Cachorro na praia
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Cachorro na praia

O verão e o período de férias aumentam a circulação de pessoas nas praias de todo o país e, cada vez mais, de animais de estimação.

Para muitos tutores, l evar o cão para sentir a areia, o vento e o mar faz parte do lazer em família. No entanto, o que parece um passeio simples pode exigir mais atenção do que se imagina quando o assunto é saúde e bem-estar animal.

Calor intenso, exposição prolongada ao sol, mudanças na rotina e contato com um ambiente desconhecido podem representar riscos para os pets se não houver preparo. 

Em entrevista ao Canal do Pet , a veterinária Mayara Andrade explica que a praia pode, sim, fazer parte da rotina dos cães, desde que o tutor esteja atento a regras locais e às necessidades do animal.

“A praia pode ser estimulante para o cão, mas a mudança de rotina deve ser feita com cuidado. O  ideal é não mudar o alimento nesse momento, ou seja, manter o alimento de qualidade que o pet já está habituado a consumir, nos horários de alimentação parecidos com os de casa”, orienta.

Segundo ela, manter hábitos conhecidos ajuda o animal a lidar melhor com o estímulo novo. Mudanças bruscas na dieta, somadas ao calor e ao ambiente novo, podem desencadear problemas gastrointestinais.

Sol, pele e patas

Ao observar cães na praia, é comum vê-los animados, correndo e explorando o espaço. Mas nem sempre o corpo acompanha o entusiasmo.

Veterinária Mayara Andrade
Arquivo pessoal
Veterinária Mayara Andrade

A exposição solar é um dos principais pontos de alerta, especialmente para animais de pelagem clara ou com pouca proteção natural em regiões como focinho, orelhas e abdômen.

“Outro cuidado importante é com a temperatura da areia, ou até mesmo outras superfícies, como a grama de jardim, por exemplo, que podem queimar os coxins”, explica Mayara.

Ela sugere um teste simples: se a areia estiver quente demais para a mão, também estará para as patas do pet.

Protetores solares específicos para cães podem ser aliados, desde que indicados por um veterinário. Produtos humanos, alerta a especialista, não devem ser usados.

Hidratação e sombra

Diferentemente dos humanos, os cães não regulam a temperatura corporal pelo suor. A troca de calor acontece, principalmente, pela respiração, o que torna o calor intenso ainda mais perigoso. Nesse cenário, pausas frequentes, sombra e água fresca deixam de ser conforto e passam a ser necessidade.

“Levar um guarda-sol, tenda ou criar sombras frequentes onde o cão possa descansar e se abrigar do sol, além de oferecer pausas regulares e água fresca, ajuda a manter o pet confortável e seguro”, orienta ao  Canal do Pet.

Segundo a veterinária, a desidratação pode ocorrer rapidamente, especialmente perto do mar.

Pós-praia

Tomando todos os cuidados necessários, os cães podem aproveitar ao máximo as férias em família
Boykoimages/Freepik
Tomando todos os cuidados necessários, os cães podem aproveitar ao máximo as férias em família

O passeio termina, mas os cuidados não. Ao chegar em casa, o enxágue com água doce ajuda a remover sal, areia e microrganismos que podem causar irritações na pele.

Em alguns casos, o veterinário pode indicar produtos específicos para a higiene pós-praia, especialmente para animais com pele sensível.

Mayara explica que o passeio ideal é aquele que respeita os limites do animal.

“Levar o cão à praia pode ser uma experiência fantástica para toda a família, mas desde que feita com responsabilidade, respeito às normas locais e cuidados com a saúde física e emocional do pet”, finaliza.

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