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Os pets também podem ter reações adversas com colorações para pelo, assim como os humanos

No novo filme da Turma da Mônica, “Laços”, que foi produzido em live-action, o lhasa apso que interpreta o famoso Floquinho , cão de Cebolinha, aparece na cor verde, como nas histórias em quadrinhos da franquia. Apesar de a cor ter sido colocada digitalmente no animal durante o trabalho de pós-produção, isso abriu espaço para debates: será que pintar o pelo do cachorro é realmente seguro?

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Floquinho pintado digitalmente de verde arrow-options
Reprodução/ YouTube
Floquinho pintado digitalmente de verde


A veterinária Ana Carolina Ibelli explica o porquê não se deve utilizar tal prática para alterar a estética do animal. “Não é uma coisa natural, o pelo do animal não foi feito para ser pintado, nem de cor fantasia (rosa, azul, roxo, etc), nem de cor nenhuma”, conta. “Existem pessoas que têm cão branco e querem pintar o pelo dele preto, por exemplo, isso não deve ser feito.”

Assim como os humanos podem ter alergias, os pets também, e muito mais graves. “Não é indicado porque ainda não temos tintas consideradas seguras, e apesar de termos alguns fabricantes que são do meio pet, podemos ter reações adversas como nos humanos”, afirma. Essas reações vão desde quadros agudos até crônicos, como intoxicações e problemas renais.

cachorro com pelo pintado arrow-options
shutterstock
Pintar o pelo do cão pode trazer alergias


Ana Carolina ainda questiona o motivo de alguns tutores optarem por mudar a cor do animal. “Quando pensamos nisso temos que levar em conta além da questão estética, o bem estar. Então não tem necessidade de pintar o pelo , a unha, nada disso”, completa. “O risco desses procedimentos em animais é muito maior. Vamos pensar na vida do animal como uma vida mesmo, não como objeto ”, finaliza. Para manter seu pet sempre saudável, priorize a qualidade de vida dele e sua saúde.