é importante o dono saber como agir para aumentar as chances de recuperação ao politraumatismo canino

Em casos de acidentes, é importante o dono saber como agir para aumentar as chances de recuperação. Primeiro, amordace-o. Cães machucados tendem a ficar agressivo e atacar quem se aproximar. Depois verifique seus sinais vitais, ou seja, se esta respirando e com batimentos cardíacos.

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Se não encontrar pulso, realize uma ressuscitação cardiopulmonar. Para isso, coloque as duas mãos em cima do peito dele e pressione de 80 a 100 vezes por minuto, alternando com uma respiração a cada cinco pressões. 

Em caso se sangramento, é preciso estancar com um pano limpo. Coloque o tecido sobre o machucado e pressione. Vá colocando um pano por cima do outro se encharcar de sangue. Verifique também a situação das gengivas. Se estiverem pálidas, significa que o cão perdeu muito sangue. Nesses casos, coloque um pouco de mel da gengiva e cubra-o com um tecido para mantê-lo consciente. 

Depois, coloque lençóis limpos por cima do pet para cobrir ferimento expostos. Isso evitará infecções. Por fim, tenha muito cuidado ao movimentá-lo. Um cão politraumatizado apresenta várias lesões, por isso é necessário atenção quando se deslocarem para o veterinário. O ideal é colocá-lo em uma superfície rígida e pedir para alguém segurar firme.

Formas de evitar o politraumatismo canino

Utilize a caixa de transporte devidamente presa do banco do carro sempre que saírem para evitar o politraumatismo canino
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Utilize a caixa de transporte devidamente presa do banco do carro sempre que saírem para evitar o politraumatismo canino

A melhor forma de evitar o politraumatismo é proteger o pet de acidentes. Dessa forma, coloque o cinto de segurança no animal sempre que saírem de carro ou utilize a caixa de transporte devidamente presa do banco. Para quem mora em apartamento é importante instalar telas de proteção nas varandas e janelas.

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Na hora do passeio, evite sair sem guia e coleira. Isso impede que o cão saia correndo e seja atropelado. Por último, a castração ajuda a diminuir a briga entre outros da espécie. A medida é principalmente para os machos, que ficam mais calmos e reduzir as chances de sofre politraumatismo canino .

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