Para quem tem um animal de estimação, seja cachorro ou gato, deixar o animal sozinho durante viagens ou longos períodos fora de casa não é uma opção. Uma solução para esses momentos em que o pet precisa de supervisão e cuidado são os pet sitters, mais conhecidas como babás de animal. Essas pessoas vão até a casa do dono ou acolhem os animais em suas próprias casas.

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Falando assim a profissão parece dos sonhos, afinal, para quem gosta de animais estar cercado deles é sempre muito bom. Mas a rotina é muitas vezes corrida, exige paciência e dedicação. Duas pet sitters contam como é o dia a dia delas. 

Vivian Regolin (@viveranimalservicos) começou sua jornada na profissão em 2013, logo depois de adotar um gato. Ela tinha um emprego "comum" e com o tempo decidiu se dedicar 100% a cuidar de animais. "Sou Pet Sitter, Dog Walker e Comportamentalista de Felinos. Como atendo em diversas regiões de São Paulo, não paro um minuto no dia”, conta. 

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Vivian Regolin / acervo pessoal
Vivian Regolin e seu gato Tigre

Já Vivian Reis (@petsitter_vi), teve uma trajetória um pouco diferente, começou no período da faculdade de medicina veterinária por necessidade. “Estudava no período vespertino e era muito difícil encontrar estágio”, conta. Atualmente ela utiliza a profissão como renda complementar, mas tem certeza que este ano ele se tornará sua fonte principal de renda. 

O que une as duas é o amor pelos animais e a preocupação de garantir o bem-estar deles. “Como estamos lidando com vidas, tudo tem que ser feito com muita responsabilidade, muito carinho, cuidado e amor. É importante entender cada animal para analisar até o estado de saúde deles durante o período que você estará cuidando”, conta Vivian Regolin. 

Deixar sua estabilidade financeira para se dedicar apenas aos animais foi por causa do destino. Em 2017 ela foi demitida de seu emprego, e decidiu então não voltar mais a trabalhar com humanos, e garante que é bem menos estressante. “Lidamos com vidas, por isso o serviço requer muita concentração, muita responsabilidade. Apesar de ser um trabalho cansativo, a felicidade ao fazer o que amo vale mais.”

Para se tornar pet sitter, segundo Vivian, é preciso ter força de vontade, mas não basta só gostar dos animais. “Estude muito, faça cursos com diversos profissionais da área, leia muito, obtenha muito conhecimento, e sempre, não apenas para começar, peça ajuda a outros profissionais”, completa. Primeiros socorros, técnicas comportamentais e paciência são apenas alguns dos conhecimentos necessários para manter os cuidados em dia.

Não se esquecer de seguir a rotina do animal também é de extrema importância. “Muita recreação e alimentação adequada. No caso de cachorros: passeios também fazem parte dos cuidados. E, se necessário, e com orientação do veterinário, também medicamos o pet”, diz Vivian. Os horários dependem de babá para babá, mas no caso dela, o dia começa cedo, às 8h, e termina por volta das 18h, mas tudo depende da demanda: por isso, o ideal é ter bastante tempo livre para tomar conta dos clientes.

E, para quem pensa que o maior desafio é lidar com animais agressivos, ela ainda surpreende. “O mais difícil é lidar com alguns donos”, afirma. “Ou quando temos que atender uma casa em que o  gato está agressivo - o que na maioria das vezes acontece por culpa do tutor.” Além disso, o cuidado com o animal é como se ele fosse dela, e não de outra pessoa. “Eu tenho um gato muito especial e único. Ele é meu bebê e atendo todos meus clientes como se estivesse atendendo o meu bebê”, revela.

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Vivian Regolin / acervo pessoal
Vivian Regolin e Dudu, um de seus clientes

Se você pretende utilizar os serviços de um pet sitter, elas dão dicas de como pesquisar o profissional. Primeiro, pedir indicações aos amigos. “Tentar conhecer a profissional em detalhes, saber de sua experiência, cursos, atualizações e referências.” Marcar uma visita inicial em casa também garante que tanto o animal quanto a babá vão se dar bem e conhecer o temperamento um do outro.

Outra dica é saber onde o animal vai ficar se a pet sitter oferecer hospedagem. “Observar o local onde seu pet ficará e com quem ficará”, afirmam. Por isso, conhecer minuciosamente o profissional que está oferecendo o serviço é de extrema importância.

Já os valores podem variar de babá para babá. Uma delas, por exemplo, utiliza o seguinte critério: casas com até 2 cachorros ou 4 gatos tem um valor. “Acima desse número, tem um extra por animal. Sim, uma casa com mais desse número de animais demanda muito mais da gente”, finaliza. A localização também interfere no valor final do serviço, já que a forma de locomoção muda. A outra cobra acréscimo por animal, já que a limpeza, cuidado e atenção são redobrados quando existe mais de um pet para ser cuidado.

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