
Uma capivara com um objeto preso ao tórax está mobilizando uma operação de resgate em Piracicaba, no interior de São Paulo.
A força-tarefa montou uma estrutura de contenção no local onde o animal é visto com frequência, a fim de permitir a retirada do objeto com segurança.
O espaço foi preparado com cercamento e técnicas específicas para permitir a captura com segurança. Desde a conclusão da montagem, equipes acompanham diariamente a movimentação da capivara e aguardam o momento mais adequado para realizar o manejo.
Segundo a Divisão de Proteção Animal, a captura depende de o animal se deslocar espontaneamente até o local preparado. Por se tratar de um animal silvestre, a operação exige planejamento para evitar estresse e reduzir riscos durante a abordagem.
Para não atrapalhar o trabalho, o ponto exato onde a estrutura foi instalada não foi divulgado. A orientação é para que moradores evitem se aproximar da área, já que a presença de pessoas pode afastar o animal e comprometer a ação.
Durante o monitoramento, os técnicos também identificaram outra capivara com ferimentos aparentes. A avaliação indica que as lesões são compatíveis com disputas territoriais entre indivíduos do mesmo grupo, comportamento considerado comum na espécie, sem necessidade de intervenção.
De acordo com a Prefeitura, o caso da capivara com o objeto preso exige atuação direta por envolver material de origem humana. A administração também alerta para o descarte irregular de lixo nas margens do rio, que pode representar risco para os animais silvestres.
Capivaras
As capivaras conquistaram a simpatia dos brasileiros e das redes sociais com seu jeito tranquilo à beira d’água.
Porém, por trás da aparência dócil, há uma espécie extremamente sociável, organizada em grupos e que demanda atenção e respeito ao seu comportamento natural.
Ao Canal do Pet, a bióloga Mayara Oliveira explica que a capivara é o maior roedor do mundo, capaz de chegar a 70 kg e ultrapassar 1 metro de comprimento, o que já a torna uma espécie bastante singular.
"São animais herbívoros, vivem próximos a lagos, rios, represas e são encontrados em praticamente todos os biomas brasileiros.”
Essas características fazem das capivaras verdadeiras atletas aquáticas. Elas passam grande parte do tempo submersas, usando a água tanto como proteção quanto como área de descanso.
“São animais territorialistas, vivem em bandos formados sempre por 1 macho alfa, várias fêmeas e vários filhotes. Permanecem a maior parte do tempo dentro da água, e saem para se alimentar e descansar".
Elas são mais ativas ao amanhecer e ao anoitecer e podem se tornar ainda mais noturnas, especialmente em áreas urbanas, como forma de evitar a presença de humanos.