Medicamentos à base de maconha são utilizados para o tratamento de diversas enfermidades
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Medicamentos à base de maconha são utilizados para o tratamento de diversas enfermidades

Estudos recentes mostram que a maconha medicinal também pode ser utilizada no tratamento de animais de estimação. Estima-se que entre 20% e 30% dos cães que sofrem de epilepsia, por exemplo, não respondem bem aos tratamentos disponíveis. Além disso, os medicamentos veterinários utilizados hoje para tratar a doença podem gerar efeitos colaterais que deixam os animais ainda mais fragilizados.

Um estudo que está em andamento nos Estados Unidos, foi desenvolvido com objetivo de mostrar como a cannabis pode ajudar no tratamento de cães que sofrem de epilepsia. Pesquisadores descobriram que o sistema endocanabinóide, que está presente no cérebro e em outras partes do corpo humano também é encontrado em outros mamíferos. Esses receptores reagem aos canabinóides, principais componentes da maconha, ajudando a tratar uma série de doenças como epilepsia, dores crônicas, parkinson, inflamações e insônia.

Benefícios do uso da cannabis em pets

Além de medicamentos, existem diversos produtos produzidos com a cannabis
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Além de medicamentos, existem diversos produtos produzidos com a cannabis

De acordo com o veterinário especialista em cannabis medicinal, Gustavo Sá , os benefícios do uso da cannabis medicinal nos animais de estimação são os mesmos já observados em seres humanos, como regulação do humor, ansiolítico, antidepressivo, estimulante de apetite, neuroproteção, neurogênese, anti-inflamatório e antioxidante.

Como o óleo pode ser utilizado?

O óleo da cannabis pode ser utilizado via oral, retal e tópica. Em alguns países, onde é legalizada, já estão disponíveis produtos de uso injetável e inalatório. O óleo pode ser utilizado para o tratamento de diversas patologias, desde dores e inflamações, até o tratamento de câncer, epilepsia, infecções, ansiedade, entre outras.

Pontos de atenção

O especialista aponta que o uso da cannabis em pets atualmente ainda requer a atenção para o fato de que ainda não existem estudos avançados para todas as espécies, em que as pesquisas são mais utilizadas em modelos de laboratório. “O que sabemos, e que devemos ter cuidado, é que os pets têm uma particularidade, principalmente os cães, em que o número de receptores no centro vegetativo - que controla a respiração e batimentos cardíacos - excedem os encontrados nos humanos”, explica.

Gustavo explica que, com essa informação, os estudiosos precisam se atentar à dosagem de THC (composto químico responsável pela maioria dos efeitos psicológicos da cannabis) aplicada nas amostras que são utilizadas, por conta de um processo chamado ataxia estática, que é muito observado em cães que fazem sobredosagem de THC.

Contudo, o especialista afirma que o uso da cannabis medicinal pode ser feita em animais vertebrados e em alguns invertebrados.

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