Cães do abrigo para animais 'Pancinha Feliz' precisaram de atendimento veterinário após confronto com porco-espinho
Liliane Lima/Hotel Pancinha Feliz
Cães do abrigo para animais 'Pancinha Feliz' precisaram de atendimento veterinário após confronto com porco-espinho

Em algumas regiões, alguns cachorros podem estar vulneráveis a "ataques" de porco-espinhos e os espinhos podem ficar presos na boca do pet. Ver um animal de estimação cheio de espinhos pode ser bem desesperador, mas o tutor precisa manter a calma para ajudar o pet.

Outro ponto importante é não realizar nenhum mal ao porco-espinho, caso o ouriço seja encontrado. Os espinhos, na verdade, são pelos resistentes que servem como mecanismo de defesa contra predadores. A razão de a boca ser a área mais afetada nos pets é porque os cães tentam capturar o animal como uma presa. Os porcos-espinho não lançam os espinhos ou oferecem qualquer perigo a ninguém.

Como ajudar o pet

Uma vez que tenha acontecido o acidente, o mais indicado é que o animal seja levado até um médico veterinário imediatamente. O profissional poderá remover os espinhos sem causar sofrimento ao pet. Porém, caso não seja muito grave ou não exista nenhum hospital disponível no momento, o tutor deve ajudar.

Os espinhos precisam ser removidos o quanto antes ou podem causar lesões severas e até infecções graves.

Primeiro é preciso ter cuidado para que o cachorro não se coce ou se debata, pois assim poderá quebrar os espinhos e piorar a situação. O tutor também não deve fazer nada sozinho, mesmo os animais mais calmos podem ter um comportamento mais agressivo causado pela dor – se possível, é melhor que o assistente seja alguém com quem o cão se sinta seguro e confortável.

Espinhos na região do peito e abdômen são os mais perigosos. Caso aconteça uma quebra, ele pode atingir órgãos vitais, especialmente em animais de menor porte. Os espinhos presos em volta da boca,  garganta ou próximo aos olhos são os mais difíceis de remover.

Atenção:

  • Jamais corte os espinhos antes de removê-los. Isso apenas dificulta o manuseio e a remoção.
  • Mesmo que o cão esteja agitado e ameaçando morder, se houver espinhos na área da boca, não se deve colocar focinheira. Isso pode quebrar os espinhos e empurrá-los ainda mais fundo.
  • Antes de começar a remover, é importante verificar por todo o corpo do animal se há a presença de espinhos. Mesmo que a área mais afetada tenha sido a cabeça, pode haver espinhos nas patas, pela tentativa do animal em remover o incomodo, além de peito, estômago e abdômen. Inchaços podem ajudar a identificar as partes afetadas.
  • É preciso olhar também na parte interna da boca, até o palato traseiro e a garganta – usando uma lanterna, se possível. Se for encontrado algum espinho nessa área, o animal deve ser levado até um hospital veterinário imediatamente.

Uma vez identificados todos os espinhos, o animal deve estar o mais relaxado possível e o tutor deve fazer movimentos leves e falar de forma calma. Para ajudar a evitar uma possível mordida, pode-se usar um pano para cobrir os olhos do cão. Lembrando que, se possível, é importante ter uma ou mais pessoas ajudando a segurar o animal.

Usando um alicate de ponta chata, segure a base do espinho que está próxima a pele com bastante firmeza, tomando cuidado para não partir o espinho ao meio. Em caso de espinhos menores ou quebrados, pode ser usado um alicate menor ou de ponta mais fina. Nunca deve-se tentar remover os espinhos usando apenas as mãos.

O espinho deve ser puxado de uma única vez, em linha reta na direção oposta a que entrou. Entortar o espinho pode quebrá-lo e causar mais ferimentos internos ao animal. Quanto mais rápido for o movimento para a retirada, menos dor será causada ao cão.

Caso o tutor não se sinta seguro em fazer o movimento, deve pedir ajuda. Não vale a pena arriscar!

O que fazer se o espinho quebrar?

Médica veterinária utiliza um alicate cirúrgico para a remoção dos espinhos
Liliane Lima/Hotel Pancinha Feliz
Médica veterinária utiliza um alicate cirúrgico para a remoção dos espinhos

Pode acontecer de o espinho se partir durante a remoção ou mesmo antes. Essas pequenas pontas podem causar infecções e até atingir algum órgão do animal.

Para remover de forma segura, pode ser usada uma pinça, mas antes é preciso que o utensílio esta seja esterilizado. Para isso, lave-a em água corrente e depois a mergulhe em um recipiente com água fervente por cerca de cinco minutos. Após isso, retire da água com cuidado e deixe esfriar sobre um pano limpo por mais alguns minutos.

Cuidadosamente, puxe a ponta do espinho para removê-la. Caso não consiga após algumas tentativas ou já não consiga mais visualizá-lo devido ao inchaço, o animal deve ser levado ao médico veterinário.

Para uma boa recuperação

Os espinhos, inteiros e quebrados, devem ser removidos um a um. O tutor deve sempre se certificar de que nenhuma ponta permaneceu no corpo do animal. Quanto mais rápido todos os espinhos forem retirados, melhor será a recuperação do cachorro.

Nos ferimentos mais superficiais, o tutor pode aplicar antisséptico ou desinfetante (água oxigenada) para reduzir o risco de infecções. Lembre-se de deixar os machucados abertos para que seja mais fácil observar se não haverá nenhuma piora com o tempo.

Em caso de ferimentos mais sérios, especialmente em casos de sangramento, uma gaze pode ser usada para enfaixar. Não use o desinfetante na região do peito.

O tutor deve ficar atento a qualquer alteração no pet, como dificuldade para comer, dores ou febre. O médico veterinário pode receitar um antibiótico para ajudar na recuperação e, além disso, o tutor deve perguntar sobre a necessidade de um reforço na vacina  antirrábica.

Nenhum medicamento deve ser dado ao animal de estimação sem a prescrição de um médico veterinário.

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