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Todas as doenças podem ser evitadas com ações simples, como limpeza do aquário e refeições regulares

O peixe  betta é originário do Sudoeste Asiático (Indochina) e é conhecido no Brasil como peixe de briga siamês, pois é bastante agressivo com seus companheiros de espécie. Ele vive em água doce e suas escamas coloridas e nadadeiras imponentes chamam atenção da maioria dos amantes de peixes.

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Por ser barato, resistente e fácil de cuidar, quase todo mundo já teve esta espécie quando crianças. Na hora de escolher um bichinho para o aquário, o  peixe betta  se tornou a principal escolha nas casas brasileiras, permanecendo neste posto até hoje. Entretanto, apesar dele não exigir muito trabalho do dono, é um animal como outro qualquer e pode adoecer. 

O betta fica doente por vários motivos, por exemplo, se há cloro na água ou algum outro produto tóxico pode fazer mal ao peixe. Ou se a água estiver muito fria ou muito quente também é ruim. Por sorte, estes problemas de saúde podem ser evitados com procedimentos simples. 

O peixe betta é tão chamado de peixe de briga siamês por ser agressivo com seus semelhantes
Reprodução Pinterest
O peixe betta é tão chamado de peixe de briga siamês por ser agressivo com seus semelhantes

Se o aquário sempre estiver em boas condições, a água for limpa e fresca e as refeições serem feitas regularmente, não há motivos para o betta ficar doente. Esses são os cuidados mínimos que todo peixe deve receber. Para se precaver e ficar atento a saúde do seu peixinho, conheça as doenças que mais o atinge. 

Barbatana Caudal Rasgada

Dentre todas as doenças da lista esta é a mais comum em peixes bettas. Como eles tem barbatanas bem longas, elas estão suscetíveis a uma má e pobre qualidade da água, embora pareça que o animal está mordendo a própria cauda por causa de estresse ou tédio. A cauda do peixe começa a mudar radicalmente de aparência, ficando com aspecto de destruída ou rasgada. Ele também passa a apresentar fraqueza, machas brancas estranhas, bordas pretas e vermelhas ao longo da zona afetada. 

Fique de olho no estado do betta, pois não pode deixar que estes sintomas avancem. A podridrão do aquário poderia comer outros tecidos da pele e passar de um simples problema para uma doença fatal. O tratamento é bem simples, consite em trocar diariamente a água e conferir a fonte da mesma. Com o tempo a cauda do peixe voltará a crescer. 

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Hidropsia

A hidropsia não é uma doença exatamente, mas sim uma manifestação do mau estado interno ou degenerativo do peixe, aparecendo em decorrência de outras condições, como inchaço e acumulação de líquido no fígado e rim. Pode ser causada por parasitas, vírus, má nutrição e bactérias. 

Apesar de não ser uma doença, a hidropsia é grave e pode ser observada se a zona abdominal estiver bem inchada, os olhos esbugalhados e algumas escamas ficarem eriçadas. Falta de apetite e necessidade de subir à superfície em busca de oxigênio também são sintomas. A hidropsia não é contagiosa. 

Fique de olho caso seu peixinho mude de comportamento ou aparência, pois ele pode estar doente
Reprodução Pinterest
Fique de olho caso seu peixinho mude de comportamento ou aparência, pois ele pode estar doente


ICH ou doença do ponto branco

O ICH é bastante comum e é causada por um parasita que se aloja no corpo do betta para sobreviver. Esta doença começa a mudar o comportamento do peixe. Ele fica muito nervoso, ansioso, as escamas se tornam opacas e está constantemente esfregando o corpo nas paredes do aquário. Tempos depois, pontos brancos aparecem no bichinho, ou seja, cistos que envolvem os parasitas. 

Se notar algum destes sintomas em seu betta, leve-o imediatamente para o veterinário. Caso o ICH não seja tratado, o peixe pode morrer de asfixia devido o coração acelerado. Entre os tratamentos então banhos de agua salgada, medicamentos e termoterapia.

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Septicemia

Está doença é causada por bactérias e derivada do estresse causado por vários fatores: mudanças bruscas de temperatura da água, mau estado da comida, superlotação, chegada de peixes novos no aquário ou ferimentos. Os sintomas são letargia, falta de alimentação e marcas vermelhas como sangue por todo o corpo.

A Septicemia não é contagiosa e o tratamento mais comum é colocar antibióticos na água, que serão absorvidos pelo betta. Consulte um veterinário caso desconfie que seu peixe está com a doença para ele indicar a dose apropriada do remédio, pois os antibióticos devem ser usados com moderação. 

Faça visitas regulares ao veterinário para garantir a saúde do seu betta
Reprodução Pinterest
Faça visitas regulares ao veterinário para garantir a saúde do seu betta


Fungos bocal

Este problema é causado por uma bactéria que pode ser benéfica ou maléfica e nasce naturalmente em aquários e lagos. Ele decorre de condições do habitar do animal que não são apropriadas ou estressantes, como superlotação ou pouco espaço e pouco circulação de água limpa e nova. A doença causa manchas tipo "algodão ou gaze" nas brânquias, boca e nadadeiras por todo o corpo. 

Outras doenças

  • Constimpação - é bastante comum em bettas e os sintomas são estômago inchado, o peixe deixa de comer e quase não libera excrementos.
  • Piolho de peixe - não é muito frequente, mas é possível notar a doença por aparecer parasitas arredondados grudados no corpo do bichinho. Úlceras está entre os sintomas.
  • Parasita intestinal - nota-se a doença por causa de vermes visíveis através da pele. Também causa emagrecimento. Por sorte não é frequente. 
  • Velvet - causa a coloração dourada ou amaronzada no corpo ou barbatanas. A impressão que está doença passa é que o peixe foi borrifado com pó de ouro. 
  • Doença do Lodo - bastante comum e é fácil de se ver. O betta aparece com um lodo acinzentado no corpo ou barbatanas, como consequência, está constantemente se coçando nos objetos do aquário. 

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É possível previnir todas estas doenças com ações simples. Sempre limpe o aquário e forneça tudo que o animal precisa para viver. Além disso, observe seu peixe betta, pois se ele estiver doente, você notará mudanças no comportamento ou aparência. Desta forma, o problema poderá ser identificado mais rápido e o tratamento será mais efetivo. Por último, faça visitas regulares ao veterinário. 

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