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O lado emocional pode prejudicar o estômago do animal de várias formas

Não é raro cachorros desenvolverem problemas estomacais, seja porque comeram o que não deveriam ou por alguma questão emocional que afete seu trato gastrointestinal. Muitas vezes os tutores subestimam os sintomas do cachorro e acham que é só mais uma dor de barriga causada por objetos engolidos. Mas pode ser sinal de uma inflamação muito mais séria, como a gastrite em cães.

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Saiba como identificar a gastrite em cães e maneiras de evitá-la
Reprodução Pinterest
Saiba como identificar a gastrite em cães e maneiras de evitá-la

Algumas raças, inclusive, têm maior sensibilidade no estômago e pode passar mal com certos alimentos, precisando de uma dieta mais restritiva. Muitos animais comem de tudo um pouco e não sentem nada, mas geralmente aqueles acostumados à ração desde cedo têm o estômago mais sensível. No caso da gastrite em cães , é uma complicação que vai além de uma simples sensibilidade e necessita de tratamento específico.

Caracterizado por uma inflamação da mucosa que reveste as paredes internas do estômago, esse problema de saúde pode ser agudo ou crônico. 

Gastrite aguda X crônica

A aguda é aquela causada por eventos esporádicos e pode acontecer apenas uma vez na vida do cão. A intoxicação por medicamentos inadequados, por ingestão de plantas, substâncias químicas ou objetos estranhos pode levar a esse quadro. Infecções provocadas por vírus ou bactérias são ainda possíveis causadores desse tipo de gastrite. 

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Saiba como identificar a gastrite em cães e maneiras de evitá-la
Reprodução/ Redes Sociais
Saiba como identificar a gastrite em cães e maneiras de evitá-la

Certos sinais clínicos podem transparecer esse problema de saúde no animal, como vômito, falta de apetite, mal-estar, febre e dores abdominais. 

Nesse caso, o veterinário deve ser consultado com rapidez, porque esse processo pode desenvolver até uma úlcera no pet. Além da análise do médico, alguns exames complementares podem auxiliar no diagnóstico do cachorro. Lembrando que dado o resultado dos testes, só o especialista pode receitar medicamentos ou qualquer tipo de tratamento.

No caso da gastrite crônica, a inflamação pode voltar de forma recorrente e no geral é provocada por microrganismos, como o helicobacter pylori, um tipo de bactéria. Doenças inflamatórias ou autoimunes e algumas reações alérgicas podem resultar nesse tipo de gastrite. O vômito e a falta de apetite são possíveis indicadores do problema crônico. Endoscopia, biópsia e outros exames costumam ser aplicados para se obter o diagnóstico.

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Saiba como identificar a gastrite em cães e maneiras de evitá-la
Reprodução/ Redes Sociais
Saiba como identificar a gastrite em cães e maneiras de evitá-la

O médico também é responsável por sinalizar o tratamento mais adequado, além do cuidado com a alimentação do pet que deve ser priorizado.

Uma das reações do pet ao sentir dores no estômago é comer grama, o que provoca ainda mais diarreia e vômito, mas indica uma limpeza do trato gastrointestinal.

Causas e prevenção

Prevenir esse tipo de inflamação não é tão difícil e boa parte desse processo deve partir do tutor. Evitar o contato do pet com produtos químicos, com certos alimentos que só humanos podem comer e principalmente com o lixo da casa, já é um bom começo. A ingestão de objetos indevidos ou contaminados pode irritar o estômago do animal e provocar problemas ainda maiores do que a gastrite.

O cão também não deve passar por distúrbios emocionais ou estresse, à medida que isso vai afetando seu estômago e pode levar inclusive a úlceras.

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Saiba como identificar a gastrite em cães e maneiras de evitá-la
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A alimentação do animal precisa estar sempre balanceada e rica em nutrientes. O cuidado com o tipo de ração a oferecer ao pet pode influenciar em todo o processo. O problema é quando a comida que já é apropriada para cães começa a fazer mal. Cada um deve comer a ração específica para seu porte, idade e até raça, dependendo do caso. 

Se o cão apresentar resistência para comer a ração ou seu corpo realmente rejeitá-la, trocá-la por outra pode ser uma opção. O ideal, porém, é não trocar de forma brusca. Misture um pouco da antiga com a nova, para o animal se acostumar aos poucos.

Medicamentos, principalmente anti-inflamatórios, demandam prescrição do veterinário e muita cautela ao dar ao pet. Dependendo do tipo de remédio pode não fazer bem para a região estomacal do bicho. Depois de mais ou menos duas semanas, provavelmente o pet já estará habituado.

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