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Saiba como viajar sem deixar o seu pet para trá

Com o verão vem a vontade de viajar e talvez a parte mais difícil seja o tempo em que passamos longe do nosso bichinho de estimação. Viajar com o pet pode ser uma experiencia única e inesquecível, mas para isso algumas regras que devem ser seguidas. Algumas delas são essenciais, independente do meio de transporte que for utilizar, já outras são mais especificas.

Pensando em você que deseja pegar a estrada – ou o céu –, o Canal do Pet separou algumas dicas para que você e o seu melhor amigo tenham uma viagem divertida e sem contratempos.

A saúde em dia

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A saúde do animal deve estar em dia

A caixa transportadora deve ter tamanho o suficiente para que o animal possa se movimentar com naturalidade, pode ser rígida ou flexível, mas de ser feita de um material resistente e seguro, para que o animal não possa destruí-la, ter travas de segurança, para que não seja aberta acidentalmente e forrada com tapete higiênico, para evitar vazamentos durante o transporte.

Para a segurança do animal também é importante identifica-lo, com o nome do pet e um número de telefone na coleira.

As regras para cães-guia e animais de acompanhamentos especiais são diferentes e não devem ser cobradas, mediante a apresentação de documentação. (no caso do cão-guia, não deve ser cobrado em hipótese alguma!)

Procure sempre um veterinário antes de qualquer viagem, é importante apresentar um atestado médico emitido por um veterinário e o comprovante de vacinação atualizado.

Vai de avião

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Para viajar de avião com o pet é preciso seguir vários passos

Para quem deseja  viajar de avião com o animal de estimação, algumas regras deverão ser seguidas. O animal deve estar em bom estado de saúde e ter comportamento dócil, com uma idade mínima de ao menos 8 semanas de vida – ou até 4 meses, em alguns casos.

O peso mínimo do animal vai de acordo com as regras de cada empresa aérea, algumas podem variar entre 5 kg e 10 Kg, somando o peso do pet e da caixa de transporte.

De acordo com as regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o transporte de animais é cobrado a parte e o número de animais permitidos por voo é limitado, por isso, procure reservar as passagens e consultar as regras de cada empresa com antecedência.

O valor também pode variar, de R$ 200,00 a R$ 930,00 considerando distância de voo e cotação da moeda. Em caso de viagens internacionais, deve-se consultar um veterinário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Cada país possui as suas próprias regras, então não esqueça de consultar as do seu destino antes do embarque.

Vai de ônibus

Para viajar de ônibus, o pet deve ser de pequeno ou médio porte, com até 8 Kg. É proibido o transporte de animais que possam comprometer o conforto e a segurança do veículo e dos demais passageiros. Animais ferozes, peçonhentos ou que venham a causar qualquer risco a saúde.

O transporte deve ser feito em caixa transportadora adequada, seguindo as mesmas regras exigidas em viagens aéreas, garantindo maior conforto, higiene e segurança. O dono deve levar o animal no colo, assegurando o conforto do pet e dos demais passageiros.

O tutor deve pensar no bem-estar do animal, se ele fica estressado durante viagens, se o pet se sente bem na caixa de transporte e qual a reação em locais com pessoas estranhas. É importante pensar em como proporcionar o máximo de conforto para o seu cão/gato durante o trajeto.

Esteja atento a duração da viagem, gastar energia pode ajudá-lo a dormir pelo caminho, tornando a viagem mais confortável. Em viagens mais longas, ofereça água e leve o animal para passear e fazer as necessidades a cada parada.

Os custos variam, podendo ser cobrada uma taxa extra para levar o animal, ou até gratuita, é essencial consultar a empresa de ônibus para saber as regras.

Vai de carro

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O cachorro deve ir preso por um sinto especial durante a viagem de carro

Um ser humano não deve andar com o braço do veículo, o mesmo vale para o seu animal de estimação, que jamais deve estar com a cabeça para fora. O seu amigo peludo também precisa dispor da mesma segurança , por isso deve ser transportado em caixa ou utilizando cinto de segurança e jamais deve estar no colo do motorista. A desobediência dessas regras, além do risco para a segurança dos ocupantes do veículo, também pode acabar em multa.

O adestrador comportamental André Almeida indica que o cão esteja em um sistema de alimentação , que consiste em regrar o alimento do animal em uma quantidade necessária de acordo com o peso do animal. Esse “sistema” ajuda em casos de animais que se sentem mal ao viajar de carros. “Com esse sistema de alimentação, o importante não é quantas vezes ele [o animal] come, mas sim a quantidade que ele come. Alimente o animal na noite anterior a saída (caso a partida seja pela manhã) e só o alimente novamente quando chegar ao destino. Na natureza os animais precisam caçar para comer, não vem de graça, isso não mudará nada para o cão e ele ainda terá como recompensa o alimento. Tornando a sensação de viagem mais agradável”, explica. Alimentar o animal antes de sair pode fazer com que ele passe mal durante o trajeto, então evite.

Os equipamentos indicados, dependem do porte do animal e do tamanho do veículo, “Não ande com o animal preso em coleira ou enforcador, é perigoso. Dê preferencia ao peitoral e leve-o sempre no banco traseiro. O animal não pode andar solto no veículo, e jamais estar com a cabeça para fora!”, ressalta o adestrador.

Lembre-se sempre de consultar quais são as leis sobre isso para cada cidade ou estado que for visitar e que a segurança do seu pet deve estar em primeiro lugar.

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