Tamanho do texto

ONGs, Centros de Controle de Zoonoses e clinicas veterinárias estão entre as formas mais seguras de adotar um animal de estimação

Hoje, dia 4 de outubro, é comemorado o Dia Mundial dos Animais . A data inspira muitas pessoas a adotarem um novo pet, mas por onde começar? Resgatar um cão ou gato da rua ou ir até uma ONG? Para tirar algumas das possíveis dúvidas, Cássia Regina Alves Pereira, professora do curso de Medicina Veterinária da Anhanguera de Niterói, responde algumas perguntas sobre o assunto.

Leia também: Plantas e insetos: os principais perigos da primavera para os pets

Primeiro, para adotar um animal deve-se procurar um local de confiança. “Recomendam-se as ONGs, os Centros de Controle de Zoonoses e Clínicas Veterinárias, pois estas instituições, além de manterem o histórico e atestarem a boa sanidade do animal, irão direcionar a adoção responsável para o futuro tutor”, explica.

Dia Mundial dos Animais ressalta a importância de adoção consciente arrow-options
shutterstock
Dia Mundial dos Animais ressalta a importância de adoção consciente


Como já citado, para saber ter certeza da saúde do pet é recomendada a adoção de instituições que mantenham o histórico do animal. “ONGs e os centros de controle de zoonoses têm o hábito de disponibilizar para adoção apenas animais saudáveis , e muitos destes lugares possuem um médico veterinário com quem é possível se certificar do estado de saúde”, afirma, mas sem deixar de lado a possibilidade de consultar um veterinário de sua confiança.

Mas isso não quer dizer que pets vindos de situação de abandono não mereçam uma segunda chance: nesse caso, o cuidado deve ser redobrado. Para animais resgatados da rua ou de condições de maus-tratos, a consulta com o veterinário deve ser imediata. “Muitas pessoas costumam adotar animais abandonados que encontram nas ruas, ou buscam em redes sociais. Nesses casos se faz importante a consulta a um médico veterinário para verificação do estado de saúde e sanidade do pet, já que não se sabe a origem e/ou motivo do abandono”, alerta Cássia.

Quando o animal apresentar alguma doença ou tiver algum tipo de deficiência, além de consultar o veterinário, é sempre preciso ter em mente que o pet vai precisar de atenção diferenciada. “Animais que apresentam deficiências ou doenças crônicas exigirão cuidados especiais para toda a vida”, relembra a médica.

Antes de levar o novo animal de estimação ao veterinário

Muitas pessoas acreditam que o pet precise tomar banho antes de ser levado para uma consulta. Segundo Cássia, isso é verdade: mas em partes. “Deve-se observar o comportamento do animal , lembrando que ele pode ter um histórico de maus tratos e traumas. Caso seja imprescindível, é importante que esse banho seja feito por pessoas mais habilitadas com animais, com produtos de higiene adequados em Pet shops de confiança.”

A veterinária ressalta a importância da paciência com pets que sofreram algum tipo de violência durante a vida, já que eles podem apresentar comportamento arredio e medo de humanos. “A companhia do tutor é fundamental para ganhar a confiança do animal e torna-lo mais dócil”, completa.

Leia também: Como identificar e melhorar o comportamento de um gato agressivo

O cantinho do pet em casa

Cássia explica que a alimentação do animal deve ser dividida em três refeições por dia, com quantidade equivalente ao peso e tamanho do animal. Além disso, o cão ou gato deve ter um ambiente próprio para comer, beber, fazer suas necessidades e dormir. “Um local limpo, confortável, área de lazer e muito carinho e paciência para ensina-lo aos novos hábitos (como utilização do tapete higiênico para as necessidades caso esteja num apartamento) são fundamentais para sua adaptação”, finaliza.