Algumas atitudes dos cães consideradas comuns dos cães são na verdade provas de que ele tem ansiedade de separação

A ansiedade de separação é um problema que atinge muitos cães
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A ansiedade de separação é um problema que atinge muitos cães

Se você não consegue ir a nenhum lugar da casa sem que o seu cachorrinho esteja como uma sombra a te seguir e até ir ao banheiro de porta fechada se torna uma atividade nada fácil, é preciso ter atenção. Esses são sinais de que ele pode sofrer com a síndrome da ansiedade de separação. Principalmente nas situações em que já é comum ouvir comentários dos vizinhos sobre como o bichinho late , uiva ou arranha a porta logo após a última pessoa sair de casa e fica assim até que alguém volte. 

Cães que sofrem com ansiedade de separação geralmente ficam apáticos, não brincam ou comem quando estão sozinhos. Depois que o dono chega a primeira coisa que ele faz é ir se alimentar e beber água. Outro fato comum é o dono voltar para casa e sempre ter uma surpresa desagradável, como móveis ou objetos destruídos, necessidades fora do lugar e até em cima da cama.

Alguns donos inclusive notam comportamentos compulsivos , como lamber as patas sem parar, ou uma salivação em excesso, gerando dúvida se ele bebeu muita água a ponto de se molhar todo. Se você reconheceu algum desses sintomas citados, pode ser que seu cão realmente não esteja sabendo lidar bem com o fato de ficar sozinho.

Isso acontece porque os cães são naturalmente seres sociais, formam matilhas, caçam e brincam juntos. Saber lidar com a solidão não faz parte das habilidades natas deles, por isso, cabe a nós ensinarmos. Para isso, existem algumas medidas a serem tomadas , mas sabendo, de antemão, que o problema não se resolve sem paciência, dedicação e mudança de hábitos e rotinas da casa. É preciso muito envolvimento de todos os membros da família e o progresso pode ser maior e mais rápido se orientado por um especialista.

Um dos erros mais comuns, que acentuam a ansiedade de separação, acontece no momento da saída da casa. Muitas vezes, despedidas cercadas de melancolia (“Tchau querido, papai/ou mamãe já volta, fica bem...”) levam o pet a perceber a ansiedade dos donos, que o faz se sentir aflito ou culpado. O melhor a se fazer é sair calmamente, como se fosse até a rua jogar o lixo e voltar. Uma saída corriqueira sem importância.

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O segundo erro segue a mesma linha de raciocínio. A chegada é sempre uma festa. Ok, quem não gosta daquela demonstração de amor incondicional, porém, em se tratando do bem-estar do cãozinho, estimular essa recepção só o deixará mais ansioso e aflito para que você chegue logo. Não tem nada de errado em trocar afagos com o seu bichinho, mas a dica aqui é ignorá-lo (por mais difícil que seja) por alguns minutos, até que ele se acalme. Quando ele ficar mais tranquilo é a hora de demonstrar carinho, associando a calma com a recompensa, que é a sua atenção.

Dar independência para o seu cão é muito importante. Para isso, uma boa ideia é não chamar o cão a todo o momento quando perdê-lo de vista. Estimule-o a desbravar novos lugares, permita que ele tenha acesso a muitos ambientes da casa, que tenha acesso a janelas nas quais ele possa observar o movimento externo (sempre protegidas com grades). Outra opção é proporcionar alguns passatempos, como uma brincadeira de caça ao tesouro, deixando petiscos escondidos pela casa.

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Por último, faça treinos de pequenas separações. Por exemplo, não deixe ele entrar no banheiro com você enquanto estiver escovando os dentes,  mantenha-o fora da cozinha enquanto você prepara a comida dele, ignore alguns pedidos de atenção de carinho, para que ele se acostume a pequenas frustrações. Dessa forma ele começará a se acostumar e o problema de ansiedade de separação irá desparecer aos poucos. 

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