Um em cada cinco plantões veterinários tem irregularidades
Reprodução
Um em cada cinco plantões veterinários tem irregularidades

Um em cada cinco clínicas e hospitais veterinários que oferecem atendimento de urgência e emergência no Brasil apresentou irregularidades durante fiscalização realizada pelo Sistema Conselho Federal e Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (Sistema CFMV/CRMVs).

A operação, que vistoriou 1.127 estabelecimentos em todo o país, encontrou 82 casos d e ausência de veterinários durante os plantões, além de 258 inconformidades estruturais e administrativas.

A ação ocorreu entre os dias 6 e 14 de junho, dentro do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) 2026, e traçou, pela primeira vez, um panorama nacional sobre o funcionamento dos serviços veterinários de plantão.

Durante a operação, também foram fiscalizados 1.198 profissionais e realizados 1.382 atos fiscalizatórios, com a participação de 25 Conselhos Regionais de Medicina Veterinária.

Ausência de profissionais

Nos estabelecimentos que anunciam atendimento de plantão, principalmente aqueles com funcionamento 24 horas e internação, a presença do veterinário é obrigatória para avaliar pacientes, definir tratamentos e tomar decisões rápidas em casos de urgência e emergência.

Segundo o CFMV, a ausência desse profissional pode atrasar procedimentos essenciais, comprometer o acompanhamento de animais internados e até favorecer o exercício ilegal da profissão.

Para a presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Ana Elisa Almeida, o serviço anunciado precisa corresponder ao atendimento oferecido.

Quando um estabelecimento anuncia atendimento de plantão, assume um compromisso com a sociedade. Quem procura esse serviço espera encontrar um médico-veterinário apto a avaliar o paciente e tomar decisões imediatas em situações que podem definir a vida de um animal. A fiscalização existe para garantir que esse compromisso seja cumprido, promovendo melhorias contínuas e fortalecendo a confiança da população nos serviços veterinários.


Principais problemas encontrados

Além da falta de profissionais durante os plantões, a fiscalização apontou deficiências relacionadas à estrutura e à regularização dos estabelecimentos.

Entre as principais irregularidades identificadas estão:

  • Ausência de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART): 29,5%;
  • Falta de espaço para conservação temporária de animais mortos: 26%;
  • Ausência de ambiente de descanso para as equipes: 24,4%;
  • Falta de sanitários ou vestiários: 18,7%;
  • Ausência de ambiente destinado à alimentação: 5,8%;
  • Estabelecimentos sem registro no Sistema CFMV/CRMVs: 5%;
  • Ausência de arquivo médico: 2,3%.

Dados vão orientar novas fiscalizações

De acordo com a chefe do Setor de Fiscalização do CFMV e coordenadora nacional da operação, Patrícia Stolano, a presença do médico-veterinário durante os plantões é essencial para garantir a segurança dos atendimentos.

É o médico-veterinário quem possui competência técnica para avaliar o paciente, definir o tratamento, realizar procedimentos e tomar decisões imediatas em situações de urgência e emergência. Sua ausência pode atrasar intervenções essenciais, comprometer o acompanhamento de animais internados e favorecer o exercício ilegal da profissão por pessoas não habilitadas.


Segundo o Conselho, além de identificar irregularidades, o levantamento servirá como base para aperfeiçoar o Plano Nacional de Fiscalização, orientar os estabelecimentos sobre as exigências da legislação e contribuir para a melhoria dos serviços veterinários oferecidos à população.

    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes