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Seja por escolha própria ou consequência da vida, elas abriram o coração para cuidar de um animal de estimação como se fosse filho

O Dia das Mães é comemorado neste domingo (12) e a cada ano que passa é mais comemorado por "outros tipos" de mãe. Entre eles estão as mães de pet , mulheres que por escolha ou consequência da vida não têm filhos e tratam os animais de estimação como se fossem da família. Como precisam de cuidados, geram gastos, e trazem sentimentos de amor e companheirismo, os bichinhos acabam se tornando verdadeiros filhos. 

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Esse é o caso de Haia, da raça Spitz Alemão , que completará três anos dia 17 de maio, e que conquistou um lugar especial na vida da advogada Luciana Lemos. “Não consigo mais me imaginar sem ela”, conta. “Há sete anos minha mãe faleceu, e como me sentia muito sozinha, em 2016 resolvi que era hora de ter uma filha de quatro patas.”

spitz alemão
Reprodução/ Acervo Pessoal
Haia, a Spitz de Luciana



Luciana não poupa esforços para dar à Haia tudo do bom e do melhor. Inclusive, a veterinária da pet diz que Haia pensa que é um bebê por ser tão mimada. “Mesmo quando ela não está bem e é malcriada e faz travessuras, o rabinho abanando no final do dia e os lambeijos compensam tudo”, revela a advogada.

A cadelinha foi responsável por ajudar em momentos tristes, quando Luciana não conseguia nem sair da cama. “É só eu abrir os olhos que lá está ela, a minha Haia, com sua alegria contagiante e seus pulos de contentamento ao ver que eu acordei. É uma sensação maravilhosa, um amor sem fim. Meu combustível de todos os dias, o que me dá forças para enfrentar até os dias mais difíceis”, completa.

Quando fica sozinha, Haia tem acesso total aos cômodos da casa, não destrói nenhum objeto e espera pacientemente sua dona chegar do trabalho. A pet só faz suas necessidades no tapete higiênico e tem até preferência pela água que toma: filtrada e gelada.

Luciana gosta de viajar, e o momento de se despedir da cadela é difícil. “Quando saio de casa por qualquer motivo eu deixo um petisco para que ela se distraia e não me veja ir embora. Ao viajar eu a deixo com a veterinária, que tem uma chácara e cuida dela tão bem quanto eu.”

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Já Vanessa Reichert, professora de Pole Dance, é mãe de três gatos: Tom, de 15 anos, Anúbis, de 12 e Billy, de 11. Ela conta que assim como crianças, eles devem ser educados e cuidados mesmo quando não querem. “Não pode os deixar fazer tudo o que querem, e quando ficam doentes é que nem criança, tenho que dar remédio, mesmo eles não gostando. Faço porque tenho essa responsabilidade de cuidar deles como sou a mãe.”

gatos
Facebook/ Vanessa Reichert
Os gatos de Vanessa se dão bem


Apesar de alguns gastos com os gatos serem altos, como vacinas, ração própria e remédios, Vanessa vê nisso uma economia em relação a ter filhos. “Eles não usam roupas nem calçados, e felizmente não precisam de escola”, o que já faz com que o pet gaste menos do que uma criança.

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Tanto Luciana quanto Vanessa têm seus motivos para terem escolhido os pets em vez de um bebê. “A rotina e a trajetória de vida que escolhi resultaram na Haia, e sou muito realizada”, conta Luciana. Vanessa revela que nunca se viu como mãe. “Nunca tive vontade de ter filhos, nunca consegui me imaginar como mãe, mas amo animais e se pudesse teria mais gatos . Não tenho mais porque os meus são idosos e precisam de muito cuidado.”