Doenças atingem a cartilagem e a estrutura osséa dos pets.
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Doenças atingem a cartilagem e a estrutura osséa dos pets.

Animais mancando ou com mobilidade reduzida podem ser sinais de doenças que atingem os ossos e a cartilagem, como a osteoporose e a artrose. Caracterizada como uma doença degenerativa, a artrose se desenvolve nas articulações dos animais. Desse modo, cães e gatos passam a sofrer perda na elasticidade e, por consequência, têm a locomoção prejudicada. De acordo com Larissa de Lucca Druwe Lima, médica veterinária, a sobrecarga na articulação desprotegida promove o desgaste ósseo e faz com que o animal se movimente cada vez menos e de forma mais lenta, além de sentir mais dor.

A osteoporose, por sua vez, acomete cães e gatos provocando a diminuição da absorção de cálcio, deixando os ossos mais frágeis. Devido a essa conjuntura, pets ficam com uma densidade óssea menor, apresentando maior risco para fraturas. É mais comum nos animais idosos: de acordo com a profissional, com o envelhecimento, ocorre perda de massa óssea naturalmente, superando a formação de novo tecido ósseo. Porém, pode ser observada em animais mais jovens com doenças concomitantes ou devido à predisposição genética. 

“Além disso, algumas doenças podem também levar à diminuição da massa óssea, como o hiperparatireoidismo renal. Outro ponto importante é a nutrição, pets que recebem uma dieta inadequada quando jovens ou na fase adulta podem apresentar má formação do esqueleto e maior risco de osteoporose quando idoso”, explica. 

A artrose, por ser uma doença degenerativa, também é mais comum em gatos e cães idosos, pois é um processo natural de desgaste da cartilagem com o passar da idade. No entanto, também pode ser observada em pets mais jovens. “Algumas raças podem ser mais predispostas para o desenvolvimento de artrose, assim como o maior risco em pets obesos devido à sobrecarga articular”, pontua. 

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Prevenção

Ambas as doenças podem ser evitadas com os cuidados necessários, que vão desde a disposição dos móveis até a rotina de atividades físicas dos pets. De acordo com a médica veterinária, é preciso proporcionar um ambiente seguro, possibilitando qualidade de vida desde a fase de filhote do animal. “O gato ou o cão devem estar em um ambiente seguro e consiga sempre se locomover de maneira confortável, evitando subir em locais muito altos, como camas e sofás. Evitar pisos lisos que podem desequilibrar e sobrecarregar as articulações também é importante, e sempre fornecer acessos como rampas para acesso em locais mais altos”, diz. 

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Manter uma rotina de exercícios adequados e conforme as necessidades de cada pet também é importante para a saúde óssea e articular. Outro fator a ser analisado é a alimentação, já que uma dieta balanceada fornece os nutrientes necessários para a saúde dos bichinhos. “Sempre oferecer alimentos de qualidade, completos e balanceados. Mas o controle da quantidade de alimento também é fundamental, para evitar o excesso de calorias e consequentemente sobrepeso e obesidade, que pode predispor às doenças degenerativas que falamos”, aponta. 

Tratamentos 

A artrose é uma doença degenerativa progressiva e sem cura, mas pode ser controlada, principalmente se for diagnosticada precocemente. Larissa salienta que o tratamento irá depender do estágio da doença, podendo ser utilizado medicamentos específicos para controle de dor, diminuição da inflamação e para proteção das articulações. “Outro ponto importante que mostra bons resultados no tratamento da artrose em gatos e cães é a realização de fisioterapia veterinária. Casos mais graves podem ter necessidade de intervenção cirúrgica, porém o médico veterinário é o mais recomendado para determinar o tratamento específico para cada caso”, esclarece. 

Larissa ainda deixa claro que, para gatos e cães com osteoporose diagnosticada, o tratamento pode variar entre ajustes na alimentação, escolha de um alimento de alta qualidade e específico para a necessidade do pet, até a utilização de suplementos vitamínicos à base de cálcio, fósforo e vitamina D.

A artrose e a osteoporose atingem os pets de diferentes raças e portes, visto que são influenciadas por aspectos do ambiente em que o animal vive, a alimentação e o tipo de piso da casa, por exemplo. “Algumas raças podem apresentar maior predisposição ao aparecimento de doenças do sistema locomotor, como o Pastor Alemão, Rottweiler, Pit Bull, Labrador e Golden Retriever. Raças miniaturas e de porte pequeno também podem apresentar maior risco para doenças articulares principalmente, como Yorkshire, Poodle, Lulu da Pomerânia e Dachshund”, finaliza. 

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