Um gato com bastante energia, é mais indicado para casas com espaços mais amplos para que possa correr e brincar com mais liberdade.
Irina Kukuts/Pixabay
Um gato com bastante energia, é mais indicado para casas com espaços mais amplos para que possa correr e brincar com mais liberdade.

De origem asiática, o gato-de-bengala, ou Bengal, como também é conhecido surgiu do cruzamento de um gato doméstico com um leopardo selvagem, de duas formas distintas, o que deu origem a diferentes gerações de felinos, com diferentes características de personalidade.

Uma criadora de gatos chamada Jean Mill trabalhava para conservação da espécie de leopardos selvagens e, certa vez, colocou uma fêmea na companhia de seu gato doméstico e ambos acabaram se cruzando – algo nada comum até ali. A reprodução não era planejada, mas deu origem a gatos menores e com pelagem e manchas semelhantes a dos leopardos.

Ao mesmo tempo, mas dessa vez de forma planejada, o cientista Willard Centerwall realizava o cruzamento de leopardos com gatos domésticos, o objetivo era criar uma nova raça de gatos que fosse resistente ao  vírus causador da leucemia felina (FeLV).

A nova raça chegou aos Estados Unidos já na década de 1960, porém recebendo o seu reconhecimento oficial como raça em 1985, pela Federação Internacional Felina. Com o reconhecimento, o Bengal passou a participar de campeonatos felinos, vencendo uma mostra de gatos em 1991, se tornando um grande sucesso em competições ao redor do mundo.

As diferentes gerações

O gado de bengala ama escalar árvores, por isso é preciso cuidado para que não fuja para a rua.
Uschi Dugulin/Pixabay
O gado de bengala ama escalar árvores, por isso é preciso cuidado para que não fuja para a rua.

Por ser um gatinho que surgiu diretamente do cruzamento entre um animal doméstico e um selvagem, traços físicos e de personalidade de ambos foram divididos entre a nova raça, contudo, com o passar dos anos, e novos cruzamentos, a personalidade do ancestral selvagem foi ficando cada vez mais distante, sendo classificadas como gerações F1, F2, F3 e F4.

A geração F1 é a que mais conserva os traços de personalidade do leopardo asiático. Se trata de um animal mais agressivo, mas que ainda pode ser socializado e criado como pet, especialmente casas com quintais amplos e bem protegidos. Ao contrário de gatos domésticos comuns, o F1 não se habitua ao uso da caixa de areia e não é recomendado para a criação em apartamentos. A primeira geração de Bengals é considerada rara e já à beira da extinção, assim como o próprio leopardo asiático – conhecido pelo nome científico de Prionailurus bengalensis.

O Bengal F2 surge do cruzamento de dois F1 e tem menos semelhanças ao leopardo, mas ainda tende a ser mais agressivo do que um gato doméstico padrão, precisando ser bem socializado. Assim como o F1, é mais indicado para casas com espaços maiores, de preferência que tenham gramados.

As gerações F3 e F4 já estão mais distantes de seu ancestral leopardo e são muito mais dóceis. O F3 pode surgir do cruzamento de gatos F1 com F2 ou de dois F2, enquanto o F4 surge do cruzamento de dois gatos da geração F3.

Entre as quatro gerações, o F4 é a mais dócil e mais comum de ser encontrada – sendo menos valorizada, por consequência. Uma curiosidade é que machos do tipo F1 tendem a ser estéreis.

A personalidade do Gato-de-Bengala

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Os gatos de gerações mais distantes são mais dóceis e também mais comuns
Irina Kukuts/Pixabay
Os gatos de gerações mais distantes são mais dóceis e também mais comuns

Considerada uma das raças mais inteligentes do mundo, o Bengal pode ser adestrada mais facilmente, além de aceitar passeios de coleira. Mesmo com seu ancestral selvagem, esse bichano tende a ser um ótimo animal de estimação para famílias com crianças, sendo um grande e companheiro, que adora brincadeiras.

O Bengal também se dá bem com outros animais, como gatos e cachorros, não sendo recomendado apenas a convivência com animais menores – pois podem ser vistos como presas pelo felino, afinal, instintos são instintos.

Apesar de mostrarem uma certa independência, o companheirismo, a facilidade em aprender truques e o gosto por brincadeiras com água faz com que muitos comparem seu comportamento ao de um cachorro. Sendo um gato que gosta de atividades ao ar livre e de escalar árvores, é recomendado que o tutor instale redes de proteção para que o animal não escape para a rua.

Cuidados com higiene e saúde

Como um bom felino, o Bengal é bastante cuidadoso com a própria higiene, o que não significa que o tutor não possa dar uma força e escovar os pelos do pet ao menos uma vez por semana, para mantê-los sempre brilhantes e bem hidratados. Por soltar poucos pelos, a raça pode ser considerada hipoalergênica.

Banhos em dias muito quentes ou caso o pet se suje em eventuais brincadeiras também não serão problema, desde que se tome os devidos cuidados com as regiões dos olhos, nariz e ouvidos.

Cuidados com um ambiente enriquecido e arranhadores para que o gato possa manter as unhas bem aparadas, além de uma boa alimentação e exercícios físicos para manter o pet sempre saudável.

Apesar de ser um gato forte e resistente, o Bengal pode sofrer com doenças genéticas, como a cardiomiopatia hipertrófica e deficiência de piruvato quinase - duas doenças cardíacas com grande incidência na raça -, a displasia coxofemoral e a atrofia progressiva da retina, que pode levar o animal à cegueira.

Para prevenir que qualquer doença afete o pet, o tutor deve leva-lo ao médico veterinário com frequência, além de manter vacinas e vermífugos sempre em dia.

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