
Adotar um animal de estimação é mais do que levar um bichinho para casa: é abrir espaço no coração e na rotina para um novo membro da família. Para quem recebe seu primeiro pet, a experiência é marcada por alegria, aprendizado e, muitas vezes, dúvidas sobre os cuidados necessários — especialmente no que diz respeito à alimentação, fundamental para garantir saúde e bem-estar .
A médica-veterinária Juliana Soncin, responsável pela capacitação técnica da Adimax, orienta tutores de primeira viagem sobre como adaptar a rotina alimentar do novo companheiro, seja ele filhote, adulto ou idoso.
A idade ideal para adoção
Filhotes devem permanecer com a mãe por pelo menos 45 dias, período crucial para a nutrição, imunidade e primeiros aprendizados sociais. Entretanto, especialistas recomendam que a adoção ocorra entre dois e três meses de idade, garantindo melhor socialização e maior independência. Em casos de resgate, quando os animais são encontrados antes desse período, é essencial oferecer cuidados veterinários adequados para que se desenvolvam de forma saudável.
Alimentação na fase inicial
Durante o crescimento, cães e gatos devem receber uma alimentação completa e balanceada específica para filhotes. Esses alimentos possuem maior teor de proteínas, energia e gordura, além de nutrientes essenciais como o DHA, importante para o desenvolvimento cerebral e visual.
A quantidade diária de alimento deve ser dividida em, no mínimo, três refeições para filhotes, respeitando a capacidade do estômago. No caso de gatos, recomenda-se deixar o alimento disponível ao longo do dia, respeitando a quantidade indicada na embalagem. Para cães adultos, duas ou três refeições diárias são ideais.
Transição de alimentos
Ao trocar a ração, o processo deve ser gradual para evitar desconfortos digestivos. Filhotes órfãos ou adotados precocemente podem necessitar de colostro comercial ou papinha de desmame antes de iniciar a alimentação sólida. Rejeições nos primeiros dias são comuns devido ao estresse da mudança de ambiente e separação da mãe; manter a mesma ração e um local tranquilo ajuda na adaptação.
Cuidado com alimentos humanos
Alguns alimentos da dieta humana podem ser tóxicos para cães e gatos. Chocolate, uvas, alho, cebola, xilitol, macadâmia e sementes de frutas estão entre os mais perigosos, podendo causar desde problemas digestivos até complicações graves nos órgãos.
Como identificar ração de qualidade
Uma boa ração é indicada por veterinários e avaliada pelo comportamento do animal, qualidade das fezes e saúde da pelagem. Ingredientes funcionais como antioxidantes, fibras e ômega 3 também agregam benefícios além da nutrição básica. Além disso, optar por marcas confiáveis e transparentes é fundamental para garantir segurança e bem-estar do pet.
Alimentação para cães sênior
A ração para cães idosos foca em preservar a saúde das articulações, manter a massa muscular, auxiliar na função renal e promover equilíbrio intestinal. Cães de porte médio e grande são considerados sênior a partir dos cinco anos, enquanto cães pequenos e mini a partir dos sete anos.
Para Juliana Soncin, o principal conselho aos novos tutores é atenção, paciência e informação: “Cada escolha alimentar influencia diretamente na saúde e na qualidade de vida do pet. Com cuidados adequados, a adaptação será muito mais tranquila e prazerosa para ambos”.