Tamanho do texto

Alguns cães são famosos pelas patas curtinhas, como Dachshund, mas outros são afetados de forma indesejada, o que atrapalha o padrão da raça

Você já reparou que alguns cães têm as pernas muito curtas? Normalmente é dito que ele apresenta nanismo, mas o muito provável é que seja portador de acondroplasia canina. Essa doença hereditária é um distúrbio nos genes que afeta o desenvolvimento dos membros, impedindo que as patas do cachorro cresçam até o tamanho esperado.

Leia também: O Alzheimer canino está entre as doenças que afetam pets idosos; saiba mais

O funcionamento da acondroplasia canina é bem parecido com a osteocondrodisplasia, um problema que provoca o crescimento anômalo dos ossos ou das cartilagens nos humanos, levando, com frequência, ao mau desenvolvimento do esqueleto. Ambas as doenças não são determinadas a partir do sexo, podendo afetar todos os cães.

A acondroplasia canina é uma doença hereditária é um distúrbio nos genes que afeta o desenvolvimento dos membros
reprodução shutterstock
A acondroplasia canina é uma doença hereditária é um distúrbio nos genes que afeta o desenvolvimento dos membros

Existem algumas raças que já são famosas pelos membros curtos , mas não significa necessariamente que sofram desse distúrbio. É o caso do Basset Hound, Corgi galês de Pembroke, Skye terrier, Teckel, Dachshund (salsicha). Por ser uma peculiaridade fofinha, as pessoas justamente as procuram para adotar devido a característica. 

Entretanto, existem outros pets que são afetados de forma indesejada e fogem dos padrões da raça. Exemplos de cães que podem desenvolver o distúrbio são: Pastor alemão, Boston terrier, Spaniel japonês ou chin, Terrier escocês, Pointer Inglês, Shih-tzu, Cocker spaniel, Beagle, Buldogue Inglês e Francês, Malamute do Alasca, Pequinês, Lhasa apso e Shar pei.

Animais como os indicados acima, quando nascem com acondroplasia, podem desenvolver outros problemas graves. Afinal, o corpo deles não foi feito para ter pernas tão curtas. O recomendado é ir atrás de um veterinário para determinar um diagnóstico e iniciar um tratamento adequado. 

Problemas associados à doença

Existem algumas raças que já são famosas pelos membros curtos, mas não significa necessariamente que sofram desse distúrbio, como é o caso do Dachshund
reprodução shutterstock
Existem algumas raças que já são famosas pelos membros curtos, mas não significa necessariamente que sofram desse distúrbio, como é o caso do Dachshund

Fora as pernas curtinhas e desproporcionais, pets com acondroplasia também apresentam outras anomalias no corpo: cabeça alongada e maior que o normal, dentes tortos, mandíbula curta, fraco crescimento e desenvolvimento físico, crescimento ósseo anormal e deformidades esqueléticas, coluna subdesenvolvidas e extremidades arqueadas, especialmente as da frente.

Leia também: Endoscopia em cães: saiba tudo sobre o exame

Além disso, por conta dos problemas que a acondroplasia gera, diversas doenças estão associados ao distúrbio. Surdez, fenda palatina, doença cardíaca, convulsões e artrite (conforme o pet envelhece) são alguns exemplos.

Como esse distúrbio não é uma doença comum, não existe sintomas claros, como febre ou vômitos. Nesse caso, os sinais são vistos durante o desenvolvimento do corpo, que se tornam nítidos conforme o cachorro cresce. 

Se você suspeitar que seu bichinho seja portador da acondroplasia, leve-o ao veterinário rapidamente. Será realizado um exame físico completo para descartar outras causas do problema e chegar a um diagnóstico certeiro. 

É possível que seja incluído também teste de laboratório, como hemograma, perfil bioquímico e exames de urina, assim como radiografias para ver os locais afetados. Depois de muita análise o profissional conseguirá determinar se seu pet sofre mesmo de acondroplasia.

Tratamento da acondroplasia canina

A ingestão de anti-inflamatórios costuma ser muito recomendada pelos veterinários para aliviar a pressão ou a dor. Quando o caso é mais extremo é necessário recorrer à cirurgia.
reprodução shutterstock
A ingestão de anti-inflamatórios costuma ser muito recomendada pelos veterinários para aliviar a pressão ou a dor. Quando o caso é mais extremo é necessário recorrer à cirurgia.

As opções de tratamento dependerão da gravidade com que o distúrbio se manifesta. A maioria dos pets consegue ter uma vida longa e saudável, sem precisar de interferência médica. Contudo, nem sempre isso acontece. Alguns ficam incapacitados devido o peso do corpo sob os membros curtos.

A ingestão de anti-inflamatórios costuma ser recomendada pelos veterinários para aliviar a pressão ou a dor. Quando o caso é mais extremo é necessário recorrer à cirurgia. É bem provável que a expectativa de vida seja encurtado em situações assim. 

Um ponto que merece atenção é a obesidade. Devido o mau desenvolvimento das pernas, é provável que o animal se exercite pouco e se torne obeso com maior facilidade. É imprescindível que você impeça de chegar nesse nível. Isso só irá comprometer ainda mais a saúde de um cachorro com diversos problemas. 

O veterinário saberá informar qual é a dieta mais adequada para evitar excesso de peso. Siga a risca as recomendações dele e evite ceder aos olhinhos pidões do pet. 

Se você quiser que seu companheiro se reproduza, é outro ponto que deve ter cuidado. Realize previamente uma avaliação genética para saber se está tudo bem. A recomendação vale para pais, avós e irmãos do animal em questão.

Leia também: Saiba tudo sobre DST em animais, as formas de contágio e de prevenção

Por mais não seja fácil lidar com a acondroplasia canina , boa parte dos cachorros conseguem viver tranquilamente. Basta oferecer os cuidados básicos para garantir a boa saúde do seu amigo.