5 perigos para pets nos bloquinhos de carnaval
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5 perigos para pets nos bloquinhos de carnaval

Blocos lotados, música alta e fantasias coloridas já fazem parte do cenário carnavalesco em muitas cidades brasileiras e, cada vez mais, os cães também aparecem nesse ambiente ao lado de seus tutores.

A presença dos pets na festa reflete um novo hábito de convivência, mas traz desafios importantes quando o assunto é saúde e segurança animal.

O Carnaval acontece em um dos períodos mais quentes do ano, com longas exposições ao sol e circulação intensa de pessoas. Para os cães, esse contexto pode representar riscos que vão além do desconforto.

Ao iG, a veterinária Thaiane Ogeda, da Tudodvet, explica que o organismo dos cães tem maior dificuldade para regular a própria temperatura, o que eleva o risco de hipertermia e desidratação.

Diferentemente dos humanos, os cães não transpiram pelo corpo. A troca de calor ocorre principalmente pela respiração e pelas patas, o que os torna mais vulneráveis em ambientes quentes e asfaltos aquecidos.

Além disso, regiões com menos pelos, como focinho, orelhas e abdômen, ficam mais suscetíveis aos efeitos da radiação solar. Segundo a especialista, a proteção da pele deve fazer parte do planejamento.

“A exposição excessiva ao sol pode provocar queimaduras e lesões cutâneas. O protetor solar veterinário ajuda a reduzir esses danos e precisa ser reaplicado ao longo do dia”, orienta.

Outro ponto de atenção são os acessórios típicos da folia. Fantasias e adereços devem ser leves e não limitar movimentos ou respiração. Já a identificação é indispensável: plaquinhas com nome e telefone facilitam o reencontro em caso de fuga, situação comum em ambientes barulhentos.

Veterinária Thaiane Ogeda, da Tudodvet
Arquivo pessoal
Veterinária Thaiane Ogeda, da Tudodvet

A decisão de levar o pet para a festa também precisa considerar o perfil do animal. Filhotes, idosos ou cães sensíveis a ruídos podem sofrer com o excesso de estímulos.

“Sinais como respiração acelerada, apatia ou dificuldade para andar indicam que o passeio deve ser interrompido imediatamente”, alerta Thaiane.

Após a folia, a atenção continua. Limpar patas e pelagem, oferecer água fresca e observar possíveis alterações no comportamento ajudam a evitar  problemas posteriores.

Levar o cão ao Carnaval pode ser prazeroso, desde que a prioridade seja o bem-estar do animal. Curtir a festa com responsabilidade é o que garante que a experiência termine em boas lembranças, para tutores e pets.

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