
A morte de Orelha, cão comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, transformou a rotina do local em luto e indignação. Conhecido por circular livremente entre moradores e visitantes, o animal, de aproximadamente 10 anos, foi encontrado com ferimentos graves após dias desaparecido.
De acordo com relatos, Orelha desapareceu após ser chamado durante a madrugada por um grupo de adolescentes. Na manhã seguinte, foi encontrado ainda com vida, em estado grave, por moradores do bairro.
Ele chegou a ser levado a atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante o procedimento cirúrgico.
Ainda segundo relatos, o porteiro que registrou as agressões em vídeo para formalizar a denúncia relatou ter sido ameaçado por pais dos adolescentes envolvidos. A juíza inicialmente designada para analisar o caso também declarou-se impedida por manter relação próxima com famílias dos adolescentes apontados como agressores, o que levou à redistribuição do processo.
Com a grande repercussão do caso, diversos famosos usaram as redes sociais para pedir responsabilização e reforçar que maus-tratos contra animais são crime.
O comediante Rafael Portugal cobrou punição aos responsáveis. “Vai ter que ter Justiça. (...) Eles precisam entender que existe consequência. Vamos gritar e vamos falar”, afirmou.
A cantora Ana Castela também se manifestou publicamente. “Queria dizer pra vocês que é crime! Matar cachorro é crime (...) Eu estou passando aqui para prestar o meu apoio, não só pelo cachorro Orelha, mas também por todos os outros animais que já sofreram.”
As atrizes Heloísa Périssé, Paula Burlamaqui e Mel Lisboa também se uniram por justiça.