É muito difícil resistir à tentação de ter um animal de estimação em casa. Afinal, eles trazem muito amor, companheirismo e alegria ao lar. Porém, para pessoas que vivem em apartamento isso pode acabar sendo um problema, gerando dúvidas sobre qual seria o pet ideal para esses espaços.

Se você mora ou está pensando em se mudar para um apartamento, a veterinária Andressa Felisbino, da DrogaVET, explicou o que deve ser levado em consideração na hora de adotar um animalzinho, os cuidados que eles exigirão e quais os animais de estimação que melhor irão se adaptar.

Cão sentado em sofá
reprodução shutterstock
Saiba qual o tipo de pet ideal para se ter em um apartamento


Critérios básicos para saber se o pet viverá bem em um apartamento

  • Porte do pet: grande, pequeno ou médio (tamanho). 
  • Temperamento: raças mais tranquilas se adaptam melhor. Além disso, alguns são hiperativos, outros mais agressivos; alguns necessitam gastar mais energia. Tudo isso deve ser levado em conta antes de adotar ou comprar um animalzinho. 
  • Segurança do apartamento: tela nas janelas, não deixar fios expostos. 
  • Presença de crianças e idosos. 
  • Higiene do local. 
  • Tempo disponível do tutor.

Raças de cães e gatos

De acordo com Andressa, todas as raças de gato se adaptam bem aos apartamentos, já que a grande maioria deles é independente, pequena e super inteligente. Se forem acostumados a ficar dentro de casa desde filhotes, eles não terão a necessidade de passear na rua, por exemplo. Mas, mesmo assim, existem algumas raças mais adaptáveis, tais como: ragdoll, maine coon, exótico shorthair, burmês, persa, siamês, angorá.

Já as opções de cães para apartamento são grandes. As raças costumam ter em comum o porte pequeno a médio e no geral com menos energia para gastar. Isso faz com que eles se adaptem melhor ao pequeno espaço e que não sofram com o lar que terão. A maioria das raças indicadas para apartamento são: buldogue inglês, pug, buldogue francês, spitz alemão (ou lulu da pomerânia), shih tzu, lhasa apso e chihuahua. 

E com relação aos roedores?

Para quem mora em apartamento pequeno e não tem espaço e tempo para se dedicar a um cachorro ou gato, os roedores podem ser uma boa opção. Hamsters, chinchilas ou porquinhos da Índia, cada espécie tem sua necessidade, mas todos se adaptam bem em apartamento.

Hamster, por exemplo, só precisa de uma gaiola individual limpa, uma rodinha para exercício e alimento. Já a chinchila é muito dócil, tranquila e precisa de um local arejado, que não seja quente. Os porquinhos da Índia, por sua vez, são preguiçosos e lentos. É necessário, entretanto, manter sempre os locais onde eles vivem limpos. A segurança é igualmente importante, com a instalação de tela nas janelas. 

Animais exóticos são permitidos?

Para quem não tem muito tempo disponível para cuidar de cães e gatos é possível ter outras espécies de pets, como coelhos, tartarugas aquáticas e jabutis. É importante lembrar que todos têm suas necessidades especificas. É fundamental certificar se o animal tem autorização do Ibama para viver em ambiente doméstico.

Cuidados necessários

Apartamentos são sempre mais compactos. Por isso, a veterinária diz que caso a intenção não seja  deixar o animal circular livremente pelos ambientes,  é melhor repensar a decisão. Manter um cãozinho confinado por muito tempo em lugares pequenos, como sacadas ou áreas de serviço, deixará ele bastante infeliz, e isso pode ocasionar em muitos problemas futuros. 

Além disso, antes de levar o pet para casa, deixe o apartamento seguro. Coloque telas nas janelas e sacadas para evitar saltos. Para limitar a passagem dele de um cômodo a outro, utilize uma grade de porta. Elas são ótimas por não impedirem a visão do cão, deixando-o menos ansioso. 

Ainda em relação aos cães, outra dica é criar um cantinho especial para ele, um lugar com seus brinquedos e caminha, para ele saber que aquele local é todo dele. Além disso, para criar um pet em apartamento é necessário cuidar da limpeza, evitando acúmulos de sujeiras, pelos, fezes, mantendo sempre uma boa higiene. 

Outro fator é o banho o pet. Ele é de extrema importância e deve ser feito a cada 15 dias ou uma vez por semana, dependendo da raça e espécie de pet. É importante também treinar o animal de estimação sobre o que ele pode fazer, onde pode entrar ou subir e o que ele pode (e não pode) comer. Além de facilitar o dia a dia do tutor, evitará que ocorram acidentes nos momentos em que ele estiver sozinho. A técnica da recompensa é a melhor forma na hora de ensinar algo a seu cãozinho, como o lugar correto de fazer as necessidades, por exemplo. 

Se o pet ficar um bom tempo sozinho, é recomendado enriquecer o ambiente com brinquedos que o estimulem a se movimentar, que agucem a curiosidade e o mantenha ocupado, como bolinhas e mordedores resistentes. Além disso, é importante ficar atendo, pois animais que ficam longos períodos sozinhos, podem desenvolver ansiedade e estresse . Então, o ideal é realizar passeios diários, no mínimo uma vez ao dia.

O condomínio precisa autorizar a convivência do pet com o morador qualquer que seja a espécie?     

Existem direitos e deveres relacionados aos pets em condomínios. Ter um bicho de estimação dentro da unidade é um direito de propriedade garantido pelo Artigo 1.228, do Código Civil. Portanto, a restrição por parte dos síndicos pode acarretar problemas judiciais.

Condôminos também possuem obrigações que se referem aos animais de estimação. Apesar do direito de propriedade, o respeito ao outro é indispensável. Isso quer dizer que a manutenção dos animais nos apartamentos só pode ser questionada caso haja perigo à saúde e segurança dos moradores, ou de perturbação ao sossego. 

Além disso, todo condomínio possui um regimento interno, no qual estão estabelecidas normas a respeito dos bichinhos no local. Porém, algumas regras são comuns: para manter a segurança dos condôminos, é preferível estar sempre com o animal na coleira ou focinheira, manter os pets em silêncio, recolher os dejetos do animal quando este estiver em áreas comuns, manter a higiene da unidade para evitar mau cheiro em corredores e, até mesmo, a presença de pragas no condomínio, além de não deixar crianças sozinhas com o bichinho nas áreas comuns. 

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