Os Beagles detectores Covid garantiram que os escritórios da BARK na Canal Street estivessem seguros antes que os funcionários retornassem em outubro
BioScent Inc.
Os Beagles detectores Covid garantiram que os escritórios da BARK na Canal Street estivessem seguros antes que os funcionários retornassem em outubro

Cães farejadores se tornaram uma arma inesperada para o combate contra a pandemia da covid-19,  sendo especialmente treinados desde filhotes para identificar o vírus, os animais foram enviados da Flórida para Nova York e Massachusetts, onde estão vasculhando escolas por precaução, antes do retorno das aulas.

Em entrevista à CBS News, Jonathan Darling, oficial de informações públicas do xerife do condado de Bristol, disse que os cães adoram trabalhar e "quando eles não estão trabalhando, eles só querem te dar beijos e nós amamos isso. Eles são tão fofos".

Dois Labradores foram enviados do escritório do xerife para a Florida International University, especializada em treinar cães para encontrar a Covid em pessoas e superfícies por meio do Centro Forense e de Justiça Global, em um campus em Miami.

Pesquisas realizadas desde 1993 por pesquisadores da Universidade da Florida treinaram cães para identificar diferentes características de odores de fungos e vírus, a partir de 2020 o novo coronavírus foi adicionado à lista.

“Os cães foram testados em dados coletados e publicados com 99,6% de precisão”, disse Kip Schultz, gerente do programa de treinamento, ao The New York Post nesta quinta-feira (6), afirmando ser um ótimo resultado. Ele ainda acrescentou que, no momento, os cachorros são de vital importância no combate contra o vírus.

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Os filhotes treinados foram enviados à Nova York desde o começo da pandemia, embora os cães da NYPD (Departamento de Polícia de Nova York) não tenham sido treinados para reconhecer o novo vírus.

Uma empresa especializada em serviços voltados para animais de estimação chamada BARK, de Chinatown procurou uma das maiores empresas do segmento para garantir que os escritórios estariam livres do vírus antes que os funcionários retornassem após o período de bloqueio.

“Os cães estão no centro de tudo o que fazemos, então fez todo o sentido trabalhar com cães farejadores da Covid quando estávamos considerando nosso plano de retorno ao escritório”, disse o porta-voz da empresa Stacie Grissom, nesta quinta-feira.

Além do combate ao vírus, os animais também serviam como distração para os funcionários. Por terem focinhos mais sensíveis do que a média, os cães da raça Beagle foram especialmente escolhidos para o treinamento especializado, da mesma forma como são feitos para detectar explosivos, drogas e até insetos como percevejos.

Heather Junqueira, dona da BioScent, afirmou ter sido relativamente complicado adquirir amostras no início, mas que conseguiram obter sucesso, com 22 filhotes treinados. Segundo ela, há uma desvantagem de que os cães que foram treinados para detectar o vírus não poderão ser treinados novamente para identificar outros cheiros, mas que é provável que eles fiquem bem ocupados por algum tempo.

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