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A úlcera de córnea é proveniente de ferimentos nos olhos dos cães e, em seus quadros mais graves, pode resultar na perda do órgão

Você provavelmente sabe o quanto é doloroso quando um cisco cai no seu olho. Imagine então se ele sofre uma lesão! Esse evento acontece com os cães, é chamado de úlcera de córnea e pode causar muito sofrimento se não for tratado adequadamente. A doença é classificada em diversos tipos, variando segundo a gravidade, profundidade e extensão. 

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A úlcera de córnea não é incomum, muitos donos de animais os levam a clínicas veterinárias em busca de uma solução para essa enfermidade. Cabe aos tutores dos pets identificarem os primeiros sinais de problemas e tomar as medidas cabíveis!

O que é a úlcera de córnea?

Algumas raças, como as braquicefálicas (grupo que se encaixa os pugs e bulldogs) visitam mais frequentemente os oftalmologista veterinário. Isso se agrava quando os pets desse grupo são lagoftalmos - ou seja, não conseguem fechar completamente as suas pálpebras. Um exemplo que sintetiza essa condição é o Shitzu. Por terem os seus olhos mais expostos é mais provável que lesões aconteçam. 

O tratamento da úlcera de córnea consiste na aplicação de antibióticos e anti-inflamatórios com base em colírio na área lesionada.
Reprodução/ Shutterstock
O tratamento da úlcera de córnea consiste na aplicação de antibióticos e anti-inflamatórios com base em colírio na área lesionada.


Esses ferimentos podem provir de diversas formas, desde brigas com outros animais, objetos batendo na córnea ou até mesmo o chamado "autotraumatismo", que acontece quando o cão coça o próprio olho por acidente ou por estar irritado. Outras causas externas, como produtos químicos inadequados para animais (como alguns xampus), alterações nas pálpebras e cílios, ressecamento e infecções causadas por virus (como o da Cinomose nos cães e o Herpesvírus nos gatos) podem ajudar a construir o quadro da doença. 

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Como identificar a úlcera de córnea?

O blefaroespasmo (nome dado pelos veterinários para a dor ocular) é o sintoma mais comum da úlcera. Nesses casos o animal pisca muito ou não consegue abrir o olho machucado. Outros sinais incluem lacrimejamento excessivo, coceira nos olhos, secreção ocular (também conhecidas como "remelas"), vermelhidão em volta da região e a córnea mais esbranquiçada. 

Para que a doença seja diagnosticada, além dos sintomas já citados, alguns exames específicos precisam ser realizados. Eles não são complexos e podem ser feitos durante um atendimento clínico normal. O teste mais famoso para se detectar a úlcera é a fluoresceína, onde é usado um corante para exaltar a área lesionada. 

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O tratamento da úlcera de córnea pode ser influenciado por uma série de fatores; esses que incluem a profundidade e gravidade do ferimento. O mais comum consiste na aplicação de antibióticos e anti-inflamatórios em forma de colírio. É necessário que essas medidas sejam tomadas imediatamente após o diagnóstico, evitando assim infecções que podem fazer com que o animal chegue até mesmo a perder o olho!

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