O primeiro caso do novo coronavírus no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (26). O vírus Sars-CoV-2 surgiu em Wuhan, na China, e está deixando o mundo inteiro assustado pelo seu poder de disseminação. Uma das dúvidas mais frequentes é se os animais de estimação podem ser contaminados e passar o vírus para o dono. 

Caroline Mouco, veterinária do Hospital Vet Popular, explica que cães e gatos podem sim ter coronavírus, mas não o tipo que se tornou uma epidemia recentemente. "O coronavírus é apenas o nome de um vírus, seu sobrenome que difere a espécie acometida, transmissão, letalidade e caráter zoonótico. Os tipos asiáticos são o MERS e o SARS, já o canino é o  CCoV e os felinos são o   FECV e o FIPV ", afrima sobre as cepas do vírus. 

cachorro e gato no chão arrow-options
Reprodução Pinterest
Cães e gatos também podem ter coronavírus, mas a cepa do vírus é diferente

Assim, de acordo com a veterinária, nenhuma dono deve se preocupar, já que tanto o CCoV canino, quanto os FECV e FIPV felinos, não são transmissíveis aos seres humanos, apenas entre espécies. Além disso, as doenças nos animais já são muito conhecidas: veterinários sabem bem os sintomas, formas para o dignóstico e tratamento. A prevenção é feito por meio de vacinação e consultas frequentes ao veterinário. 

coronavirose canina , como a doença é chamada pelos veterinários, afeta principalmente o sistema digestório dos cães. Os principais sintomas são diarreia e vômito. Em fases mais avançadas o cachorro pode apresentar anorexia e desidratação. Quando não tratado ou diagnosticado, o cão pode ir a óbito.  

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coronavírus felino também atinge o sistema digestivo, levando a uma gastrointerite crônica e causando diarreia. O grande problema da doença está na capacidade de mutação do vírus, o que causa a peritonite infecciosa felina (FIP), uma doença fatal. Seus principais sintomas são febre, vômitos, perda de apetite, diarreia e convulsões. 

Os coronavírus canino e felino são transmitidos pelo contato com fezes contaminadas. Para evitar o contágio o ideal é a vacinação. "A vacina é bem eficiente. Deve- se vacinar os animais e manter a higiene no ambiente que ele vive, assim como evitar contato com  fezes de outros bichos", indica a veterinária Caroline Mouco. 


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