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A doença avançou para os centros urbanos trazendo alerta para aqueles que têm cães; hoje (10) é o Dia do Combate à Leishmaniose

A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença que deixou de ser restrita à áreas de mata e muito úmidas e chegou às outras zonas do país, inclusive na Grande São Paulo. Como o Brasil possui 90% dos casos da enfermidade no mundo todo, o dia 10 de agosto foi escolhido como Dia do Combate à Leishmaniose Visceral Canina para conscientização. 

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Brasil detém 90% dos casos de Leishmaniose Visceral Canina do mundo


Transmitida pelo mosquito palha, a LVC é uma zoonose , ou seja, afeta cães e humanos. Como a doença avançou recentemente para os centros urbanos, é comum que muitos médicos veterinários não associem os sintomas rapidamente. “Consequentemente isso adia o tratamento, fazendo com que o problema se agrave”, explica Ricardo Cabral, veterinário da Virbac.

Antigamente os animais diagnostitcados eram encaminhados para a eutanásia e por isso muitos donos ficavam com receio de levá-los ao veterinário. Hoje, apesar de ser considerada fatal, já existe um remédio para a doença.  “O tratamento é feito por 28 dias seguidos, e os animais devem ser monitorados a cada quatro meses, pois um novo ciclo pode ser reiniciado se necessário. A doença não tem cura definitiva e os cuidados são para a vida toda”, completa Ricardo.

O diagnóstico é feito via exames laboratoriais, já que os sintomas são muito abrangentes.

Sintomas da Leishmaniose Visceral Canina

  • Apatia;
  • Descamações na pele;
  •  Quedas de pelos;
  • Emagrecimento;
  • Lacrimejamento nos olhos;
  • Crescimento anormal das unhas.

Sintomas da Leishmaniose Visceral Humana:

  • Baço inchado;
  • Fígado inchado;
  • Fraqueza;
  • Febre longa.

A principal medida para prevenir a Leishmaniose é o combate ao mosquito transmissor. A doença não é transmitida de cães para humanos, como muitos pensam. “O pet é apenas o reservatório do parasita e a transmissão depende sempre da presença do mosquito vetor”, explica o veterinário. Por isso, é sempre preciso monitorar as condições de clima e locais em que as fêmeas gostam de depositar seus ovos. “Essa espécie prolifera-se em regiões úmidas e com depósitos de lixo a céu aberto (locais com muita matéria orgânica)”, finaliza.