
A expectativa de vida dos cães costuma variar entre cinco e 18 anos, conforme o porte e a raça.
Ainda assim, alguns animais rompem essa barreira e se tornam exceções notáveis. No Brasil, os registros mais impressionantes de longevidade têm origem em Santa Catarina.
O caso mais emblemático é o de Tico, cachorro sem raça definida que viveu em Florianópolis e morreu aos 25 anos. Considerando a comparação popular que equivale cada ano canino a sete anos humanos, o animal teria alcançado algo próximo a 175 anos.
Antes dele, o título de cão mais velho do país pertencia a Fred, um pinscher de Xaxim, no Oeste catarinense, que ganhou projeção nacional em 2018 ao completar 24 anos.
No cenário internacional, o recorde pertence a Bobi, da raça Rafeiro do Alentejo. O cão viveu em Portugal e morreu em outubro de 2023, aos 31 anos e quase três meses, entrando para a história como o mais longevo já registrado no mundo.
Agora, um novo nome surge entre os possíveis recordistas brasileiros. Pingo, morador de Vinhedo, no interior de São Paulo, completou 22 anos e passou a ser citado como candidato a integrar a lista dos cães mais velhos do país.
Durante grande parte da vida, Pingo foi um cão comunitário em um posto de gasolina da cidade. Longe de ser ignorado, tornou-se mascote do local, recebendo cuidados diários de funcionários e clientes, que garantiam alimentação, água e abrigo.
Há cerca de um ano, o animal passou a viver em um abrigo particular, após a intervenção de Áurea, moradora da região. A iniciativa buscou oferecer mais conforto e tranquilidade ao cão em sua fase mais avançada de vida.