Muitas pessoas ainda acreditam que animais de estimação e bebês não podem conviver juntos. As justificativas são muitas e vão desde prejudicar a saúde da criança até causar acidentes e atrapalhar o desenvolvimento. Porém, cada vez mais especialistas estão quebrando esses mitos. O dia a dia também pode mostrar o contrário, como é o caso de Geovana Borba, mãe de uma bebê de oito meses e dona de uma gata

Como Geovana mora no mesmo prédio que a mãe, a bebê ainda convive diariamente com a cadela da avó. A relação com os dois animais é bastante tranquila: ela abraça e brinca. Hoje a mãe acredita que a convivência faz com que a filha cresça “com mais anticorpos”, mas nem sempre foi assim. No início, a estudante de engenharia ficou receosa com a interação, e só liberou depois da bebê ter tomado todas as vacinas. “Não acho que tínhamos que ter esperado, hoje eu vejo que foi medo da nossa cabeça”, afirma ela, que está grávida novamente e deseja que seu novo filho tenha contato com os animais desde o primeiro dia. 

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criança com fato
reprodução shutterstock
A relação dos animais com as crianças pode ser muito benéfica

Thaís Matos, veterin ária da Dog Hero concorda com a visão de Geovana, e afirma que os pets podem ajudar muito no desenvolvimento da criança, tanto na saúde, quanto nas habilidades sociais e no controle das emoções, quesitos que serão importantes para o resto da vida. "O contato saudável com animais desde cedo faz com que o sistema imunológico dos pequenos se fortaleça e fique bem menos propenso a condições como alergias crônicas e até mesmo asma", explica.

Contudo, para a harmonia ser completa, os cuidados com os cães neste momento também devem ser levados em conta. Os adestradores Douglas Gouvea e Michelle Araújo, criadores da empresa DogWalker, separaram 6 dicas para preparar o animal para a chegada de um novo integrante na família, confira.

1. Decida os espaços em conjunto

É importante decidir o quanto antes se o animal poderá entrar no ambiente em que a criança vai ficar. Se não puder, é necessário fazer a retirada antes do bebê chegar. “Caso contrário, o pet pode associar a criança a algo negativo e ter um comportamento que não desejamos”, explica Michelle.

2. Manter a rotina e dar atenção

É preciso entender que os pets, assim como os bebês, merecem atenção e carinho. Mantenha as brincadeiras, sempre mostrando que há uma criança na casa. Não mude seu comportamento com o bichinho, ele pode sentir. 

3. Levar o cheiro do bebê até o pet

Uma dica para o animal se acostumar logo com o neném é levar uma toalha para deixar com a criança na maternidade. Antes de voltar para casa, apresentar essa toalha para o animal. O cheiro da criança estará no pano e quando ela chegar em casa, o pet já estará familiarizado.

4.  Não afastar o bebê do cachorro

Quando o bebê chegar, não tire o animal de perto dele. Coloque o pézinho para o cachorro ou o gato cheirar e sentir a nova energia da casa. “A amizade só vai crescer”, afirma Douglas.

5. Redobrar a higiene da casa

Sempre que der, recolha as necessidades do cãozinho na hora que ele fizer e, quando voltar dos passeios, use um lenço umedecido para limpar as patinhas. Dessa forma, a sujeira que vem de fora não afetará o bebê nem o animal.

6. Passear com o pet

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é recomendável que mulheres grávidas pratiquem, pelo menos, três horas de exercício físico. Passear com o animal é uma forma de manter o corpo da mamãe, o bebê e o pet saudáveis. Além de ser uma ótima forma de passar um tempo com o pet, mostrando que nada mudará com a chegada do novo membro da família.


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