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Essa dermatite é desencadeada por fungos que vivem naturalmente no corpo do cão e só causam problemas quando se proliferam demais

Recentemente, você notou que seu cachorro vive coçando certa região do corpo, mas não sabe o que está provocando isso. Sarna ou alergia é a conclusão mais óbvia, pois também provocam incômodos na pele. Porém, um dos possíveis diagnósticos para esse problema é a malassezia canina.

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Essa doença é desencadeada por fungos que vivem naturalmente nas orelhas e em algumas partes do corpo do cachorro. Na maioria das vezes não causam problemas ao bichinho, só quando se proliferam de maneira exagerada, provocando uma dermatite. O fungo da malassezia canina gosta das substâncias produzidas na pele e se alojam em regiões úmidas.

Além de provocar muita coceira, quando esses microrganismos se proliferam em demasia acabam danificando a pele. A malassezia é uma doença relativamente comum e ocorre normalmente em épocas de maior umidade, como verão e outono. 

Todos os cães, independente da idade, raça ou sexo, podem sofrer com a enfermidade. Contudo, existem algumas raças predispostas a desenvolvê-la, como Basset Hound, Pastor Alemão, Poodle, Dachshund, Chihuahua, Maltês, Cocker Spaniel e Collie, entre outros.

Por apresentar sinais clínicos parecidos com alergias e sarna, a malassezia é facilmente confundida. Porém, são doenças completamente diferentes. O veterinário saberá diagnosticar corretamente o problema e informar como tratá-lo.

Fatores que provocam a proliferação dos fungos

Calor, umidade, dobras de pele, obesidade, enfraquecimento do sistema imunológico, uso indiscriminado de antibióticos e fármacos que sejam corticoides e inflamação no ouvido ou pele são fatores que ajudam na proliferação dos fungos
reprodução shutterstock
Calor, umidade, dobras de pele, obesidade, enfraquecimento do sistema imunológico, uso indiscriminado de antibióticos e fármacos que sejam corticoides e inflamação no ouvido ou pele são fatores que ajudam na proliferação dos fungos

Apesar de qualquer cachorro contrair a doença, existem alguns fatores que ajudam no aparecimento da dermatite, como é o caso do calor, umidade, dobras de pele, obesidade, enfraquecimento do sistema imunológico, uso indiscriminado de antibióticos e fármacos que sejam corticoides e inflamação no ouvido ou na pele. 

Esse problema é normalmente secundário em relação a várias doenças, como alergias, endocrinopatias (hipotireoidismo, doença de Cushing) e outras enfermidade que também comprometem o sistema imunológico. 

Ao contrário do que se imagina, a malassezia não é exclusiva em cachorros. Gatos também podem contraí-la, porém a taxa de incidência é bem menor. Os persas e felinos com problemas no sistema imunitário costumam ser os mais afetados. 

Sintomas da malassezia canina

A malassezia canina é desencadeada por fungos que vivem naturalmente nas orelhas e algumas partes do corpo do cachorro
reprodução shutterstock
A malassezia canina é desencadeada por fungos que vivem naturalmente nas orelhas e algumas partes do corpo do cachorro

Os sintomas da malassezia canina podem variar conforme a localização da dermatite . Mas, em geral, os sinais mais comuns são coceira, pele irritada, vermelhidão no local, secreção nos ouvidos, crostas, hiperpigmentação, perda de pelos e descamação da pele. Em casos mais graves, pode ocorrer depressão, emagrecimento e inapetência.

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As zonas do corpo mais afetadas costumam ser, além da pele, o meio dos dedos, ouvido, reto, boca, focinho, pescoço ventral, virilha, axilas e ao redor no ânus. Como a malassezia tem sinais clínicos muito parecidos com outros problemas dermatológicos, não deixe de consultar um profissional para chegar a um diagnóstico correto.

Nem sempre os cães apresentam todos os sintomas informandos, podendo aparecer um ou outro apenas. Além disso, os sinais não costumam estar associados ao grau da infecção. Um canino com grande infestação de fungo, normalmente não demonstra um nível elevado de coceira , como era de se esperar. Dessa forma, não deixe de consultar o veterinário logo que observar os primeiros sintomas. 

Diagnóstico da doença

Além de provocar muito coceira, quando esses microrganismos causadores da malassezia canina se proliferam em demasia acabam danificando a pele
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Além de provocar muito coceira, quando esses microrganismos causadores da malassezia canina se proliferam em demasia acabam danificando a pele

Para confirmar o diagnóstico da doença, o veterinário provavelmente fará um exame físico do cão e pedirá citologia de pele ou ouvido. Caso o médico detecte um número elevado desses microrganismos e veja que estão associados a um intenso prurido e irritação na pele, chegará a conclusão de uma dermatite por malassezia. 

Para ter certeza do diagnóstico e excluir outras doenças, o veterinário pode pedir outros exames laboratoriais. É de suma importância que o cachorro seja levado rapidamente ao médico para iniciar o tratamento, pois a malassezia é uma zoonose, ou seja, também acomete os seres humanos.

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Tratamento da malassezia canina

O tratamento da malassezia canina geralmente envolve o uso de shampoos, cremes e loções, ajudando na diminuição da coceira
reprodução shutterstock
O tratamento da malassezia canina geralmente envolve o uso de shampoos, cremes e loções, ajudando na diminuição da coceira

O tratamento da malassezia geralmente envolve o uso de shampoos, cremes e loções. É mais aconselhado quando a dermatite é localizada. Porém, pode ser preciso administrar medicamentos sistêmicos para reverter o caso, como cetoconazol, fluconazol, e outros remédios que o veterinário julgue adequado. Indicado para casos mais severos ou de infestações generalizadas.

Como as infecções bacterianas secundárias são comuns, é provável que o médico receite antibióticos também. Todos esses medicamentos irão ajudar a combater o desequilíbrio no sistema imunitário do cachorro e, consequentemente, matar a proliferação de fungos. 

É esperado que em torno de duas semanas o animal apresente uma melhora significativa ao tratamento. O dono não deve oferecer nenhum medicamento aleatório ao pet, pois pode causar uma intoxicação, levando o animal a óbito. 

Prevenção da malassezia canina

O principal método para prevenir a malassezia canina é higienizando regularmente o canino
reprodução shutterstock
O principal método para prevenir a malassezia canina é higienizando regularmente o canino

O principal método de prevenção é manter a higienização do animal e do local em que vive. Evite também que ele entre em contato com outros animais infectados e pessoas saudáveis. Não deixe de visitar regularmente o veterinário, pois assim evita que o pet tenha uma queda na imunidade em decorrência de um erro nutricional, doenças, ferimentos, etc. 

Mesmo que você tome todos os cuidados, ainda existe a chance de seu companheiro contrair a doença. Nesses casos, é recomendado isolá-lo de outros animais e até de pessoas para evitar transmissão. Em seguida, leve-o imediatamente à clínica veterinária para realizar o diagnóstico e iniciar o tratamento. 

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É muito importante que, caso exista outros animais em casa, também sejam levados ao veterinário para serem avaliados. Assim que notar os sintomas da malassezia canina , não demore a levar seu bichinho ao profissional.

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