Dicas para levar o seu pet em uma viagem pela Europa sem preocupações

Realizando um sonho

Viajar pela Europa é o sonho de muitas pessoas, e poder levar seu amigo pet como companhia torna tudo mais especial. Antes de fazer as malas e seguir para o aeroporto, é importante conhecer as exigências e regras que precisam ser seguidas para que a viagem ocorra da melhor maneira possível.

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Melhor para você, seu pet e os outros passageiros

A Embarpet, especializada no transporte seguro de animais por via aérea, selecionou algumas dicas importantes para auxiliar os tutores nesse processo.

Observações

As normas sanitárias e documentais podem sofrer algumas alterações, dependendo do país que está incluído no roteiro. Portanto, é indispensável consultar o consulado da região que se pretende visitar para obter informações sobre as leis locais.

Para uma viagem sem complicações

"Embora esse processo possa parecer burocrático, é uma maneira de garantir o conforto e a segurança do pet. Todas essas dicas auxiliam as pessoas diariamente a realizar o sonho de compartilhar memórias de viagem com um membro tão querido da família. E o que podemos garantir é que vale muito a pena", comenta Daiane Sarmento, co-fundadora da Embarpet.

Microchip

Se o tutor deseja levar o pet em uma viagem, a primeira etapa será a implantação de um microchip, que deve atender ao padrão ISO 11784 e ISO 11785, contendo um código que identifica o pet e permite o acesso aos seus dados e aos dados do tutor. Para realizar o procedimento, basta procurar um veterinário de confiança, que irá datar, assinar e carimbar o procedimento na carteira de vacinação do animal.

Vacinação Antirrábica

É fundamental que a vacina contra a raiva esteja em dia, dentro do prazo de validade e registrada na carteira de vacinação, com o selo da vacina, o nome do fabricante, o lote, a data de fabricação e a data de aplicação. A raiva é uma doença grave e fatal. Desta forma, para a segurança de todos, é importante manter a vacinação atualizada, independentemente de ter uma viagem marcada ou não.

Sorologia antirrábica

É necessário realizar a sorologia antirrábica, que consiste em um exame de sangue para analisar se o animal desenvolveu anticorpos suficientes contra a raiva após a vacinação. O teste deve ser feito com uma amostra de sangue colhida pelo menos 30 dias após a aplicação da vacina e com 90 dias de antecedência em relação à data prevista para a viagem.

Como funciona?

A amostra de sangue é enviada a um laboratório credenciado pela União Europeia, que pode estar localizado no Brasil ou em outro país das Américas. É crucial se antecipar no planejamento desta etapa do processo. Se a Europa for o destino, a sorologia é válida enquanto a vacina estiver em dia. Para outras regiões, a sorologia não é vitalícia, por isso é importante estudar cada caso, inclusive se o voo tiver escalas.

Quarentena

Os animais devem passar por um período de quarentena de 90 dias antes de receberem o Certificado Veterinário Internacional (CVI). É importante ressaltar que esse procedimento é necessário apenas para os pets que vivem em países onde a doença da raiva ainda não foi erradicada, como o Brasil.

40 dias até a viagem

Durante esse período, os tutores podem manter a rotina de seus pets normalmente, incluindo passeios, banhos e interação com outros animais. No entanto, a saída do Brasil não é permitida. A contagem dos dias da quarentena começa a valer a partir da data em que o exame de sorologia foi coletado.

Atestado de Saúde

Para embarcar na viagem, o tutor precisará apresentar o atestado de saúde do pet, emitido por um médico-veterinário habilitado pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). Este documento deve conter os seguintes dados do animal: nome, espécie, raça, cor e idade, assim como informações do tutor (nome completo e endereço).

O atestado de saúde deve conter os seguintes detalhes:

Número do microchip e data de aplicação, data da vacinação antirrábica e sua validade, data da sorologia antirrábica e resultado. Além disso, o documento deve conter uma declaração de que o animal está clinicamente saudável e apto para a viagem. É importante ressaltar que este documento deve estar em mãos no máximo sete dias antes da entrada na União Europeia.

Vermifugação (Detalhes do produto devem constar no Atestado de Saúde)

Em alguns países, é exigido que seja realizada a vermifugação com um medicamento contendo o princípio ativo Praziquantel ou um produto similar, eficaz contra a tênia Echinococcus multilocularis. Se o destino for a Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda, Finlândia ou Malta, será necessário submeter o pet a um tratamento contra parasitas cinco dias antes da viagem.

Certificado Veterinário Internacional (CVI)

Para que o pet desembarque na Europa, será preciso ter o CVI, um documento emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que atesta que o animal cumpre todas as exigências sanitárias e documentais necessárias para a viagem. O certificado deve ser expedido cinco dias antes da viagem e conter todas as informações relevantes sobre o pet e o tutor.

Após as obrigações, vem a diversão!

"Uma dica extra que sempre compartilho com nossos clientes é: se prepare com antecedência, pois isso torna o processo mais fácil", conclui Daiane. Concluindo todas as exigências, o tutor só precisará preparar o roteiro e aproveitar cada momento de uma viagem inesquecível ao lado do melhor amigo.

No Canal do Pet é possível encontrar várias dicas e curiosidades para ficar por dentro do universo dos pets

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