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Por mais que o dono queira passar tempo junto do cão, é preciso avaliar se correr o risco vale a pena

O verão chega e com ele, para muitos, as férias. Como é época de calor no Brasil, um dos destinos favoritos é a praia. Mas o que fazer com o cachorro? Para incluir o amigo peludo na viagem, muitos tutores acabam levando seus animais de estimação junto. Porém, levar o pet à praia pode ser perigoso se o dono não tomar certos cuidados.

Segundo a veterinária e diretora do Grupo Vet Popular, Caroline Mouco Moretti, quem quer levar o pet à praia precisa primeiro verificar se o animal está em condições de saúde para tal. “Eles devem estar com a sua vacina múltipla (v8 ou v10) contra raiva, gripe e giárdia, em dia. Vermifugação e antipulga também devem estar atualizados de acordo com a orientação do médico veterinário de confiança”, explica.

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Levar o cão na praia pode ser divertido mas é preciso ficar atento aos cuidados

O maior problema, de acordo com a veterinária, é uma doença chamada Dirofilariose. “Essa é uma patologia transmitida através da picada de mosquitos e que pode ser adquirida em qualquer ambiente, mas no ambiente praiano, como encontramos mais mosquitos, as chances de contrair a doença aumentam. O mosquito, ao picar o cão , aloja um verme que se hospeda no coração.” 

A dirofilariose, em seu primeiro estágio não tem sintomas, o que faz com que o diagnóstico seja feito muito tarde, podendo levar o animal a morte. Outra doença que também pode ser transmitida por mosquitos em qualquer lugar mas tem mais incidência no litoral é a leishmaniose, que é fatal para os pets. A prevenção é a melhor forma de combater e pode ser feita com o uso de repelentes prórprios para pets. O principal sintoma dessa doenças  são as feriadas na pele. 

Além dessas doenças, outros perigos da praia para os cães são: dermatopatias, verminoses, giardíase, gastroenterites e conjuntivite. O calor também é um grande vilão, podendo deixar o pet desidratado e com queimaduras nas almofadinhas das patas caso o dono não se atente a temperatura do chão.

Outros cuidados a serem tomados

"É preciso manter os pets bem hidratados, oferecer água em temperatura agradável, passear com eles apenas em horários menos quentes (antes das 10hrs após 16hrs)”, continua Caroline. Ela também conta que usar protetor solar , principalmente se o animal tiver falhas de pigmentação na pele, é de extrema importância para evitar queimaduras.

Deve-se evitar que o cão entre no mar, principalmente onde é mais fundo. O contato da água com o canal auditivo pode causar desconforto, além de outros problemas. “A ingestão dessa água mesmo que de maneira acidental também não é benéfica, podendo ocasionar vômitos, diarreias e indisposições”, explica. É importante lembrar que o animal também não está acostumado a nadar contra a corrente, e pode entrar em fadiga e se afogar.

Por último, a comida e água oferecidas ao  cachorro devem sempre ser frescas. “Se o animal se alimenta da ração seca, essa deve ser observada com mais atenção, já que a saliva do pet pode deixar a o restante do alimento úmido, murcho e contaminado, trazendo insetos que acabam contaminando a comida”, finaliza a veterinária.