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As duas primeiras penas da asa precisam ser preservadas durante o corte; confira como ele deve ser feito

Existe uma série de mistificações em volta do procedimento de aparar as asas de uma calopsita. Muitas pessoas afirmam que isso é um ato cruel contra os bichinhos, pois privam eles do direito de voar. Mas o processo, se feito corretamente, ainda permite que se alce voo. A diferença é que o animal vai conseguir a planar apenas por uma distância delimitada, evitando assim que ele fuja e se envolva em situações perigosas. 

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Aparar as asas do pet não o transforma em um animal terrestre. O ato de voar é essencial para uma ave; que o usa para se locomover, evitar predadores, se alimentar e se exercitar. O procedimento torna o pet mais manso, evita acidentes (como colisões contra objetos e paredes), dá mais liberdade para o bichinho fora da gaiola e o torna o ambiente caseiro mais controlável. 

Como aparar as asas de uma calopsita?

Esse não é um procedimento difícil, mas exige paciência e habilidade em manter o pássaro imobilizado em sua mão. O ideal é que seja realizado por duas pessoas, onde uma segura a ave e a outra realiza o corte. Caso você seja um criador inexperiente, procure a orientação de um veterinário.

Quais penas eu devo cortar?

No momento do corte, é importante preservar as duas primeiras penas das asas da ave - que são as principais responsáveis pelo equilíbrio do animal. A partir desse ponto, as outras 8 penas deverão ser cortadas - as calopsitas tem um total de 10 penas primárias.

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Reprodução/ Shutterstock modificado
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Não corte muito próximo ao "caule" da asa, onde as penas são mais espessas. Isso pode gerar problemas de equilíbrio ou até mesmo machucar o animal. A ave também precisará de um período de adaptação à nova condição. Mantenha um poleiro próximo ao chão durante algumas semanas. 

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Os problemas de um corte incorreto

É vital que esse procedimento seja feito da maneira correta, caso contrário a saúde e qualidade de vida do bichinho será comprometida. Penas mal cortadas podem resultar em:

  • Perda de equilíbrio, ocasionando quedas e machucados no animal;
  • Lesões nas asas que, em muitos casos, podem ser definitivas;
  • Perda de sangue nas penas que ainda estavam em fase de desenvolvimento;

Além disso, por conta do medo de se machucar, o pássaro pode se mostrar excessivamente estressado e medroso em se deslocar na gaiola e em outros espaços. 

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Mesmo após aparar as asas a calopsita ainda precisa de supervisão constante quando fora da gaiola. Fique atento com o crescimento das penas, o procedimento precisa ser repetido sempre que elas atingirem certo comprimento. 

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