Conheça a história da Nenê, a cadela que gosta de andar de moto e é até membro de motoclube
Renata Vidal/Acervo pessoal
Conheça a história da Nenê, a cadela que gosta de andar de moto e é até membro de motoclube

Ao longo da vida, o cuidador Rogério Zanetti de Souza, 52, foi muito parceiro de cachorros e sempre andava acompanhado deles – do tipo de fazerem fila para atravessar a rua ao lado dele. Entre os amigos de quatro patas que foi fazendo, a vida trouxe a simpática Nenê, uma cadela de oito anos que ficou conhecida, além do carisma, por gostar de andar de moto com o tutor.

Rogério faz parte do motoamigos (nome dado a um motoclube formado por um grupo de amigos) Onde Vamos Hoje?, de São Paulo, e vez ou outra aparece em bares e festas organizadas por amigos. Quando ele chega, já é possível ver a silhueta da Poodle (que é misturada com outra raça que o tutor desconhece) confortavelmente acomodada em uma mochila própria para o transporte. Nenê também usa um capacete e um óculos de proteção, sendo que todos os equipamentos são pensados para pets.

Sem agitação, a cadela trata o passeio de forma natural e, Rogério conta, curte o momento junto do tutor. “Quando eu pego a moto ela já fica do lado pulando”, diz aos risos. “Ela gosta de passear, é Maria Gasolina. Coloco a mochila na frente, tipo canguru, e ela fica de boa com o narizinho para frente, olhando a estrada. Ela até faz as curvas junto comigo”.

Figura carimbada entre os amigos do motociclista, Nenê nunca passa despercebida. Na verdade, Rogério afirma que a cadela é bastante calorosa e muito amigável. A influência da pequena é tanta que ela passou a ser considerda como membro do motoclube.

“Ela é brincalhona e carente. Quando chegamos nos lugares, ela vai na perna de todo mundo para abraçar, cumprimentar… Ela é divertida”, diz. O que não falta é gente pedindo para tirar foto com a Nenê – tanto que Rogério afirma que tem muitas fotos da Nenê posando com os amigos dele, mas não guarda nenhuma dos dois na moto. A missão de registrar o momento motociclista de Nenê fica a cargo dos amigos que conseguem presenciar a chegada dos dois.

Nos passeios, Nenê fica passeando livremente entre os convidados e pede carinho para todo mundo. “Eu nunca usei coleira em cachorro porque o cachorro sabe que pode confiar em mim. Todos que tive sempre andaram comigo de boa, sempre aparecem. Eles ficam mais livres assim”, explica. De fato, ele conta que Nenê nunca se perdeu e sempre voltou ao seu lado.

Rogério não anda frequentemente de moto, mas quase todas as vezes em que faz isso tem Nenê junto dele. Isso só não acontece nos dias em que há previsão de chuva, já que a queda d’água pode machucar, ou de frio. “Em caso de imprevistos, estou sempre com a minha capa de chuva, que é bem larga. Me visto e peço para alguém me ajudar a colocar a capa para proteger a Nenê da chuva”, revela, caso o tempo os pegue desprevenidos.

O tutor da cadela conta que o item essencial para a proteção de Nenê, além da mochila, são os óculos para evitar que resíduos como poeira, por exemplo, entrem nos olhos dela. “O capacete acaba sendo mais enfeite. Se eu levasse um tombo, com certeza a vida dela seria perdida. Por isso tenho que tomar cuidado com isso para não machucá-la – ou, caso um acidente aconteça, preciso evitar cair de peito”, aponta.

Grande companheira

Rogério afirma que, na verdade, Nenê era a cachorra da sogra dele – que faleceu há dois anos – e chegou até ela há alguns anos em Praia Grande, litoral de São Paulo. Mesmo não morando com ele, o cuidador afirma que ela era muito apegada a ele. Naquela época, ele também tinha outra cachorra, chamada Frida Safada – que, assim como Nenê, também era famosa pelo carisma e cativava as pessoas por onde passava.

Depois do falecimento da sogra, ele afirma que a cadela o escolheu para ser o tutor dela. “Recebi a Nenê de herança da minha sogra. Foi ela que me adotou”, diz. Há um ano, Rogério também perdeu Frida após a cadela deslocar o fêmur e não resistir à anestesia da cirurgia para correção. “As duas andavam juntas o tempo todo. Inclusive, a Nenê tinha ciúmes da Frida”, lembra.

Além de companheira para as andanças de moto, Nenê também se mostrou ser uma grande fonte de apoio emocional para Rogério. “Se eu não tivesse a Nenê, estaria até hoje chorando pela Frida querida. Acho que eu estaria mais triste, mais desanimado e mais perdido”, conta.

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