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Um asilo muito fofinho para pets

Infelizmente, muitos dos cães idosos acabam em abrigos quando eles atingem o fim de suas vidas, e suas chances de serem adotados podem ser pequenas. Uma organização tem esperanças de diminuir o stress de cachorros idosos que se encontraram em um lugar assustador e nada familiar. 

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Monkey's House é um "asilo santuário" que abriga cachorros idosos e em estado terminal e os oferece amor e carinho até o fim de seus dias. 

Michele e Jeff Allen começaram a adotar cachorros no fim de suas vidas no ano de 2010. Depois deles terem acolhido o primeiro, Michele Allen reconheceu a urgência com a qual cachorros doentes e idosos precisavam de um lugar para passar o fim de suas vidas.

"Eu vi que não existia nenhum recurso disponível para um cachorro que precisasse de cuidados no final de sua vida," disse Michelle Allen. "Como muitas pessoas envolvidas no resgate, nós sempre sentimos a necessidade de fazer tudo o que estiver ao nosso alcançe para eles."

O casal fundou a Monkey's House em abril de 2015, na sua fazenda em Burlington Country, Nova Jersey, querendo ajudar mais cachorros de abrigo, focando nos idosos e naqueles com problemas de saúde muito sérios e terminais.

Eles se inspiraram para abrir o santuário depois de adotar um cachorro de 15 anos "inadotável" com um severo problema no coração que chegou ao abrigo local. Monkey, como eles o nomearam, roubou seus corações. Eventualmente, eles conseguiram controlar sua doença cardíaca para que ele vivesse com eles por outros 17 meses.

Desde que abriram a Monkey's House, os Allen já adotaram aproximadamente 58 cachorros que se encontravam no fim de suas vidas. Um dos cachorros é Daisy, uma Chihuahua de 10 anos de idade que, no ano de 2013, chegou ao Voorhees Animal Orphanage em Nova Jersey com um câncer estomacal tão grande que seus órgãos estavam do lado de fora de seu corpo. 

Através de cuidados veterinários, cirurgia e medicação, os Allens foram capazes de estabilizar Daisy e a deixar confortável o suficiente para que ela se sentisse melhor. Daisy se encontra no Monkey's House há quase dois anos - "muito tempo", de acordo com Allen - e apesar dela ter passado por altos e baixos, Daisy conseguiu aproveitar uma vida relativamente normal.

"Estando doente como Daisy está, ela ainda é forte," disse Allen. "Mas ela é tremendamente amável."

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Outro cachorro que vive em Monkey's é Bullwinkle, e estima-se que ele já tem mais de 10 anos de idade. Bullwinkle chegou ao Monkey's House em dezembro de 2016, cego e surdo.

Bullwinkle também tinha problemas cardíacos significantes, câncer, artrite, problemas de pele, uma tosse persistente e tinha passado por uma cirurgia para arrancar suas cordas vocais pelo seu antigo dono. Passando por tudo isso, Bullwinkle continua sendo um cachorro muito doce. "Ele é muito feliz e amável," disse Allen.

Uma das coisas favoritas de Allen sobre o cachorro Bullwinkle é que ele não faz ideia de que é um cão grande. "Ele pensa que é um cachorro pequeno," ela disse. "Ele deita na cama de cachorros pequenos, bebe das pequenas tigelas e se junta aos cachorros pequenos. Ele gosta de ficar na frente deles, então ele faz um bom abrigo."

Ela relembrou uma história de depois que Bullwinkle havia chegado ao Monkey's House, antes que ela e seu marido percebessem que ele era cego. "Nós o levamos a uma dessas lojas de animais onde você pode dar banho nos cachorro e quando eu fui para o caixa depois pagar, ele ficou acidentalmente batendo em todo o display da loja," contou Allen. "Ele é atrapalhado, mas se comporta bem."

Daisy e Bullwinkle são somente dois dois 23 cachorros que atualmente habitam o Monkey's, e isso é sem contar outros 3 cachorros e 2 gatos que os Allens também adotaram. 

É claro que dá muito trabalho cuidar desses cachorros em estado terminal. Eles precisam de visitas regulares ao veterinário para receberem medicamentos tradicionais, mas os Allens também utilizam fisioterapia, assim como uma técnica de terapia chinesa, para cuidar das doenças e sintomas dos cachorros que agora estão vivendo os fins de suas vidas sob os seus cuidados.

"Nós não compramos toda a comida deles em lojas, o que faz com que eles melhorem de muitos dos sintomas que apresentavam assim que chegam para viver com a gente," disse Michele Allen. "Todo o cachorro tem a sua própria dieta especial que pode ser crua ou cozinhada em casa. Nós também seguimos a filosofia de 'comer limpo' para aumentar a qualidade de vida deles."

"Eles passam os seus duas fazendo demandas descabidas de seus humanos, que estão muito felizes de obedecer," disse Allen.

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Enquanto tirar uma soneca pode ser o passatempo favorito de muitos dos cachorros que vivem no Monkey's, os Allens e seus voluntários planejam viagens para os cães. Allen disse que eles tentam encontrar áreas mais pacatas para que eles possam relaxar sem se preocuparem que os cachorros irão encontrar muitas pessoas."

A mobilidade não limita essas viagens de forma alguma. Os cachorros podem ser carregados por voluntários durante os passeios ou andar em carrinhos, e os Allens tentam levar todos os cachorros para esses passeios. "É como a manhã de Natal quando nós estamos prestes a sair para viajar," disse Allen. "É como se eles pudessem sentir que algo diferente está prestes a acontecer - e é muito gratificante sair com eles em uma aventura. Ficamos com um sentimento muito alegre ao fim do passeio."

Toda essa diversão ajuda a ofuscar a invitável tristeza de ter que dar adeus a alguns dos cachorros do Monkey's House. Quando um cachorro está com problemas severos para respirar, ou tendo convulsões sem parar, ou uma dor que não vai embora, Allen sabe que é hora de deixá-los ir.

"Se eles estão bem e eles estão em meus braços quando os seus olhos perdem o brilho, eu não sinto mais a necessidade de correr com eles para o veterinário," disse Allen. "Nós fizemos tudo o que estava no nosso alcançe, e nós queremos que seja tudo da forma que eles querem. Independente da maneira que eles estão lidando com isso, eu quero que eles se sintam seguros e amados."

Apesar de nunca ser fácil ter que dizer adeus, os Allens e seu grande número de voluntários têm uns aos outros para pedir suporte. "Nós somos uma família, e isso tudo tem uma granda carga emocional para todos," disse Allen. "Nós precisamos uns dos outros."

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Confira fotos do Instagram da Monkey's House:



































































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