Poodle gigante é o primeiro cão na Espanha a ser identificado com a variante britânica do coronavírus
Christian Mueller/Shutterstock
Poodle gigante é o primeiro cão na Espanha a ser identificado com a variante britânica do coronavírus

O cachorro de 14 anos era assintomático, mas foi identificado como portador do vírus após ser testado pelo Centro de Vigilância Sanitária Veterinária (VISAVET), na Universidade Complutense de Madrid. Os pesquisadores identificaram até 12 mutações genéticas do Coronavírus, entre elas nove continham características da variante do Reino Unido, conhecida como B117.

Sob o comando do Professor José Manuel Sánchez-Vizcaíno, os pesquisadores do VISAVET têm realizado um estudo em larga escala sobre a prevalência da SARS-CoV2, que produz a Covid-19, em animais domésticos de toda a Espanha, segundo o jornal espanhol La Vanguardia.

As principais descobertas sugerem que o vírus é menos comum em animais de estimação do que em humanos e é quase sempre passado para um animal por seu tutor ou algum cuidador que esteja infectado. Cerca de 95% dos cães ou gatos estudados haviam sido infectados pelo contato com humanos e a maioria não desenvolveu nenhum dos sintomas.

Até o momento, os resultados de cerca de 800 cães e gatos, quase 100 furões, 24 linces e uma marta selvagem foram testados como parte do estudo. Se um animal apresentar um teste positivo para a Covid-19 com um teste PCR, os pesquisadores darão inicio a uma sequencia de análises que lhes permitirão detectar a presença das diversas variantes do novocoronavírus.

A pesquisa está ajudando a aumentar o conhecimento sobre como os coronavírus podem afetar as populações animais. Atualmente, pouco se sabe sobre a transmissibilidade entre os animais de algumas das mais novas variantes que, segundo foi descoberto em pesquisas, se espalham mais rapidamente entre os humanos do que as formas anteriores.

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No Reino Unido, a variante B117 tem sido associada a cardiomiopatias, doenças do músculo cardíaco que afetam seu tamanho, forma e espessura. Surgiu depois que várias regiões da Rússia começaram a vacinar animais de estimação contra o Covid-19 em clínicas veterinárias.

O desenvolvimento foi relatado pela agência de notícias RIA, nesta quarta-feira (26), citando o cão de guarda de segurança agrícola russo. A Rússia declarou em março que havia registrado a primeira vacina para animais contra a covid-19 do mundo , chamada Carnivac-Cov.

Testes mostraram que a vacina gerou anticorpos contra o vírus em cães, gatos, raposas e martas. A Carnivac-Cov foi desenvolvida pelo Centro Federal de Saúde Animal, de acordo com a mídia russa. É a primeira e, até o momento, única vacina contra o coronavírus para animais no mundo, de acordo com o chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária, Konstantin Savenkov.

“Todos os animais vacinados testados desenvolveram anticorpos contra o coronavírus em todos os casos” alegou Konstantin. Os cães militares foram vacinados antes de sua aparição no desfile da Praça Vermelha, em 9 de maio, em celebração ao aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.

Com informações do jornal britânico Mail Online

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