Boa parte do líquido do corpo é perdida durante o vômito e diarreia, por isso é preciso repô-lo de forma controlada
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Boa parte do líquido do corpo é perdida durante o vômito e diarreia, por isso é preciso repô-lo de forma controlada



Com a chegada do verão e das altas temperaturas, a hidratação adequada de cães e gatos se torna um cuidado essencial para a saúde e o bem-estar dos pets.

O aumento do calor interfere diretamente na necessidade diária de água dos animais e exige atenção redobrada dos tutores, mesmo para aqueles que vivem exclusivamente dentro de casa.

De acordo com a veterinária Kelly Carreiro, da Special Dog Company, existe uma média recomendada de consumo diário.

“Em média, cães precisam ingerir cerca de 40 a 60 ml de água por quilo de peso corporal por dia, enquanto gatos consomem em torno de 30 a 50 ml/kg/dia. No verão, esse consumo pode aumentar, a depender do ambiente onde o pet vive e o nível de atividade do animal durante o dia” , explica, em entrevista ao Canal do Pet .

Esse volume, no entanto, não é uma regra fixa. O consumo de água varia conforme características individuais do animal.

“O consumo de água varia conforme porte, idade, nível de atividade, tipo de alimentação (seca ou úmida) e condições de saúde. Pets maiores, mais ativos, filhotes, idosos e aqueles que praticam exercícios ou passam mais tempo ao ar livre tendem a precisar de mais água”, destaca a veterinária.

Quando a hidratação não acontece de forma adequada, o organismo do pet dá sinais claros de alerta.

Entre os principais indícios de desidratação estão “mucosas das gengivas e nariz secas ou pegajosas; apatia e fraqueza; diminuição da elasticidade da pele; urina mais escura ou em menor volume; respiração rápida e ofegante, com a língua para fora (no caso dos cães) olhos fundos (em casos mais graves)”.

veterinária Kelly Carreiro, da Special Dog Company
Arquivo pessoal
veterinária Kelly Carreiro, da Special Dog Company

Mesmo os pets que passam a maior parte do tempo dentro de casa não estão livres dos riscos. Ambientes quentes, com pouca ventilação ou uso constante de ar-condicionado também favorecem a perda de líquidos.

“A hidratação deve ser cuidada com atenção, independentemente de o pet ficar dentro ou fora de casa”, reforça Kelly.

O calor intenso aumenta a perda de líquidos pela respiração, pela regulação da temperatura corporal e, no caso dos cães, até pela transpiração nas patas.

“Como consequência, a necessidade de ingestão hídrica aumenta para evitar desidratação e superaquecimento”, explica a especialista.

Alguns tutores estranham quando o pet bebe pouca água, mesmo em dias quentes, comportamento comum, principalmente entre os gatos. Ainda assim, é preciso atenção.

“No entanto, se houver redução brusca do consumo, apatia, recusa alimentar ou sinais clínicos associados, o responsável pelo per deve procurar orientação do médico-veterinário” , orienta.

Não deixe de ir ao veterinário ao notar seu animal desidratado. Siga as recomendações do profissional e não deixe de fazer a reposição de fluidos
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Não deixe de ir ao veterinário ao notar seu animal desidratado. Siga as recomendações do profissional e não deixe de fazer a reposição de fluidos

Uma alternativa eficiente é incluir alimentos úmidos na rotina. “Uma boa alternativa para aumentar a ingestão hídrica é oferecer alimentos úmidos (patês/sachês) de boa qualidade, e de preferência que sejam completos e balanceados.”

Outro ponto comum de dúvida é sobre a temperatura da água. Segundo Kelly, o ideal é oferecer água limpa e fresca, sem extremos de temperatura, nem quente nem gelada.

Além do tradicional pote de água, existem estratégias seguras que ajudam a estimular a hidratação.

“Algumas estratégias incluem oferecer alimentos úmidos; acrescentar pequenas quantidades de água à alimentação seca, principalmente no alimento para cães filhotes ou idosos; oferecer picolés feitos com sachês e usar fontes de água corrente, que estimulam o consumo, especialmente em gatos”, sugere.

Durante o verão, a troca da água também deve ser mais frequente. “O ideal é trocar a água pelo menos 1 vez ao dia, mantendo o potinho sempre limpo e higienizado, e a água sempre fresca”, orienta a veterinária.

Entre os erros mais comuns cometidos pelos tutores, estão descuidos simples, mas que fazem diferença.

A principal dica é aumentar a ingestão de líquidos
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A principal dica é aumentar a ingestão de líquidos

“Não trocar a água com frequência ou deixar pouca quantidade nos potinhos; utilizar vasilhas não adaptadas ao tamanho e altura do animal; oferecer água imprópria para o consumo e deixar poucos pontos de água disponíveis, principalmente para os gatos”, alerta.

Cães e gatos, inclusive, têm necessidades diferentes. “Gatos tendem a beber menos água naturalmente. Por isso, estratégias extras de estímulo à hidratação são especialmente importantes para felinos”, reforça Kelly.

Em passeios e viagens, os cuidados precisam ser redobrados. “Levar água em recipiente portátil; oferecer água em intervalos regulares; evitar passeios nos horários mais quentes do dia e nunca deixar o pet em locais fechados e quentes, como carros”, conclui.

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