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Para que o corpo do animal suporte a operação, é preciso realizar vários exames a fim de determinar sua exata condição de saúde

Existe diversos motivos que fazem o pet precisar de uma cirurgia. Algumas doenças, por exemplo, só são curadas através desse procedimento médico. Emergências veterinárias, como acidentes e fraturas, e castração são situações que também exigem uma operação. Seja qual for a razão, a cirurgia em animais não pode ser realizada sem um preparo prévio.

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Assim como acontece com os seres humanos, o corpo do pet precisa estar preparado para suportar a cirurgia em animais . Nenhum procedimento médico desse tipo pode ser realizado sem cuidados prévios. Cabe ao veterinário instruir todo o passo a passo aos donos para preparar o bichinho. 

Exame prévio

Assim como acontece com os seres humanos, o corpo do pet precisa estar preparado para suportar a cirurgia em animais
reprodução shutterstock
Assim como acontece com os seres humanos, o corpo do pet precisa estar preparado para suportar a cirurgia em animais

O primeiro passo é realizar um exame prévio para determinar o melhor caminho a ser seguido para garantir o sucesso da cirurgia, principalmente em relação a anestesia. Essa revisão pré-cirúrgica tem o objetivo de determinar a exata condição de saúde do pet e definir um perfil analítico pré-anestésico de acordo com seu tamanho, características, peso e tipo do animal. 

São analisado seis fatores nesse exame:

  1. Temperatura corporal: A presença de febre pode indicar algum tipo de infecção ou doença. Dependendo do resultado isso irá influenciar nas decisões tomadas no dia da cirurgia
  2. Estado de hidratação: Sua finalidade é determinar a quantidade de soro que será administrada para garantir a recuperação do bichinho.
  3. Estados das mucosas.
  4. Check-up do coração e pulmão: Através de um eletrocardiograma e uma avaliação do tórax, será avaliado o estado exato do coração do pet, assim como as condições das vias respiratórias e funcionamento dos pulmões.
  5. Análise de sangue e urina: Avaliam aspectos como o mau funcionamento dos rins, problemas hepáticos, disfunções arteriais, problemas de coagulação e complicações na respiração. Esses fatores contribuem para o agravamento da operação. Além disso, a análise de sangue e urina é muito importante para o momento da anestesia. Com os resultados, o médico consegue descobrir o processo mais compatível com o animal.
  6. Peso: Animais acima do peso ou que estejam sofrendo de obesidade podem correr risco de vida durante a operação.

Apesar de serem muitos exames de uma vez, a função deles é ajudar o médico a tomar a melhor decisão durante a cirurgia, de acordo com o metabolismo e as características do bichinho. Também detectam doenças até então desconhecidas, permitindo que o melhor tratamento seja oferecido.

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Para que não aja alteração nos exames de sangue e urina, o animal deve estar de jejum. O veterinário te dirá quantas horas é preciso manter o animal sem comer. 

Dependendo do estado do animal, serão pedidos mais exames para ter um diagnóstico completo. Nos gatos, por exemplo, é comum pedir a avaliação de leucemia e imunodeficiência devido à predisposição da espécie e ao risco de contágio que apresentam.

Quando deve ser realizada a revisão antes da cirurgia em animais?

No dia da operação, não se esqueça de levar os exames. É com ele que o cirurgião terá um panorama completo do estado de saúde do animal
reprodução shutterstock
No dia da operação, não se esqueça de levar os exames. É com ele que o cirurgião terá um panorama completo do estado de saúde do animal

Os exames são realizados a partir da urgência da cirurgia. Quando a vida do animal está dependendo da operação, a revisão será feita no mesmo dia do procedimento, pouco tempo antes de entrar na sala cirúrgica. Mas, em situações programadas previamente, os exames podem ser feitos sem pressa e alguns dias antes. 

Assim que chegar o diagnóstico, o médico determinará o dia da cirurgia ou pode adiá-la a fim de solucionar todos os problemas detectados pela revisão pré-cirúrgica. O objetivo é sempre reduzir os riscos e complicações durante o procedimento.

No dia da operação, não se esqueça de levar os exames. É com ele que o cirurgião terá um panorama completo do estado de saúde do animal, facilitando seu trabalho e permitindo que ele se concentre na intervenção, descartando alguns fatores de risco. 

A hora da cirurgia

É obrigação do veterinário instruir os donos com o passo a passo para preparar o bichinho
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É obrigação do veterinário instruir os donos com o passo a passo para preparar o bichinho

Na hora da cirurgia, o médico pedirá para o dono manter o animal de estômago horas antes do procedimento. O jejum é importante para que não ocorra refluxo de conteúdo estomacal e aspiração do mesmo no sistema respiratório, uma vez que o animal sob efeito de sedativo e analgésico perde a capacidade de controlar fechamento e abertura de válvulas e esfíncteres.

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Para isso, remova a água e a comida na noite anterior. O tempo de jejum irá depender do tipo de operação. Em cirurgias gastrintestinais, por exemplo, o bichinho precisa ficar até 24 horas sem comer nada e 12 horas sem ingerir líquidos. Se necessitar de outro tipo de preparo antes do procedimento — além do jejum — o médico irá informar.

No momento da operação, o bichinho receberá uma anestesia geral. A substância manterá o pet dormindo e sem sentir dores. A quantidade irá depender dos resultados obtidos nos exames prévios.

Ao longo do procedimento, um pequeno tudo é inserido para auxiliar a respiração. O ritmo cardíaco também costuma ser monitorado por equipamentos para ter certeza de que tudo vai bem. 

Pós-operatório

Pode ser preciso que o animal utilize o colar elizabetano para evitar lambidas ou mordidas no local da incisão durante o pós-operatório
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Pode ser preciso que o animal utilize o colar elizabetano para evitar lambidas ou mordidas no local da incisão durante o pós-operatório

Mesmo em cirurgias simples, o animal pode sofrer com complicações se os cuidados no pós-operatório não forem respeitados. Nos primeiros dias, é recomendado servir pequenas porções de água e comida, oferecer os medicamentos corretamente segundo as orientações médicas e controlar as atividades físicas por no mínimo 10 dias. 

Pode ser preciso que o animal utilize o colar elizabetano para evitar lambidas ou mordidas no local da incisão. Caso contrário, a região dos pontos pode contrair uma séria infecção. Além disso, se acontecer qualquer situação adversa, como inchaço, sangramentos, machucados, vômitos, etc, o veterinário deve ser imediatamente comunicado. 

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Cirurgia em animais é um procedimento complicado, principalmente porque eles não entendem a importância dela. Por isso, cabe ao dono seguir todas as instruções do médico, durante e após a operação, para que nenhuma complicação aconteça.

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