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A seborreia pode se desenvolver a partir de diversas outras doenças. Em casos mais graves, a patologia pode causar infecções secundárias no pet

A pele dos cachorros é mais sensível que a dos humanos. Isso torna ela vulnerável a uma série de lesões, que podem acontecer por motivos simples; como o uso de um shampoo inadequado ou até mesmo produtos químicos utilizados na limpeza da casa. Os pets também são mais suscetíveis a doenças, sendo que a seborreia canina é apenas uma das várias dermatites classificadas.

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A seborreia é muito comum em animais de estimação. Apesar disso, se ela não for tratada é possível que o quadro se desenvolva até infecções secundárias na pele. O problema pode ser facilmente confundido com alergias ou outras doenças dermatológicas dos animais, portanto é preciso saber identificar a patologia.

O que é a seborreia canina?

A cada 22 dias os cachorros costumam substituir as células mortas de sua pele por novas em um processo chamado de ceratinização canina. Um defeito nesse procedimento é a causa mais frequente de seborreia canina .

Entretanto a doença pode ser desencadeada por outras patologias, como a presença de fungos, transtornos endócrinos, câncer de pele, dietas pobres em nutrientes, transtornos metabólicos, doenças pancreáticas e parasitas.

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Essa dermatite causa transtornos nas glândulas sebáceas dos cães, podendo haver uma descamação excessiva que aumenta a oleosidade da pele do animal - provocando inclusive mau cheiro no cachorro. Outros sintomas incluem ressecamento da pele, queda dos pêlos, falta de brilho, opacidade na pelagem e uma coceira que pode acabar desencadeando hemorragia e ferimentos na epiderme.

A seborreia pode fazer com que o cão se coce, gerando ferimentos e hemorragias em sua pele.
Reprodução/ Shutterstock
A seborreia pode fazer com que o cão se coce, gerando ferimentos e hemorragias em sua pele.


Quais são os tipos de seborreia nos cachorros?

Como grande parte das doenças, a seborreia canina pode se manifestar de duas formas distintas:

  • Primária:  A manifestação primária na patologia ainda não possui cura, entretanto um tratamento adequado pode a manter sob controle. Banhos semanais com ácido salicílico e enxofre precisam ser ministrados, além da aplicação de medicamentos por via oral, como os retinoides. Nesses casos a doença é hereditária e pode ser identificada visualmente por conta da superfície escamosa que o excesso de queratina causa na pele do cão. Apesar disso, ela não causa sintomas clínicos importantes.
  • Secundária:  Esse estágio se caracteriza pelo excesso de gordura e falta de brilho no pelo. Os sintomas incluem pelos oleosos, pele seca e escamosa, irritação e necessidade de se coçar. O quadro pode evoluir, causando infecções da pele e nos ouvidos internos, alopecia, febre, perda de condição física e do apetite e depressão. O tratamento pode ser feito com xampus e medicamentos indicados por um médico-veterinário, permitindo a recuperação completa o pet. 

O dignóstico da seborreia canina

A doença é diagnosticada quando todas as outras causas prováveis são descartadas pelo profissional. Principalmente no caso da manifestação secundária, é preciso identificar que patologia desencadeou o quadro para que o cãozinho consiga melhorar o mais rápido possível. 

Os exames geralmente realizados são estudos específicos da pele, um exame físico, raspagens da pele para identificar parasitar, cultivos de fungos, análise de sangue e exame de fezes.

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Mudanças na alimentação também são necessários para um cão diagnosticado com seborreia . Alimentos ricos em ácidos graxos ômega 3, como por exemplo o óleo de salmão, podem ajudar o pet a se recuperar. O uso de um colar elizabetano é recomendado, evitando assim que o animal se coce. 

Para evitar que o cão se machuque com as coceiras causadas pela seborreia, é importante o uso de um colar elizabetano.
Reprodução/ Shutterstock
Para evitar que o cão se machuque com as coceiras causadas pela seborreia, é importante o uso de um colar elizabetano.


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