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Cães e gatos devem ser acostumados paulatinamente à rotina da viagem futura; o dono pode simular situações para adaptar o bichinho à nova rotina

Cada pet tem sua característica comportamental e esse item deve ser levado em consideração quando eles vão viajar de avião para acompanhar seus tutores.

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Gatos e cães, por exemplo, têm comportamentos gerais comuns de acordo com as espécies. Mas é importante destacar que cada animal possui peculiaridades próprias. Alguns são mais medrosos e ficam acuados para viajar , outros se impõem mais em situações de estresse. Existem aqueles animais de estimação que possuem comportamentos de ansiedade quando se separam dos tutores em viagens, outros que podem latir e ficar mais agitados em locais diferentes aos habituais.

Um fator importante é a higiene do animal e atenção à saúde previamente
reprodução shutterstock
Um fator importante é a higiene do animal e atenção à saúde previamente

Daí que é importante planejar uma viagem com um animal de estimação buscando adaptá-lo ao contexto da viagem, ou seja, que o dono do pet e seu mascote poderão ficar por algumas horas separados durante o voo. Existem casos em que o próprio tutor pode estimular ou então contratar um profissional de comportamento animal para isso.

Dentro dessa simulação, devem ser consideradas duas situações: quando os pets vão viajar no porão e passar muitas horas dentro da caixa de transporte, ou quando irão na cabine e terão o contato com muitas pessoas diferentes. Para cada caso será necessária uma abordagem diferente e esperado um comportamento específico do pet. Observação e treinamento do comportamento do seu filhote é de extrema importância porque poderão ajudar a dosar o estresse do animal durante a viagem.

Ruídos, passeios e “dieta”

Há casos em que cães e gatos que tem o costume de emitir ruídos (latidos, miados, rosnadas, uivos, etc) durante o voo podem incomodar os outros passageiros. E os tutores precisam ter em mente que esses comportamentos precisam ser controlados.

Adestradores são uma ótima opção pois tem a experiência necessária para treinar o animal para evitar uma situação indesejada.  O importante a se pensar é que para uma viagem tranquila a todos, seu pet não pode incomodar ninguém durante o percurso. Ou seja, quanto mais acostumado e tranquilo ele estiver melhor para todos.

Outro fator importante é a higiene do animal. Uma dica interessante para cães é dar um passeio com o pet antes de sair de casa e ao chegar para o check in. Esta prática estimula o animal a urinar e defecar antes da viagem. Também é interessante que o animal de estimação esteja em jejum prévio para evitar “acidentes” dentro do aeroporto ou aeronave. Além disso, o exercício contribui para que o pet se sinta mais cansado e menos ansioso. Com isso, a viagem se torna uma oportunidade de descanso e boa para dormir.

Já para os gatos, um jejum alimentar principalmente e uma redução na disponibilidade de água horas antes do início de viajar é extremamente indicado. Estimulá-los com brincadeiras pode ser uma opção também, para “queimar energia”. Felinos, por serem mais sistemáticos, tendem a não fazer as necessidades em locais que não sejam o que estão acostumados. Daí que este “inconveniente” não é tão relatado pelos tutores viajantes.

Para ambas as espécies de animais, dar banho 1 a 2 dias antes da viagem é extremamente eficaz. Os pets não podem estar com odores fortes e desagradáveis, correndo o risco de não serem aceitos no check in.

A adaptação à caixa de transporte e ao movimento do carro com pequenos passeios anteriores a uma grande viagem são algumas situações que podemos induzir os animais de estimação a experimentar para acostumá-los. Outro fator a ser considerado é a higiene da caixa no momento do embarque. Caso seu pet tenha feito necessidades na caixa antes do check in, esta deve ser higienizada e estar completamente limpa quando apresentada no balcão. Se não estiver, o tutor corre o risco de ter seu embarque negado pela companhia aérea.

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Lembre-se sempre: sua viagem será prazerosa, feliz e bem-sucedida se todos os participantes estiverem confortáveis e seguros neste momento. Para isso, comportamentos desagradáveis devem ser evitados e a melhor forma de isto acontecer é “treinar” as situações e corrigir o comportamento do pet antes de viajar .

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