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Thor tem cinco anos de idade e ajuda os bombeiros na busca das vítimas atingidas pelo rompimento da barragem da Vale

Na última sexta-feira (25) o país ficou chocado com o rompimento de uma barragem com rejeitos da mineração da Vale.  A cidade de Brumadinho, interior de Minas Gerais foi devastada pela lama. Até o momento, 84 mortes já foram confirmadas e outras 276 pessoas estão desaparecidas. 

Desde o dia da tragédia, centenas de bombeiros trabalham nas buscas pelas vítimas, a maioria soterrada pela lama. Além dos brasileiros, um grupo com 136 militares israelenses e equipamentos de alta tecnologia do país asiático foram enviados a Brumadinho para ajudar no trabalho.

Bombeiros trabalhando nas buscas após tragédia em Brumadinho
Mauro PIMENTEL / AFP
Bombeiros trabalhando nas buscas após tragédia em Brumadinho

Mas, não são só heróis humanos que têm ajudado, muitos cães farejadores estão trabalhando na missão. Entre eles está Thor, de cinco anos de idade, que ganhou uma homenagem de seu companheiro humano. Em entrevista ao SP Invisível, o Sargento Leonardo fez uma declaração sobre o cachorro. 

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"O Thor tem cinco anos e está trabalhando muito, já encontrou um monte de vítimas por aí debaixo dessa lama. Eu já perdi a conta de quantas pessoas ele achou já. Infelizmente, poucas vivas. Esse cão aqui já foi para várias missões comigo. Já esteve em Mariana, Herculano, Sardoá. O Thor trabalha muito comigo. Só hoje já fomos lá no pontilhão e perto do ônibus. Lugares de acessos muito difíceis”, contou o Sargento que convive com o cão há anos. 

Apesar de todo o trabalho, o sargento garantiu que ele está sendo bem tratado e tem tido acompanhamento veterinário. "Agora ele vai descansar, tomar um suplemento vitamínico que os médicos veterinários vão passar para ele e amanhã volta a trabalhar." 

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Não há uma data definida para os trabalhos de busca em Brumadinho serem encerrados. Apesar das chances de encontrar pessoas vivas serem muito baixas, o Tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, disse em entrevista à Rádio Eldorado que o trabalho é feito com "esperança infinita e considerando todas as possibilidades".

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