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Entenda em que situações o animal pode ser enquadrado nessa situação e como lidar

Pelo menos algumas vezes por ano, especialistas na área da saúde apresentam teses e estudos comprovando alguma novidade, seja um medicamento ou um sintoma. Com os pets não é diferente: os veterinários sempre apresentam alguma descoberta importante sobre eles e tentam melhorar ainda mais a qualidade de vida do pet. Inclusive, com relação à saúde mental dos cães, há análises sobre a possibilidade de terem autismo.

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Cães têm autismo? Estudos mostram que eles podem apresentar sinais
Reprodução Pinterest
Cães têm autismo? Estudos mostram que eles podem apresentar sinais

Um estudo registrou, em 2015, nos Estados Unidos, que o fato de o cachorro seguir o próprio rabo com constância pode significar autismo . Baseado nisso, é possível estabelecer uma série de relações entre a complicação e certos comportamentos do animal. Por isso, é importante saber identificar um cão com esse problema e como lidar com a situação.

O que é autismo?

Em seres humanos o autismo é muito comum e manifesta-se em variados graus. São observadas mudanças no modo de se relacionar com o mundo, como interage e comunica-se.

Dentro disso podem surgir sinais como: não responder ao próprio nome, ouvir de forma seletiva (ou parecer que não está ouvindo); prefere ficar sozinho e interage pouco, da mesma forma que olha pouco; não demonstra muitos sentimentos ou parece alheio aos dos outros, etc.

O autismo não tem tratamento, mas pode ser amenizado com acompanhamento psicológico e vivendo em um ambiente confortável
Reprodução/ Shutterstock
O autismo não tem tratamento, mas pode ser amenizado com acompanhamento psicológico e vivendo em um ambiente confortável

Também apresenta hábitos, interesses e atividades repetitivas. Pode ter problemas de coordenação, não é muito cooperativo e nota-se uma certa teimosia.

Sinais de autismo em cães

No caso dos cachorros, são dois os fatores mais notáveis de um possível autismo: a prática de perseguir o próprio rabo sem parar e uma condição genética especial causada por uma síndrome. 

A pesquisa feita na American College Veterinary Behaviorists escolheu uma amostra de 132 cães da raça Bull Terrier, avaliados por observação do comportamento e pelo DNA. 55 perseguiram o próprio rabo, enquanto 77 conseguiram se controlar. 

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Concluiu-se que essa mania está mais associada a cães do sexo masculino, a episódios de  comportamento agressivo e como se estivesse em transe. O fato dessa ação ser repetitiva e uma tendência em momentos de medo e insegurança liga-se ao quadro de autismo.

No caso da síndrome, há também conexão com a aparência da pessoa e do animal. É estimado que quem apresenta essa diferença no DNA está entre os 15% e 60% que têm a doença. E têm características como uma testa mais proeminente, um palato mais alto e arqueado, cabeça maior e orelhas grandes. O Bull Terrier é exatamente assim e por isso tem maior disposição para desenvolver o autismo.

O autismo pode ser apresentado em cães por meio do comportamento compulsivo, prática das mesmas atividades e medo de outras pessoas
Reprodução/ Shutterstock
O autismo pode ser apresentado em cães por meio do comportamento compulsivo, prática das mesmas atividades e medo de outras pessoas


Geralmente cães com autismo também evitam novos jogos e brincadeiras , limitando-se às mesmas atividades. Também fica mais entediado e apático, mesmo se a raça ou o perfil dele era enérgico. Vai demonstrar, ainda, dificuldade de aprender comandos e a desobediência é um dos principais fatores, que, somada à limitação do animal, exige bastante paciência do tutor. 

Diagnóstico

Apesar dessa análise, é importante lembrar que os animais ainda precisam de mais estudos e mais observação para concluir que de fato têm o autismo. O entendimento dos tutores e dos próprios veterinários sobre o comportamento animal ainda é limitado, por mais informações que se tenha.

Então, é difícil dizer com propriedade quando um cãozinho é autista ou não. Porque, às vezes, pode ser apenas uma mania comum dele ou uma mudança de hábito que nada têm a ver com doenças.

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Saiba identificar sinais de autismo em seu cachorro e aprenda a lidar com a situação
shutterstock
Saiba identificar sinais de autismo em seu cachorro e aprenda a lidar com a situação


Deve-se prestar atenção na frequência de comportamentos atípicos e totalmente excepcionais para aquele cachorro. Se ele passar a  interagir pouco ou quase nada com outros cães ou com pessoas é um mau sinal - em especial se ele normalmente é simpático e receptivo com os outros. Ao demonstrar medo ou insegurança perante certos indivíduos é indicado recorrer a um especialista.

Pode até ser uma síndrome sensorial, caracterizada por depressão, ansiedade, agressividade, problemas de ajustamento e timidez. E é necessário discernir os dois casos.

O melhor para identificar o quadro do pet é sempre consultar um veterinário e entender exatamente o motivo da alteração do seu companheiro.


Como lidar com um cão autista

Mesmo que o animal não tenha exatamente sido diagnosticado com autismo, mas apresenta sinais claros, o tutor deve procurar ajuda e também tentar melhorar o tratamento com o pet, para ele se sentir acolhido e saudável.

Observe o que causa irritação ou agressividade no cachorro e, se possível, tente evitar. Por exemplo, se ele se sente acuado e com  medo de pessoas no parque, não o leve em locais com muita gente e procure mantê-lo em ambientes tranquilos e silenciosos, de preferência vazios. Uma caminhada por uma trilha tranquila também é uma boa opção.

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Como os pets com autismo ficam mais restritos a algumas atividades, não é indicado realizar muitas mudanças , como trocar de casa. Isso exige uma adaptação profunda do animal e pode piorar a situação. Evite alterações radicais nos hábitos dele. 

Embora seja um problema de saúde, o autismo não deve ser considerado uma doença e o cachorro precisará de muito carinho para se sentir confortável mesmo nessa situação. Não o deixe muitas horas sozinho e sempre ofereça afagos e companhia. Quando o animal tiver momentos ruins, de irritação ou tristeza, tente ajudá-lo, mas respeito o espaço dele também.

Apesar de não haver tratamento para esse tipo de problema, a psicologia animal é bastante positiva e benéfica para melhorar o relacionamento do pet com pessoas e outros bichos, além de deixá-lo mais aberto e confiante para diferentes situações.

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