Mel e sua parceira galinha aquecem os filhotes nos dias frios de inverno
Arquivo Pessoal/Maristela Klutckowski
Mel e sua parceira galinha aquecem os filhotes nos dias frios de inverno

Mel é uma cachorrinha de rua, que foi abandonada em Rio da Luz, um bairro de Jaraguá do Sul (SC). Segundo moradores da região, Mel já estava abandonada por lá havia algum tempo. Ao saber da cachorrinha, a ambientalista Maristela Klutckowski, passou a alimentá-la, até que sumiu.

Maristela então buscou saber de quem era a casa onde Mel costumava ficar em frente ao portão. E descobriu que o cachorro dos moradores da casa, uma família conhecida como Família Luccas, havia “adotado” a cachorra, que estava prenha.

O que encantou os moradores da região, foi a forma como Mel e seus filhotes foram acolhidos pela galinha da família, que a está servindo como lar temporário. A ave “amadrinhou” os filhotes e ajuda a mamãe canina a aquecê-los nos dias gelados de Santa Catarina.

Por ter sido abandonada, Mel costumava ser um pouco arisca, mesmo com outros animais, contudo, após o nascimento dos filhotes, no dia 19 de maio, as coisas ficaram bem mais calmas. Logo que a cadela teve os filhotes, a galinha foi para o ninho, em um processo instintivo de proteção.

Não há ciúmes entre as duas, e Mel aceita muito bem a presença da galinha junto aos filhotes. A ave aquece os filhotes enquanto a mãe canina sai e abre espaço quando ela volta para alimentar os filhotes. É um trabalho cooperativo: “A parceria enterneceu o coração de todos”, disse a ambientalista.

A aproximação entre elas foi tanta, que a comida da galinha foi colocada ao lado da casinha dos cães, para facilitar a rotina.

Como Mel chegou ao lar temporário

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Mel ficava na companhia do cachorro, que é bem maior e que a protegia. Maristela conta que os alimentou por cerca de quatro dias, 

Após algumas conversas, a família aceitou cuidar da cachorrinha, como lar temporário. “A atitude deles é extraordinária! Visto que, sem um lar acolhedor, temos dificuldades em gerir a questão animal e o encontro de possíveis lares definitivos”, contou.

Para disponibilizar para adoção, procuraram um programa municipal para realizar a castração, contudo descobriram que Mel estava prenha, então decidiram esperar que os filhotes nascessem.

Maristela conta que ajuda a família com alimentos para a cachorra e que acompanha de perto o desenvolvimento dos filhotes, os serviços veterinários também foram oferecidos gratuitamente por uma veterinária da região.

Assim que os filhotes conseguirem se alimentar sozinhos, Mel será castrada e colocada para adoção. O mesmo ocorrerá com os filhotes, que são cinco fêmeas e um macho. A ambientalista se dispôs a intermediar o processo de adoção e espera que essa história se espalhe e contagie os corações das pessoas em prol da vida.


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