Favoritos da rainha, cães da raça corgi custam três vezes mais caro no Reino Unido
Muhannad Alatawi/Pexels
Favoritos da rainha, cães da raça corgi custam três vezes mais caro no Reino Unido

Famoso por sua aparência de “raposinha” e eternizado como o cão inseparável da Rainha Elizabeth II, o corgi se tornou um daqueles cães que chamam atenção onde passam, não só pelo visual, mas pelo jeito atento e cheio de personalidade.

A monarca britânica criou mais de 30 cães e, após sua morte, a procura por filhotes aumentou tanto que os preços dispararam. Segundo o Pet4Homes, o valor de um corgi chegou a triplicar, alcançando cerca de 2,5 mil libras (R$ 14,5 mil).

Já o perfil nas redes sociais do Otávio, o corgi brasileiro que virou sensação, mostra que nem tudo são flores, há também desafios reais.

Mas nem só de fofura vive um corgi. Atrás das orelhas eretas, do corpo compacto e do jeitão simpático existe um cão ativo, inteligente e que exige dedicação.

Originários do País de Gales, os corgis têm duas variações: o Welsh Corgi Cardigan, com cauda longa e pelagem mais escura, e o Welsh Corgi Pembroke, preferido da Rainha, mais claro e com rabo curto.

Companheiros, sociáveis e muito espertos, são ótimos com crianças e convivem bem com idosos e outros animais. Podem viver em apartamento sem problemas, desde que recebam estímulos diários e tempo de qualidade com o tutor.

A expectativa de vida chega aos 14 anos, período em que eles permanecem atentos a tudo e dispostos a participar de qualquer atividade do dia.

Para além das qualidades, há também os desafios. O tutor do próprio Otávio costuma alertar novos donos sobre os pontos mais difíceis da rotina com a raça.

Ele conta que já viu famílias desistirem do cão por não estarem preparadas para comportamentos típicos do corgi. Confira 7 desafios reais de ter esse pet em casa.

Latidos

Corgi
reprodução shutterstock
Corgi

O corgi foi desenvolvido como cão de pastoreio e alerta, e esse instinto aparece forte no dia a dia.

O latido é potente para um animal tão pequeno e costuma surgir em qualquer situação: passos no corredor, campainha, vozes do vizinho, elevador chegando ou até mudanças no ambiente.

A raça costumalatir quando veem a coleira ou quando alguém chega. Quem mora em condomínio ou prefere silêncio precisa considerar isso.

Pelos por toda parte

A subpelagem densa é marca registrada da raça. O corgi solta pelo durante o ano inteiro, com períodos de queda ainda mais intensa na troca de pelagem e na mudança de estação.

Escovar diariamente ajuda, mas não elimina o problema, é comum encontrar tufos pelos cantos mesmo depois de aspirar a casa.

Tapetes e sofás acumulam ainda mais, e o pelo chega a incorporar ao tecido. Para quem preza por limpeza impecável, esse pode ser um ponto crítico.

Fome sem fim e risco de obesidade

Corgi
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Corgi

Eles devoram a comida sem mastigar e fazem cara de fome cinco minutos depois de comer.

Por terem pernas curtas e corpo alongado, qualquer excesso de peso causa impacto na coluna e aumenta o risco de problemas articulares. Por isso, veterinários insistem no controle rígido da ração, na pesagem diária das porções e na restrição a petiscos extras.

Muitos tutores precisam usar comedouros lentos porque o cão engole a refeição. A tentação de pedir comida do tutor também faz parte da rotina.

Energia 

Apesar do tamanho compacto, o corgi tem energia acumulada de sobra. Caminhadas diárias, atividades ao ar livre e brincadeiras são indispensáveis.

Quando não gasta energia, o cão tende a se tornar ansioso, latir ainda mais e desenvolver comportamentos como perseguir tornozelos, um resquício de seu instinto de pastoreio.

Eles também se dão bem em esportes e gostam de atividades na água, que ajudam a preservar as articulações. Viver em apartamento funciona, desde que haja passeios consistentes.

Coprofagia

Welsh Corgi Cardigan (preto) e Welsh Corgi Pembroke (amarelo)
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Welsh Corgi Cardigan (preto) e Welsh Corgi Pembroke (amarelo)

A coprofagia, conhecida como o hábito de comer fezes, é mais comum no corgi do que muitos imaginam.

Alguns comem o próprio cocô, outros tentam abocanhar o de outros cães durante passeios. O comportamento pode surgir por curiosidade, ansiedade ou simplesmente por hábito, e costuma aparecer com mais força na juventude.

Não há fórmula mágica. O tutor precisa reforçar o treinamento, recolher as fezes rapidamente e observar de perto. Com rotina e paciência, o comportamento tende a diminuir, mas episódios isolados podem aparecer ao longo da vida.

Troca de pelos na fase jovem

Entre os três e sete meses, os filhotes entram na primeira grande troca de pelagem, e isso assusta muitos tutores.

O pelo fica mais ralo e a queda aumenta, dando impressão de que algo está errado, mas é totalmente natural. Essa fase exige banhos mais curtos, escovação frequente e atenção à pele.

Pessoas sensíveis podem apresentar irritações se houver acúmulo de pelos no ambiente, o que torna a limpeza ainda mais importante.

Responsabilidade

O corgi é muito apegado ao tutor e quer participar de tudo. Segue pela casa, acompanha até o banheiro e só relaxa quando está por perto. Sem estímulo suficiente, pode desenvolver ansiedade de separação.

A expansão da raça também trouxe criadores sem preparo, por isso é essencial buscar canis responsáveis e com acompanhamento veterinário.

O cão precisa de boa alimentação, exercícios, adestramento básico e, em alguns casos, cuidados para a coluna. 

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