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Esse problema é ortopédico e o ideal é ser diagnosticado ainda no início para ter um tratamento efetivo

Ao adotar um pet  todo cuidado é pouco para ele não se machucar, ficar sempre confortável e evitar desenvolver qualquer tipo de doença. Mantendo uma alimentação saudável e um ritmo de exercícios e qualidade de vida, o cão ou gato não terá problemas de saúde, certo? Errado. Ele pode, sim, ter complicações, em especial ortopédicas, mesmo vivendo de forma equilibrada, como é o caso da luxação da patela.

Luxação da patela afeta o joelho e a mobilidade do pet e pode ser causada por origem genética, obesidade ou traumas
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Luxação da patela afeta o joelho e a mobilidade do pet e pode ser causada por origem genética, obesidade ou traumas

Esse quadro de saúde é de origem ortopédica e prejudica a região do joelho do pet e consequentemente toda sua movimentação. É comum veterinários atenderem casos dessa enfermidade. Por isso, é preciso saber se é possível evitar a luxação da patela , como tratar o animal e maneiras de melhorar a qualidade de vida dele, apesar dessa situação.

O que é luxação da patela

Primeiro, é preciso entender o que acontece com o corpo do pet. A patela, também chamada de rótula, é um osso do joelho responsável por alinhar o músculo do quadríceps (no quadril) e, portanto, responsável por segurar boa parte da estrutura óssea. Quando ocorre a luxação (ou inchaço) dessa área, há um desencaixe das articulações - o que causa uma dor severa.

É mais recorrente em cães de pequeno porte e em gatos obesos e ao mesmo tempo bem ativos. No geral, todas as raças podem ter esse problema, mas em especial as seguintes:

  • Poodle
  • Shih Tzu
  • Dashchund
  • Pug
  • Chihuahua
  • Bichon Frisé
  • Lhasa Apso 
  • Pequinês
Luxação da patela é recorrente e afeta a mobilidade do pet, sendo mais comum em raças pequenas de cães e em gatos obesos e ativos
Reprodução/ Shutterstock
Luxação da patela é recorrente e afeta a mobilidade do pet, sendo mais comum em raças pequenas de cães e em gatos obesos e ativos

Mas é claro que algumas raças de grande porte também podem ter, como o Golden Retriever, Labrador Retriever , Cocker Spaniel e o Bulldog Inglês . Normalmente os cães maiores têm mais tendência a desenvolver problemas na articulação, devido ao peso sobre a estrutura óssea. A partir de determinada idade (ou logo quando se é filhote) o corpo não consegue acompanhar os quilos a mais e os ossos sofrem.

No caso dos bichanos, a complicação está mais ligada ao tipo de estilo de vida do animal do que à raça dele. Se ele é sedentário demais ou se por outro lado é ativo e está sempre pulando e caindo, tem mais chance de ter a luxação. No entanto, o gato da raça  Bengal é um dos que mais aparece no consultário veterinário com esse tipo de problema.

Possíveis causas

O principal fator que desencadeia a luxação da patela é a questão genética. Muitas vezes, os cães já nascem com aquela condição, que aparece em algum momento da vida do pet por alguns sintomas.

Já no caso dos gatos as causas podem ser evitadas em alguns casos: quedas, saltos e exercícios que exigem muito do corpo tendem a reverter para um quadro complicado. Normalmente felinos que têm uma vida muito ativa, dependendo do esforço, prejudica a região da patela.

Como dito antes, animais obesos estão ainda mais propensos à essa situação, porque acabam forçando a estrutura do joelho, mesmo que sem querer, de forma a desenvolver traumas.

A luxação da patela apresenta sintomas como pata mancando, inchaço nas articulações e apoiar-se em uma das patas
Reprodução/ Shutterstock
A luxação da patela apresenta sintomas como pata mancando, inchaço nas articulações e apoiar-se em uma das patas














Tipos de luxação da patela

A luxação da patela tem diferentes níveis de gravidade e afeta cada animal de uma maneira diferente. Para entender qual pode ter acometido seu pet, confira do mais ameno para o caso mais grave:

  1. O veterinário manipula de forma fácil a patela, soltando-a. Dessa forma ela volta automaticamente para o lugar.
  2. Nesse caso a patela sai sozinha do lugar e fica indo e voltando, mas sempre para a posição certa. Porém, já é recomendada a cirurgia para evitar esse problema. 
  3. A patela sai sozinha do lugar, mas precisa do veterinário para reencaixá-la ou o próprio animal consegue se movimentar e fazê-la voltar esticando a perna para trás e tentando colocar a patela no sulco patelar.
  4. Esse grau é tão sério que a intervenção cirúrgica é obrigatória. O movimento da perna do próprio cachorro não auxilia no processo, nem a manipulação do veterinário. É importante lembrar que nesse estágio a cirurgia apenas ameniza a situação, mas não cura totalmente e é provável o pet perder boa parte do movimento da perna e do joelho. 

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Principais sintomas

Nem sempre os animais acometidos por essa complicação vão deixar os sinais claros, mas é comum observar certo incômodo e alterações no físico do pet. Normalmente ele começa a mancar bastante, com uma ou duas pernas, e pode ser diariamente ou só de vez em quando, mas costuma ser recorrente. Para tentar melhorar o quadro, ele tenta esticar a perna para trás durante a caminhada.

As articulações parecem inchadas e o animal se incomoda ao ser tocado na região. As dores são irregulares e pioram ainda mais durante o frio e em ambientes de temperatura muito baixa. Visualmente nota-se um movimento da parte inferior do joelho para fora (lateral) ou para dentro (medial), de acordo com o lado luxado.

É possível perceber também que ele faz de tudo para não apoiar o peso em uma das pernas (geralmente a machucada), principalmente quando vai fazer xixi ou mesmo enquanto caminha, deixando-a suspensa. Dessa forma, ele não consegue mais pular ou dar saltos muito altos. 


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Há prevenção?

Na verdade, no caso de cães que têm o problema por origem genética, só resta ao tutor esperar o surgimento de algum sintoma e iniciar o tratamento o mais rápido possível. 

Gatos obesos  devem ter seus hábitos alimentares e físicos alterados, de forma a perder peso e ter uma vida mais saudável. Isso ameniza em grande parte qualquer tipo de complicação nas articulações e nos ossos. Além disso, o ideal é o felino não dar saltos muito altos nem pulos com os quais possa se machucar ou ter uma queda perigosa. Tudo isso exige em excesso do corpo e pode desenvolver problemas até na velhice.

Tratamento

Para diagnosticar o problema, além da avaliação médica, é preciso tirar um raio-X (exame de imagem) para ter certeza e pode identificar ou não uma possível displasia coxofemoral

Normalmente, depois da cirurgia ou em caso de uma complicação na mobilidade, a  fisioterapia veterinária é o mais adequado para melhorar a qualidade de vida do animal e permitir movimentos completos novamente. Mas isso varia da necessidade do pet no processo pós-cirúrgico da luxação da patela.

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