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Se for bem cuidado, o periquito dificilmente será atingido por estas doenças

Todos os animais ficam doentes, independente da espécie. Por isso, quem deseja ter um pet de estimação precisa estar ciente que deverá se dedicar a saúde dele, dando todas as vacinas, levando regularmente ao veterinário e prestando atenção aos sinais de doenças. Estas regras valem também para quem tem um periquito australiano.

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Esta pequena ave é considerada o terceiro animal mais presente nas casas ao redor do mundo. Ou seja, é um bichinho bastante popular e que precisa de dedicação. O  periquito australiano  é saudável e se for bem cuidado raramente irá adoecer, mas ele não esta imune a todas as enfermidade. Pensando nisso, conheça as doenças que mais atingem esta ave e previna-se.

Por mais saudável que seja, o periquito australiano não é imune a doenças
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Por mais saudável que seja, o periquito australiano não é imune a doenças


Falta de iodo

Esta doença aparece quando há falta de iodo no organismo. Ela é comum nas aves que consomem uma mistura de sementes pouco variada, principalmente se existe excesso de milho. A ausência de iodo, a longo prazo, leva ao mau sintetizamento dos hormônios T3 e T4 pela glândula da tiroide, pois o iodo é o elemento fundamente deste processo. A glândula se hipertrofia para tentar manter a produção dos hormônios, provocando o abaulamento do disco no pescoço.

Dentre os sintomas, pode-se notar a formaçado de um "caroço" no pescoço, alterações na voz, dificuldade na respiração e regurgitação da comida. O crescimento excessivo da tireiode causa compressão do esôfago e traqueia. O tratamento deste problema costuma ser simples. Colocar iodo na água do bebedouro e a mudança na dieta costumam ser suficientes. Durante este período, reduza os alimentos com muito líquido, como frutas, pois leva a diminuição da necessidade de beber água. 

Oferecer uma dieta equilibrada é a melhor forma de previnir a falta de iodo. Algumas verduras contêm bastante iodo, de forma que fornecer tais alimentos algumas vezes na semana ajuda na prevenção. 

Parasitas internos

Periquitos domésticos são difíceis de contrair parasitas, mas aves que viviam em viveiros populosos e em ambientes sujos podem ter estas pragas. Existem dois tipos:

  • Parasitas macroscópicos: os ascarídeos são provavelmente os mais frequentes em periquitos, mas raramente visto nos domésticos. Estes parasitas vivem no intestino e provocam diarreia, perda de peso, diminuição do brilho e vivacidade da plumagem. Leve a ave para o veterinário e realize um exame de fezes, um modo fácil de detectar os ovos dos ascarídeos. O tratamento costuma ser com ivermectina, albendazol ou fembendazol. 
  • Parasitas microscópicos: giardia ou coccidios são os mais frequentes neste caso. Eles causam diarreia intermitente ou aguda, plumagem com aspecto de sujo, perda de peso e apatia. Um exame de fezes também é bastante eficaz para detectar giardias ou coccidios. Ave doente precisará ser isolada caso viva com companheiros, passar por uma desinfecção e tratamento com remédios. O problema pode ser facilmente resolvido se detectado a tempo. 

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A ida ao veterinário é imprescindível para a saúde da ave
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A ida ao veterinário é imprescindível para a saúde da ave


Sarna knemidocóptica

Esta doença é causada por um ácaro do gênero cnemidocoptes. Ele provoca uma hiperqueratose (espessamento do estrato córneo, a camada mais externa da epiderme) ou o engrossamente da pele das patas e cera do bico. Este crescimento dérmico leva a sensação de "escamas nas pernas" e, se não for tratado, pode causar a deformação do bico. Leve a ave ao veterinário e, para o dignóstico, ele pedirá a raspagem das lesões para observar no microscópico este ácaro.  

A ivermectina costuma ser o tratamento mais comum e eficaz, podendo ser administrado via subctânea, instramuscular e oral. Consulte o médico para saber qual a quantidade exata de medicamento e quando dias usá-lo. Pode ser recomendado repetir o tratamento no final de duas semanas, sendo às vezes preciso uma terceira aplicação. 

Clamidiose

A clamidiose aparece por causa do agente Chlamydia psittaci de forma subclínia, sem sintomas aparente. Situações de estresse, como mudanças ambientais, doenças, superlotação e falta de higiene costumam causar o desenvolvimento da doença. A bactéria é excretada nas fezes, urinas, secreções nasofaríngeas e nasais. Pode ser contagiosa. 

Os sintomas desta doença são: conjuntivite, ruídos ao respirar, urinas e fezes na cor verde, dificuldades na respiração, diarreia e, em casos mais graves, letargia, apatia e anorexia. Assim que observar tais sinais, leve o periquito ao veterinário para a realização de exames. Possivelmente será pedido um teste serológico no qual se mede o aumento de imunoglobulinas M ou a técnica chamada PCR, que evidencia o material genético da bactéria. Nem todas as infecções por Chlamydia são graves, pois irá depender do tipo de bactéria. 

Para o tratamento, o uso do antibiótico doxiciclina é o mais eficaz. Ele será administrado durante cerca de 45 dias por via oral, podendo ser um xarope ou uma solução em pó. Em alguns casos, pode ser preciso injetar o medicamento nos músculos peitorais da ave a cada 7 dias, durante 7 semanas seguidas. A escolha do modo de uso do doxiciclina dependerá das recomendações do veterinário. 

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Existem algumas atitudes básicas que podem previnir a clamidiose. Evitar o estresse da ave, sempre limpar o ambiente, não oferecer um local super populoso e nem colocar indivíduos com a procedência desconhecida junto com periquitos saudáveis. Esta bactéria também pode infectar pessoas, então veterinários e proprietário precisam ter cuidado. 

Algumas atitudes simples no dia a dia garantem a boa saúde do periquito
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Algumas atitudes simples no dia a dia garantem a boa saúde do periquito


Piolhos

Piolhos atingem animais e humanos, são uma verdadeira praga. Estes parasitas se enfiam debaixo das penas por causa da má higiene. A inquietação da ave e penas arrepiadas são os principais sinais de piolho. Leve-o ao veterinário para dar o medicamento correto.

Catarro gastrointestinal

A ingestão de alimentos adulterados ou comidas sem lavar são as principais causar desta doença. Dentre os sintoma, o periquito fica triste, apresenta uma cor violeta, a parte superior do peito fica muito distendida, as penas arrepiadas e deixam de comer. Infelizmente, o catarro gastrointestinal é incurável e a ave morrem de 3 a 5 dias. Para previnir, sempre ofereça alimentos limpos e bem lavados. 

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Ao menor sinal de doença, leve imediatamente seu periquito australiano ao veterinário. Só ele pode dignosticar e oferecer o tratamento correto. Jamais automedique a ave. 

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