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A rinotraqueíte não é transmissível para os seres humanos. Entretanto, ela é capaz de provocar muito sofrimento para o gatinho

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, a rinotraqueíte felina é responsável por cerca de 40 a 45% das infecções respiratórias felinas. A doença é causada pelo HVF -1, um herpesvírus cujo uma das principais características é a capacidade de contagiar ativamente as células do hospedeiro ou ficar quiescente, permanecendo dormente dentro delas sem as destruir ou ser detectado.

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Apesar de perigosa e capaz de causar muito sofrimento para o gatinho, se tratada corretamente a rinotraqueíte raramente é fatal nos pets. Os sintomas da doença são muito similares aos da gripe humana, sendo facilmente transmitido de animal para animal e tendo o seu período de incubação (tempo, após o contágio inicial, que a doença demora para se manifestar) muito curto. Muitas vezes o sistema imunológico do animal consegue se curar sozinho, mas nesses casos a doença pode se reativar em situações de stress.

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Método de transmissão

O vírus é eliminado pelo animal  doente por meio de secreções nasais, lacrimais e pela saliva. A transmissão da doença se dá principalmente quando outros felinos entram em contato com esses fluídos. Espirros e tosses também podem ser um  foco transmissor da patologia.

Por conta que a doença é capaz de ficar quiescente, ela pode se manifestar inclusive em animais que aparentemente estavam saudáveis. Segundo um artigo publicado pelo pesquisador Ellis TM, em 1981, nos Estados Unidos, esses casos são mais recorrentes quando o animal é atingido por outra patologia ou é exposto a grande estresse (como mudança de casa ou aparecimento de outro gato na família), fatores que enfraquecem o seu sistema imunológico. Pets com até 1 ano de idade também são mais suscetíveis à patologia.

Se contraída durante a gestação, a rinotraqueíte também pode ser transmitida via feto para o filhote. Mas na maioria dos casos, a mãe doente acaba por abortar. Felizmente, a doença não é transmissível para os seres humanos.

Os sintomas da rinotraqueíte são similares aos de uma gripe humana.
Reprodução/Shutterstock
Os sintomas da rinotraqueíte são similares aos de uma gripe humana.


Sintomas da doença

Os sintomas da doença podem ser facilmente identificados pelo dono do animal, sendo que os principais deles são:

  • Muitos espirros seguidos;
  • Secreções no nariz;
  • Dificuldade de respirar;
  • Secreção purulenta nos olhos (excesso de remela);
  • Ulceração da córnea, que pode ser identificada pela dificuldade do animal em abrir os olhos;
  • Dermatite (inflamação da pele ao redor dos olhos);
  • Lesões dolorosas na boca, língua e lábios;
  • Salivação;
  • Perda de peso;
  • Desidratação. 

Um animal que já contraiu a rinotraqueíte mas se curou, ou que só teve a doença dormente, pode voltar a apresentar esses sintomas - principalmente em situações de stress. Mas nesses casos eles aparecem reduzidos e com menos agressividade por conta que o organismo do animal já reconhece a patologia.

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Tratamento

Se algum dos sintomas acima for manifestado, leve o seu gatinho imediatamente para o veterinário. Geralmente são analisados o histórico clínico, de vacinas e outras doenças dos animais juntamente com uma bateria de exames. Caso tenha acontecido alguma mudança repentina na vida do animal, não deixe de informar o médico.

O tratamento geralmente é realizado com antivirais, colírios, antibióticos para tratar eventuais infecções, oxigenoterapia, fluidoterapia (nos casos de desidratação) e suplemento nutricional extra. Se tudo ocorrer bem, a previsão é que os sintomas se amenizem ou desapareçam em até 10 dias.

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É importante lembrar que, como várias outras doenças, a rinotraqueíte pode ser prevenida por meio da vacinação. Outras medidas preventivas incluem a higiene do espaço onde o gato se encontra e evitar a aglomeração de muitas animais no mesmo ambiente.

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